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The Middle Way

Blog humanitário e reivindicativo da liberdade e felicidade de todos, até do próprio planeta.

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08
Set16

Overnight Oats #1

JR

Há uns meses atrás, andava eu perdida em deambulações cibernáuticas, à procura de alimentos e estratégias que aumentassem a produção de leite materno. A minha filha tem quase 5 meses e ainda não iniciei a diversificação alimentar. Apesar dos contratempos que ela tem, tem vindo a aumentar bem de peso, com algumas adaptações aqui e ali e, portanto, o reforço imunitário que o leite materno lhe proporciona torna-se essencial.

 

Fiz uma descoberta magnífica! Os overnight oats! Basicamente, este fantástico pequeno-almoço é preparado na noite anterior. Os flocos de aveia não são cozinhados, são misturados num frasquinho com leite, iogurte, sementes de chia e outros ingredientes a gosto. De manhã, acordamos para um pequeno-almoço fresco, de consistência gelatinosa (graças à chia!) e nutritivo. Consegui convencer toda a gente cá de casa. Confesso que, quando fico acordada até mais tarde, tenho de me controlar para não comer o pequeno-almoço antecipadamente...

 

Tenho feito algumas inovações. Na verdade, conseguimos encontrar várias receitas diferentes online.

 

Hoje partilho a mais recente experiência: Overnight Oats de framboesa e amêndoa.

 

As quantidades são relativas, dependendo da fome de cada um.

 

Eu começo por juntar 2/3 de um copo pequeno de aveia ao meu frasco.

 

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Adiciono uma colher de sopa de sementes de chia.

 

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Junto, depois, 2/3 do copo de leite de amêndoa.

 

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Depois, junto duas colheres de sopa de iogurte natural ou iogurte grego natural.

 

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Complemento com uma colher de sopa de mel e amêndoas picadas.

 

 

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E misturo tudo muito bem!

Por fim, adiciono algumas framboesas frescas e mais um pouco de amêndoa.

Coloco no frigorífico durante a noite e, de manhã, consolo-me com esta pequena maravilha...!

 

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Vale a pena experimentar. Garanto!

Alguém com mais receitas para partilhar?

 

 

26
Ago16

Quando a vida tem outros planos

JR

Desde sempre gostei de escrever, mais para mim mesma do que para os outros. Escrever sempre foi uma forma de organizar pensamentos e sentimentos. Quando vim para casa de baixa pela gravidez de risco resolvi criar este blog. Nunca ambicionei ter um blog e, na verdade, nunca segui blogs. Mas sobrava-me tempo. Abrandei o ritmo e a vontade, tanto de ler como de escrever, surgiu com naturalidade.

 

E agora sou mãe. Como todas as grávidas, presumo, esperei ansiosamente pelo dia de ter a minha bebé nos braços, de olhar para ela com atenção, perceber cada traço dela, descobrir os trejeitos, as manhas, os gostos...idealizamos um futuro, rabiscamos um plano de vida. Um plano A, talvez um plano B.

 

Mas então somos forçados a procurar um plano Z.

E tudo acontece de um momento para o outro, pois é assim mesmo que as coisas acontecem. A minha filha foi diagnosticada com Fibrose Quística, uma doença genética que afecta múltiplos orgãos, principalmente o sistema respiratório, e que os vai danificando ao longo dos anos. Sou médica e, durante o curso, aprendemos a não gostar desta doença, atribuimos-lhe uma conotação bastante negativa. Por isso, naquele dia, repeti inúmeras vezes na minha cabeça "fibrose quística não, fibrose quística não, por favor, fibrose quística não...". Mas estes mantras não funcionam quando os dados já estão lançados. E é então que sentimos uma dor tão grande, tão lancinante, tão insuportável. Nunca estamos preparados para que os nossos filhos tenham doenças. Pensamos que é possível isso acontecer, claro, mas estamos seguros que connosco, não, não vai acontecer. Só acontece aos outros.

 

E foi então que olhei para a minha bebé a dormir no seu berço, em paz, e soube que, mesmo sendo médica, mãe e médica, não podia fazer absolutamente nada. Não te posso operar à fibrose quística, meu amor, não há nada aí que eu possa suturar. E sentimos que tudo aquilo que aprendemos foi em vão porque, no momento que mais queremos, não conseguimos dar resposta.

 

O passo seguinte foi voltar aos livros. Estudar a doença, conhecê-la, procurar tratamentos recentes, ganhar alguma esperança em novos artigos e ensaios clínicos. Quase que queremos ter o nosso momento Eureka e sermos nós mesmos a descobrir a cura. Na verdade, o avanço médico na Fibrose Quística foi estonteante. A esperança média de vida tem aumentado de ano para ano. A qualidade de vida tem melhorado bastante. Os artigos publicados são promissores, a terapia genética parece estar logo ali, próxima, possível. Mas basta pousar os artigos para deixar de ser médica e passar a ser mãe. Quer, então, dizer que actualmente posso esperar que a minha filha viva 30-40 anos. E que, ao longo desses anos, vai gradualmente respirando pior. Como encontrar conforto neste aumento de esperança média de vida? São os pulmões da minha filha!! É a respiração dela! E eu gosto TANTO dela!

E é então que surge a revolta.

 

Mas os dias passam e é assim mesmo. Aprendemos a cuidar dela e o plano Z aparece mesmo. Vamos aceitando e incorporando os tratamentos na rotina. E o mesmo se vai passar com os tratamento que vão ser necessários no futuro. E todos os dias ela sorri. Há dias que penso como médica, dias que penso como mãe, dias em que misturo todos esses pensamentos. Consigo ver à minha frente todas as possíveis complicações. Como lhe vou contar e explicar a doença dela? Quando lhe devo contar? Como consigo protegê-la de todas as bactérias e ao mesmo tempo deixá-la livre para viver tudo, aproveitar ao máximo todos os dias? Quantos de nós aproveitamos os nossos dias ao máximo? Quantos dias desperdicei eu até hoje?

E é então que começamos a ver a vida de modo diferente. E ela continua a sorrir todos os dias.

 

Ser mãe é isto mesmo. Cai-nos nos braços o melhor sentimento do mundo, mas também esta inquietude constante, um medo fino de que alguma coisa má possa acontecer. Como se nunca mais conseguissemos inspirar profundamente. O que é irónico, no meu caso.

A vida tem, realmente, os seus próprios planos e as coisas podem, realmente, acontecer-nos a nós. Eu tenho confiança na medicina. A Fibrose Quística terá uma cura. Até lá há, afinal, algo que eu posso fazer: posso fazer a minha filha muito feliz.

 

Não é isso que conta?

 

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23
Mar16

A brincar, a brincar

JR

Numa das minhas deambulações cibernáuticas de hoje, dei de caras com este TED talk. Admito que o tema me interessa e me é próximo pelo simples facto de que, no início da minha carreira profissional, me senti completamente assoberbada pela ansiedade, stress, medo de falhar. De um momento para o outro todas as horas foram dedicadas ao trabalho, a melhorar... e, mesmo em casa, não me conseguia desligar mentalmente do peso da responsabilidade que tinha em mãos. Ansiedade e medo.

Com o tempo fui adquirindo as minhas próprias estratégias e tudo melhorou, apesar de ser sempre um processo contínuo. As horas de trabalho mantêm-se, a responsabilidade é a mesma ou maior, mas a tranquilidade mental é outra. O sossego dos pensamentos.

 

Recomendo:

 

 

 

 

07
Fev16

O aconchego

JR

Hoje acordei cedo porque tenho de estudar. É estranho estar de baixa e, mesmo assim, ter de pegar nesta montão de livros técnicos e, efectivamente, lê-los. E com atenção! Às vezes tenho a sensação que ser estudante, essa sim, é a minha profissão.

 

Não que, durante o momento de estudo em si, eu não me embrenhe nos temas e não me sinta empolgada por estar a aprender como fazer o meu trabalho cada vez melhor. O mais difícil mesmo é o impulso inicial. O ganhar coragem para recomeçar a ler. O primeiro respirar fundo.

 

Ainda por cima a casa estava fria quando me levantei. E, sem mais nem menos, desenhou-se o pequeno-almoço ideal na minha mente para um dia como este! Um porridge! Quente, aveludado, ligeiramente doce.

 

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Ficou feito em 5 minutos. É só levar ao lume leite (ou água) e flocos de aveia (mais ou menos leite, conforme a consistência que pretendermos), deixar engrossar, mexendo sempre. Juntei uma colher de mel e canela a gosto. Feito! Muito bom!

 

Além disso, a aveia insere-se no meu projecto de alimentação mais saudável. É rica em vários nutrientes essenciais, nomeadamente cálcio, ferro, magnésio, várias proteínas, vitaminas (nomeadamente do grupo B) e fibra. Leva à ingestão de hidratos de carbono de absorção lenta que promovem uma sensação de saciedade mais prolongada, ajudando na perda de peso (e é aprovado para diabéticos...tirando a colher de mel/açucar...). Tem muitos outros benefícios em termos de saúde: reforça a imunidade, ajuda a reduzir o stress, aumenta a concentração e alivia o esgotamento mental, ajuda no controlo dos níveis de colesterol e da tensão arterial...enfim. Um alimento, isoladamente, não faz milagres. Mas ajuda!

 

Agora sim, vou começar um estudo aconchegante.

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