Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

The Middle Way

Blog humanitário e reivindicativo da liberdade e felicidade de todos, até do próprio planeta.

Blog humanitário e reivindicativo da liberdade e felicidade de todos, até do próprio planeta.

20
Mar18

Pequenas ideias para mudar o mundo #7 - o vale dos lençóis

JR

A propósito do meu último post sobre o sono, decidi partilhar a receita do meu vaporizador de lençóis.

 

Há uns tempos, recebi um pequeno spray aromático de alfazema. Todas as noites, antes de dormir, aplicáva-o na minha almofada e relaxava quase de imediato. Aos poucos, tornou-se hábito, parte integrante de uma irregular rotina do sono (um bocado contrasenso...). Mas, nos dias em que adormecia numa almofada com cheirinho a alfazema, o sono chegava mais cedo e mais tranquilo. Provável efeito placebo, mas ainda assim...

 

Quando a embalagem acabou, debati-me com a perspectiva de comprar mais coisas supérfluas cá para casa: mais embalagens de plástico em coisas que, na verdade, não me eram essenciais. Acabei por perceber que conseguia reproduzir o spray de forma caseira, utilizando ingredientes que já tinha.

Et voilá!

 

IMG_20180219_123932.jpg

 

Vaporizador de alfazema:

 

- 480 mL de água fervida (arrefecida)

- 2 colheres de sopa de álcool (podem optar por uma bebida alcóolica sem cor como aguardente, vodka...)

- 10-15 gotas de óleo essencial de alfazema

 

Misturam-se todos os ingredientes numa embalagem de vaporizador e já está!

Aplico todos os dias, antes de fazer a cama e na minha almofada pouco antes de dormir. 

Podem variar o aroma alterando o óleo essencial. No Verão, algo mais cítrico também pode ser interessante.

 

IMG_20180219_123948.jpg

 

 

Bons sonhos! 

Follow
20
Fev18

7 pequenas mudanças que vieram para ficar

JR

Plants-in-hands-environment1.jpg

 

 

É provável que já seja um pouco tarde para rever o último ano. Mas, à medida que o tempo passa, sinto vontade de sedimentar as coisas. De olhar para trás e ver onde estive e onde estou. O que ficou pelo caminho. O que chegou para ficar.

 

Quanto mais leio e aprendo, mais certezas tenho de que, não sei bem como, cheguei ao caminho certo. Às vezes custa-me acreditar nestas coisas do destino. Mas, a verdade é que um conjunto de infortúnios acasos me trouxe até ao dia de hoje, uma cambalhota inacabada de 180º, pondo-me de pernas para o ar. Ou seria o contrário? Estaria eu, anteriormente, de pés para o firmamento? Será que só agora regressei à posição de pés acentes na Terra?

 

Bastou-me parar por um momento para me aperceber que muita coisa de errado se passa na nossa sociedade. Penso que todos o veríamos com maior clareza se nos dessem tempo para olhar à nossa volta. Se nos dessem espaço para cuidarmos melhor uns dos outros: não existimos sozinhos. Não existimos sem o nosso planeta Terra (pelo menos enquanto não nos catapultarem para Marte!). Está mais do que provado que urge apostar num desenvolvimento sustentável das populações e, para que tal aconteça, várias mudanças profundas têm de acontecer ao nível de todos os sectores mas, principalmente, a nível de cada um de nós. Individualmente. É importante que sejamos interventivos, participantes activos na sociedade e não meros espectadores. 

 

1280px-Sustainable_development.svg.png

 

Em retrospectiva, consegui identificar aquilo que mudei, definitivamente, em mim e nas minhas acções:

 

- Compras a granel e com sacos reutilizáveis (aqui)

Sem dúvida, algo simples de aplicar mas que faz uma diferença enorme no desperdício (alimentar, de plásticos...). Obviamente que não conseguimos reduzir completamente as embalagens. Existem produtos que consumimos que não se encontram a granel. Aceitamos esse facto, mas comprometemo-nos a reduzir o máximo possível.

 

- Diminuição dos descartáveis

Tenho a minha garrafa de inox para a água e os meus copos de bambu para os cafés on the go (um de 400 mL para as bebidas deliciosas do Starbucks e outro para o café expresso). Tenho a palhinha de inox para a pequenina beber o seu leitinho ou suminhos fora de casa. Tenho um kit de talheres de metal para usar em substituição dos de plástico que muitas vezes nos oferecem. Nem sempre conseguimos fugir aos descartáveis, mas tentamos fazê-lo sempre que possível.

 

IMG_20180220_234634.jpg

 

 

- Iogurtes caseiros (aqui)

Já só compramos uma embalagem de vez em quando para podermos fazer mais! Na verdade consigo utilizar uma única embalagem normal de iogurte para fazer 14 iogurtes (e ainda como umas colheres no fim). A minha iogurteira é eléctrica mas, actualmente, existem versões completamente livres de energia (como a Yogurtnest). Não patrocinado

 

Discos de algodão reutilizáveis (aqui)

Nunca mais comprei discos desmaquilhantes! Never more.

 

- Escovas de dentes de bambu 

Fazem o mesmo que as outras e são mais leves! Para além disso, reduzimos a quantidade de plástico não reciclável. Ainda podem encontrar algumas escovas de plástico cá em casa: as que já tinhamos comprado, as que são usadas para a limpeza da casa e as das visitas (espero que esta última parte comece a mudar em breve..:D).

 

IMG_20171024_122604.jpg

 

- Detergente da loiça caseiro (aqui)

Escusado será dizer que também não voltei a comprar detergentes da loiça. Uma embalagem grande de sabão de castela líquido dá-me para litros e litros de detergente. Também costumo fazer o lava-tudo que uso no chão. No entanto, com o tempo, reparei que não é tão eficaz nas madeiras e, portanto, apenas uso nas cerâmicas. 

 

- Compras conscientes

É certo que tenho de consumir. Tenho de comprar coisas e as coisas geram lixo e o lixo consome recursos ou polui. Por isso, penso em cada compra que faço. Dou preferência às embalagens de vidro e metal. Escolho produtos com menor impacto ambiental. Reutilizo sempre que possível. Dou preferência às embalagens recicladas. Favoreço as marcas que aceitam as embalagens de volta. Procuro o fair trade e as produções sustentáveis.

 

 

Reflectindo, foram pequenos passos. Lentos, levaram o seu tempo. 

Acredito que, apenas com calma, as mudanças se podem tornar permanentes. 

 

 

 

Follow
29
Jan18

Centro Cultural Hare Krishna - um oásis no meio da cidade

JR

IMG_20180129_220856.jpg

 

Já conheço este espaço há alguns anos.

 

Falo-vos deste espaço apenas enquanto restaurante vegetariano. Contudo, o Centro Cultural Hare Krishna promove diversas actividades: meditação, Bhakti-Yoga, entre outras. Promotores, também, do programa "Alimentos para a Vida", doando alimentos vegetarianos à população carente (procuram, inclusivamente, voluntários!).

 

IMG_20180129_221124.jpg

 

A entrada, situada na Rua D.Estefânia, nº91 - Lisboa, passa bastante despercebida. O espaço interior emana paz! Nos dias solarengos, o terraço torna-se o lugar ideal para o almoço. Chegando cedo, por volta do meio-dia, ainda são poucos os visitantes esfomeados. O terraço fica quase por nossa conta. As mesas estão distribuídas pelo espaço, ora aproveitando os raios de sol, ora estrategicamente colocadas em sombras refrescantes. Ao sabor do vento, tilintam pequenos espanta-espíritos pendurados nos ramos das árvores. Ao longe, um rasto de música indiana.

 

Chegamos e inspiramos, profundamente. As preocupações devem ser deixadas do lado de fora. O serviço é discreto, delicado e simpático. Existe apenas um menu disponível por dia - não nos é dada opção. Mas, garanto, nunca fiquei desiludida! O menu é sempre vegetariano. Consiste numa sopa aconchegante, um prato bem servido e variado, uma sobremesa sempre deliciosa. A acompanhar, um chá quente, em temperatura e sabor. Os pratos e copo são em inox. O único descartável fornecido é o guardanapo de papel. 

 

IMG_20180129_221000.jpg

 

IMG_20180129_221036.jpg

 

IMG_20180129_220933.jpg

 

IMG_20180129_221215.jpg

 

IMG_20180129_220830.jpg

 

O preço do menú é de 7,50€. Não servem café expresso, mas podem pedir uma cevada no final. Que isto não vos desmotive! Se a cevada não vos agrada, têm imensos cafés nas redondezas onde podem tomar o vosso cafezinho ao sair. 

Um espaço que vale a pena conhecer - e regressar, sempre que precisar de apaziguar a alma.

Follow
26
Jan18

À conversa com: Carlos Henriques, Co-Fundador do Primeiro Restaurante Zero Waste Nórdico

JR

Não sei se sou eu que ando mais atenta mas, ultimamente, parece que noto a comunidade Zero Waste em franca expansão. 

Recentemente, tive a possibilidade de falar com o Carlos, conterrâneo e antigo conhecido, acerca do seu novo projecto: Restaurant Nolla - o primeiro restaurante nórdico totalmente Zero Waste. Senti, de imediato, necessidade de falar com ele e de entender melhor o conceito deste restaurante.

Segundo os dados da National Restaurant Association (EUA), cerca de 30 a 40% dos alimentos utilizados na restauração são desperdiçados. A esse facto, podemos adicionar a quantidade absurda de objectos descartáveis utilizados em cafés e restaurantes (copos, talhares, palhinhas, guardanapos...) que acabam, a maioria, por ser depositados em aterros e, posteriormente, nos oceanos. Sem falar nas embalagens utilizadas e no transporte das mesmas. Escusamos, também, de falar de todos os recursos energéticos a que um restaurante está associado.

Facilmente percebemos que a indústria da restauração tem uma pegada ecológica gigantesca. Sobre isto, não há dúvidas.

 

Na tentativa de repensar esta indústria, Carlos, Albert e Luka juntaram-se na saga de criar um restaurante onde o desperdício é...exacto, Zero!

 

Como? Vamos saber!

 

TMW - Olá Carlos! Em primeiro lugar, fala-nos um bocadinho de vocês e do vosso percurso.

Nós somos os três ex-cozinheiros. Neste novo projecto, acabamos por nos complementar: o Albert está responsável pela cozinha, o Luka pela sala e eu mais pela área de negócios.Vimos todos de ambientes rurais. Os meus pais eram agricultores e fui criado numa aldeia. Na verdade, podes tirar o Carlos da aldeia, mas não podes tirar a aldeia do Carlos. Em termos de formação, tirei o curso de Cozinha na Escola de Hotelaria de Manteigas e, posteriormente, o curso de Gestão Hoteleira na Escola Superior de Turismo e Hotelaria de Seia. Mais tarde, numa tentativa de expandir horizontes, decidi sair de Portugal. Comecei por trabalhar na Inglaterra e, em 2011, cheguei à Finlândia, onde resido de momento. 

 

TMW - E como é que vocês os três se conheceram?

Conhecemo-nos aqui na Finlândia. Eu e o Albert trabalhamos num restaurante com 2 estrelas Michelin, que entretanto já fechou, o Chez Dominique. Depois, fomos trabalhar para o Olo, um restaurante com 1 estrela Michelin, onde conhecemos o Luka. Acabamos por trabalhar juntos pouco tempo, mas mantivemo-nos amigos desde então.

 

TMW - E como é que surgiu a ideia do Restaurant Nolla?

A ideia foi do Albert e o projecto começou a ser desenvolvido por nós os dois, há cerca de 2 anos atrás. Mais tarde, juntou-se o Luka. Achamos que os três nos completamos em termos de funções e formação e o Luka fala finlandês, o que é uma mais valia. Ao longo do nosso percurso profissional fomo-nos deparando com a grande quantidade de desperdício a que os restaurantes estão associados. Existe uma procura incessante por produtos alimentares perfeitos.

 

TMW - E quais foram as principais dificuldades que enfrentaram até agora?

Eu penso que tenham sido as mesmas que qualquer projecto pioneiro. Quando começas a desenvolver um conceito inovador, não vais ter dias fáceis pela frente. Temos de estar preparados para isso: mais derrotas do que vitórias. Mas as coisas acabam por acontecer. O primeiro ano foi um ano mais teórico, de desenvolvimento da ideia. Depois, fizemos dois restaurantes pop-up para testarmos o conceito e vermos se, efectivamente, não produzíamos lixo. Nos últimos 6-8 meses estamos a trabalhar no Nolla praticamente a tempo inteiro.

 

TMW - De que forma é que o vosso restaurante é diferente? Como é que um restaurante consegue ser Zero Waste?

O que nós fizemos foi retirar todos os caixotes de lixo do nosso restaurante e começar a cozinhar! Essa é a melhor forma de nos tornarmos Zero Waste, pois muda a nossa maneira de pensar e de comprar. Criar um restaurante com este conceito, é relativamente fácil. Nós lidamos directamente com os produtores locais (diminuindo a pegada ecológica associada ao transporte) e não utilizamos comida processada, só isto elimina grande parte das embalagens. Todos os agricultores, tanto aqui como em Portugal, estão muito mais disponíveis para entregar os produtos em caixas e levaram as caixas de volta. Temos também um compostor no restaurante para pequenos desperdícios na cozinha ou restos de alimentos do cliente. Por dia, conseguimos transformar 20 kg de resíduos orgânicos em 2 kg de composto! Uma perda de 90% do peso do desperdício! Este composto é depois fornecido como fertilizante aos produtores com quem trabalhamos. Óleos, azeites e vinagres estamos a tentar comprar em bidões, directamente à fábrica. Vinho vamos ter, e vem em garrafas de vidro. O que nós estamos a fazer com essas garrafas é upcycling. As garrafas que utilizámos nos nossos restaurantes pop-up vão ser os nossos copos de água. Isto deve-se a um trabalho directo com designers. Por outro lado, tentamos vender menos vinho que outros restaurantes de fine dining. Nestes restaurantes faz-se, muitas vezes, o wine pairing (acompanhamento dos pratos por vinhos seleccionados). Nós vamos ter o beverage pairing, onde podemos ter um cocktail a acompanhar o prato principal, por exemplo. Isso permite-nos diminuir o número de garrafas compradas e utilizadas e, consequentemente, o lixo. E, claro, não vamos usar objectos descartáveis. Para nós a reciclagem é o worst case scenario. Vai haver coisas que, simplesmente, não vais poder utilizar se quiseres ser Zero Waste, pelo menos até o mercado mudar.

Para já, não temos solução para todos os problemas. Mas o importante, é trabalharmos nesse sentido.

 

TMW - Já conseguiram um espaço definitivo para o restaurante? Quando vai ser a abertura?

Sim, já temos. Vai abrir dia 15 de Fevereiro.

 

TMW - Como vão ser os menus? Quem é que os cria?

O Albert é quem está à frente da cozinha. Mas, os nossos menus vão ser um bocadinho diferentes. Quem escolhe o menu do dia não é o cliente, mas sim o agricultor ou o produtor com quem trabalhamos. Eles é que sabem quais os produtos da época e qual o produto mais fresco. Conforme os produtos que recebemos, podemos pensar o menu a 2-3 dias. Vai sempre variando conforme os produtos da época. O cliente, actualmente, já perdeu a noção de qual o vegetal ou fruta da época. Nós estamos a tentar trazer esse conhecimento para a mesa. As épocas são importantes para evitar o desperdício e para ensinar as pessoas a comer o produto no seu melhor. 

Vamos ter carne e peixe. Conversamos muito, em termos ecológicos, até decidirmos ter carne nos nossos menus. Acreditamos que, neste aspecto, mais importante que ter apenas agricultura orgânica é ter agricultura biodinâmica. A agricultura orgânica inclui animais neste processo. Os animais nas quintas, ajudam na diminuição do desperdício. Muitos alimentos que seriam desperdiçados são utilizados, nestas quintas, como alimento para os animais. Era este o modelo utilizado no tempo dos nossos avós. Nós vamos ter carne orgânica, proveniente apenas destas quintas, mas não prometemos ter sempre! Não vamos buscar a carne a produções intensivas. Quando um produtor tiver um animal em fim de vida, podemos ter carne disponível no nosso menu durante uns tempos mas, depois, podemos estar meses sem carne.

 

TMW - Vocês estão, neste momento, a pedir crowdfunding. O que conseguirem angariar vai ser aplicado em quê?

Essencialmente em marketing e compras de algumas máquinas e aparelhos. Estamos a pedir uma quantia, relativamente, pequena. É mais para nos ajudar a dar o impulso. Mas, o Nolla vai acontecer independentemente do crowdfunding! Também poderá ser utilizado no desenvolvimento de algumas actividades a nível universitário, porque também pretendemos ter uma vertente educativa.

 

TMW - Achas que este é o futuro da restauração?

Eu acho que este é o futuro do mundo! Nós vivemos num modelo que está errado! Um sistema de desperdício não faz sentido, nem do ponto de vista financeiro. Se nos sentarmos numa cadeira e pensarmos dois minutos, rapidamente nos apercebemos que aceitar o despedício, no dia-a-dia, não faz sentido.

 

TMW - Achas que Portugal seria receptivo a restaurantes como o vosso?

Quando comecei a pensar neste projecto, achei que não haveria mercado suficiente em Portugal. Ainda. Acredito que haverá daqui a uns anos.

 

TMW - Já pensaste trazer o Nolla para Portugal?

É um sonho. Mas é um sonho ainda longínquo. Claro que, agora, me tenho de concentrar neste projecto que temos em mãos. Mas, tudo o que nós conseguirmos, em termos de restaurante e conceito, é para partilhar. Se alguém tiver um restaurante e quiser vir aqui ver como nós funcionamos, nós não temos problemas nenhuns em mostrar. Se alguém quiser replicar o conceito em Portugal, não vejo problema. Não vamos estar a proteger a ideia. O nosso intuito é diferente. Somos um restaurante Zero Waste, temos clientes, fazemos lucro. É isto que pretendemos. Ter um restaurante de alta qualidade, excelente em serviço, excelente em comida, que seja Zero Waste e que faça lucro. Se reunirmos estas condicionantes todas, tenho a certeza que as pessoas vão querer copiar.

 

TMW - Qual é o significado de Nolla?

É zero em finlandês! É o restaurante Zero! 

 

Obrigada, Carlos!

 

 

 

 

 

Boys 2 version 1.jpg

 

17636769_1288079224620901_2619239555318494920_o.jp

 

26233033_1534127223349432_8312577433369027512_o.jp

 

26757981_1540661329362688_6669420367622874304_o.jp

 

26756802_1547016825393805_715353260324037448_o.jpg

 

À data da publicação desta entrevista, a quantia pretendida por crowdfunding foi angariada! Muitos parabéns! E...até um dia destes! Em Helsínquia, claro! 

Follow
13
Jan18

Shopping Kit - Como ir às compras de forma mais ecológica

JR

Que os sacos de plástico são uma praga, já toda a gente sabe. Na verdade, desde que passaram a ser pagos, a maioria das pessoas já reutiliza sacos de compras. Mas, infelizmente, apesar de ser um grande passo, não é suficiente. Com um pouco de organização (numa fase inicial), conseguimos produzir muito menos lixo - principalmente plástico - na nossa ida ao supermercado. E sim, dá para aplicarmos vários destes princípios nas grandes superfícies também.

 

Apresento-vos o meu shopping kit!

 

IMG_20180113_095533.jpg

 

 

Bastante prático. Tenho sempre tudo à mão e, na hora de ir às compras, é só colocar tudo dentro do meu tote bag e sair de casa. Também dá jeito ter um kit destes na mala do carro para qualquer eventualidade.

 

Tote bag - é o saco de pano (aqui representado pelo que me foi oferecido no evento Zero Waste pela Maria Granel). É suficiente para as compras mais pequenas. Mas, quando vou fazer as compras da semana, levo todo o kit dentro deste saco (junto do porta-moedas, telemóvel e chaves de casa).

 

 

IMG_20180113_095206.jpg

 

 

Saco grande - Inicialmente, vai bem dobradinho. Depois, é onde coloco todas as compras no caminho de volta a casa.

 

 

IMG_20180113_095235.jpg

 

 

Frascos de vidro - vão comigo sempre que vou a uma loja a granel que permita levar os nossos próprios frascos. É só tirar a tara, encher com a quantidade pretendida e pagar! Ao chegar a casa, basta pôr no armário, sem mais acondicionamentos. Infelizmente, nem todas as lojas permitem levar frascos próprios.

 

 

IMG_20180113_095456.jpg

 

IMG_20180113_095427.jpg 

 

 

Sacos de pano para sementes, grãos, frutas e vegetais - tenho de dois tamanhos. Uso estes saquinhos para vários fins. É onde coloco frutas, vegetais e cogumelos em substituição dos sacos de plástico (e também de papel) disponíveis para esse efeito nos supermercados. Nas lojas a granel que não nos permitem usar os nossos próprios frascos de vidro, utilizo-os para colocar grãos, cereais, granola, etc etc.

 

Saco do pão - Serve, exactamente, para comprar pão. Peço para o colocarem directamente no meu saco.

 

 

IMG_20180113_095401.jpg

 

 

Recipientes para queijo e carnes frias - uso para colocar o queijo, fiambre, chourição que compro na área da charcutaria das grandes superfícies. Peço para pesarem e colocarem directamente nas minhas caixinhas. Levo o talão na mão e entrego ao funcionário da caixa no acto do pagamento.

 

 

IMG_20180113_095336.jpg

 

IMG_20180113_095258.jpg

 

 

Caixas de ovos - reutilizo na compra de ovos a granel.

 

 

IMG_20180113_095135.jpg

 

Uma mudança tão simples mas que diminuiu, d-r-a-s-t-i-c-a-m-e-n-t-e, a quantidade de lixo que produzo todas as semanas. Foi fácil de implementar, toda a gente notou a diferença. As compras são muito mais fáceis de arrumar ao chegar a casa. Os produtos estão mais visíveis e, o facto de comprar apenas a quantidade que quero, gera menos desperdício alimentar. 

Não querem tentar? Como fazem as vossas compras de forma mais ecológica? Que ideias brilhantes andam a surgir por esses lados? Partilhem comigo!

 

Follow
07
Jan18

O primeiro encontro Zero Waste de Lisboa

JR

IMG_20180107_174137.jpg

 

 

Este encontro já se vinha a esboçar há algum tempo.

 

Ao longo do último ano, formou-se, quase acidentalmente, um grupo de bloggers instagrammers dedicadas à sustentabilidade e lixo zero. Um grupo que, inicialmente, se uniu na tentativa de despertar novas consciências para o mundo do desperdício zero e que, aos poucos, foi crescendo, acabando por se tornar num grupo de apoio e troca de ideias entre amigas. Mas, na realidade, apenas nos conhecíamos no mundo virtual. A vontade de nos encontrarmos, pessoalmente, foi surgindo com naturalidade. O ecrã do computador não estava a ser suficiente para a constante troca de ideias e emoções.

 

Esse encontro aconteceu hoje!

A querida equipa da loja Maria Granel ofereceu-se para organizar esse encontro, com o apoio do grupo Lixo Zero Portugal. Um encontro que transbordou em ideias e carinho, pensado ao pormenor. Podemos, finalmente, conhecer-nos pessoalmente e conversar. Foram-nos apresentados produtos e marcas ecológicas e sustentáveis, bem como pessoas inspiradoras com projectos inovadores. 

 

Começamos a manhã com um brunch fantástico elaborado pelas mãos da Maria de Oliveira Dias, fundadora do The Love Food. Ingredientes 100% de origem biológica, todos de origem vegetal, sem açúcar e sem glúten. Foram servidos na cerâmica linda da Margarida Almeida, da Círculo Ceramics sendo, portanto, um produto português.

 

De seguida, tivemos o privilégio de assistir ao workshop da Cátia Curica, da loja Organii, que nos falou um pouco de preparação de cosméticos naturais com ingredientes caseiros: máscaras faciais e corporais, pasta de dentes e champô. Vou testar estas receitas e depois partilho a experiência!

 

Pouco depois conhecemos a Ana Jervis que nos apresentou a sua iogurteira Yogurtnest. Uma iogurteira que não utiliza qualquer tipo de energia para funcionar: a manutenção da temperatura ideal para a fermentação dos iogurtes é conseguida através do recurso a isolamento de cortiça. Uma iogurteira que, para além de iogurtes, permite a elaboração de pratos em slow cooking, funciona como um ninho para levedar massas e serve como mala térmica, permitindo transportar refeições já cozinhadas que se manterão quentes por bastante tempo. Adorei o conceito! 

 

Por fim, ouvimos a Sabrina Sabatini, representante da Juventude Lixo Zero Brasil (Zero Waste Youth International) que nos explicou a missão e visão desta organização. Falou no sonho de criar pontes entre as várias comunidades Zero Waste, de forma a poderem colaborar e promover, em conjunto, eventos e projectos que contribuam para um mundo mais feliz e sustentável. A Sabrina, que está em Portugal por tempo limitado, vai estar amanhã, dia 8 de Janeiro, no Mercado de Campo de Ourique a partir das 18h! Ela pretende conhecer jovens interessados no tema da Ecologia, Meio Ambiente e Zero Desperdício. Apareçam! Ela é uma simpatia!

 

IMG_20180107_173958.jpg

 

IMG_20180107_173845.jpg

 

IMG_20180107_173928.jpg

 

IMG_20180107_174033.jpg

 

IMG_20180107_174313.jpg

 

unnamed.jpg

 

 

Saimos felizes e de coração cheio! 

Tenho a certeza de que, de encontros como estes, com pessoas activas e motivadas, sairão ideias novas, projectos novos e colaborações interessantes. Em prol do nosso planeta e do meio ambiente. Já estou ansiosa pelo próximo...

 

 

Conheçam também estas pessoas e projectos fantásticos:

- Ana Milhazes Martins do blog Ana, go slowly.

- Joana Gandara Reis do blog Eerie Plains.

- Joana Tadeu co-fundadora de A montra - The window.

- Catarina Matos, fundadora do blog e loja online Mind The Trash.

- Antónia Prata e o seu Instagram focado em minimalismo e desperdício zero She is Awake.

- Helena Seca do blog Day by day for zero waste.

- Inês Espada Nobre e o seu perfil de Instagram inspirador.

- Ana e Carla do blog De-vagar.

 

Follow
05
Dez17

Plasticina de Maizena e outras ideias giras para os miúdos

JR

Dias de ida ao hospital são sempre mais atribulados. Por isso, hoje, tivemos de adiar a atividade do nosso calendário do Advento. Desta forma, amanhã vamos cumprir não uma, mas duas actividades! 

 

Tem sido uma experiência maravilhosa! Por um lado, quero que a bebé comece a ver toda esta azáfama boa como rotina de Natal. Quanto a mim, tenho descoberto alguns dotes escondidos e, confesso, tem-me dado prazer criar coisas de raíz, com as minhas próprias mãos. Acima de tudo, temo-nos divertido imenso!

 

Há uns dias atrás fizemos neve de moldar (uma espécie de plasticina). Faz-se, literalmente, em menos de 5 minutos com ingredientes que quase toda a gente tem em casa (ou fáceis de adquirir).

 

IMG_20171203_111606.jpg

 

IMG_20171203_111719.jpg

 

Como fazer?

 

IMG_20171203_113602.jpg

 

- Basta misturar partes iguais de amido de mido (farinha Maizena) e loção corporal! Done! Para ficar a parecer neve, convém usar um creme de corpo de cor branca. Nós juntamos, ainda, uns brilhantes comestíveis que eu tinha cá em casa e umas gotinhas de óleo essencial de pinho para lhe dar um toque mais florestal. 

Quando se começa a misturar os ingredientes com a mão, o preparado é, inicialmente, um pouco pegajoso, colando-se aos dedos. Mas, quando bem misturado, parece plasticina! 

Tanto dá para esfarelar como moldar! - Tal e qual a neve! (principalmente após guardar a plasticina no frigorífico umas horas...)

Tem, ainda, a vantagem de deixar as mãos extremamente hidratadas. 

 

Para acompanhar esta tarefa, fizemos uns chips de couve Kale. Crocantes! 

 

IMG_20171203_122235.jpg

 

Basta ripar as folhas da couve e dispô-las num tabuleiro, regar com azeite e temperar com sal e pimenta. Vão ao forno pré-aquecido a 150ºC durante uns 5 minutos. 

Fácil. Muito Fácil!

 

Por fim, a manhã de ontem foi passada na apanha da pinha! 

Exactamente...o objectivo era ir apanhar pinhas, folhas, ramos...enfim, o que nos chamasse à atenção, para, depois, decorarmos a nossa casa de forma natural e sem desperdício. Fomos, alegremente, brindadas com um dia lindo de sol.

Eis o resultado...

 

IMG_20171205_223358.jpg

 

IMG_20171204_131912.jpg

 

IMG_20171204_192712.jpg

 

IMG_20171204_192613.jpg

 

IMG_20171204_192939.jpg

 

 

E por aí? O que andam a fazer com as vossas crianças? (Ou com as crianças que há em vocês...?) 

Follow
02
Dez17

Os dois primeiros dias do Advento

JR

Num dos últimos posts partilhei algumas ideias para um Natal mais sustentável. Ideias que me foram surgindo, a mim mesma, quando pensei sobre o assunto. Uma delas era sobre um calendário do Advento com actividades familiares em vez de chocolates ou prendinhas. Isto, no último ano, tornou-se extremamente importante para mim, com o nascimento da nossa pequenina. Estarmos todos juntos.

 

E, portanto, Dezembro já começou! Infelizmente, a montagem da árvore de Natal teve de ser adiada uma vez que o papá tem estado fora. De qualquer forma, eu e a bebé temos cumprido o ritual e as tarefas!

 

No primeiro dia, tínhamos de criar um presépio com materiais que tivessemos cá por casa. Depois de retirar algumas ideias online metemos mãos à obra! Utilizamos rolhas de cortiça, restos de tecido, botões velhos, um colar de madeira estragado, um pauzinho de madeira que apanhamos no parque e um pedaço de algodão que ainda tinha perdido cá por casa. A base do presépio é uma base de copos (que depois vai voltar para a sua função original). A pequena H. adorou espalhar tudo pelo chão! 

E é com orgulho que vos apresento...

 

...o nosso presépio!

 

IMG_20171201_151019.jpg

 

 

No segundo dia tinhamos como tarefa montar a prenda da Salsa, a nossa chihuahua. Todos os anos ofereço uma nova caminha à Salsinha. Isto porque ela acha que a cama é um óptimo objecto para roer ou para "escavar". Ano após ano, temos sempre uma cama em ruínas. Este não foi excepção. Mas, em vez de comprar uma cama igual a todas as outras, decidi comprar um cesto de verga resistente, uma boa mantinha e, depois, utilizar uma almofada velha que aqui tenho e uma fronha tingida. O resultado, esteticamente, foi muuuuito melhor que qualquer uma das caminhas que lhe tenho comprado até agora. E ela adorou!

No futuro, é só ir mudando as almofadas por almofadas nossas que vão ficando velhas. Acredito que o cesto de verga se vá aguentar! É, também, muito mais fácil de limpar.

 

E a Salsa ficou feliz!

 

IMG_20171202_163329.jpg

 

IMG_20171202_164255.jpg

 

E, para aquecer as noites que vão ficando gélidas, tenho feito um latte de camomila e alfazema. Delicioso!

 

IMG_20171202_224225.jpg

 

Num fervedor, deita-se a quantidade de leite pretendida (leite de vaca ou vegetal) e um bocado de camomila seca e alfazema (a gosto). Deixa-se aquecer bem, mas sem deixar ferver.

Coa-se o preparado para uma caneca e podem adoçar com uma colher de mel. 

 

IMG_20171202_224152.jpg

 

IMG_20171202_224531.jpg

 

Que venham os próximos dias e as próximas actividades!

I am ready!

 

 

Follow
23
Nov17

9 ideias para um Natal mais sustentável

JR

IMG_20171123_213344.jpg

 

 

Nos últimos anos, os Natais passaram a correr. Não conseguia ir muito tempo a casa pois, nesta altura, costumava estar mais sobrecarregada de urgências. As compras de Natal eram feitas no último minuto possível e sem grande propósito. Penso que, por vezes, comprava mais alguns presentinhos para compensar, em parte, a minha ausência. Quase sempre, após a consoada ou no dia seguinte, lá tinha de rumar a Lisboa mais cedo do que aquilo que o meu coração queria partindo, ainda, com as pessoas sentadas à volta da mesa. 

 

Agora, as circunstâncias mudaram e várias coisas deixaram de fazer tanto sentido. Outras, ganharam um sentido redobrado. 

 

A família vem sempre primeiro. 

 

Este Natal, é nisso que me quero focar.

 

Reuni, neste post, alguma ideias que tenho tido para tornar este meu Natal um pouco mais sustentável.

 

1. Dar presentes significativos - isto varia muito de pessoa para pessoa. Para uns pode ser apenas um pequeno cartão ou desenho, para outros um objecto mais valioso (o conceito de valor também é subjectivo). De qualquer forma, se queremos oferecer alguma coisa, que seja algo que a pessoa valorize, utilize e disfrute. Mas, também, que seja um presente que nós próprios valorizamos e que se enquadre naquilo que acreditamos. Para isso, há que perder algum tempo a pensar naquilo que queremos oferecer e fugir, sempre que possível, das compras fúteis e precipitadas de última hora.

 

2. Prolongar o Natal e envolver as crianças no processo - que o Natal não seja apenas a noite de abrir as prendas. Este ano, tendo-me sido dada a possibilidade, quero que a bebé participe comigo e em família no processo de criar o Natal. E, para isso, queremos criar alguns rituais. Aqui em casa, quando o nosso amigo Rato Rudolfo sai da sua toca, o Natal começa a raiar lentamente.

 

23755831_502200640164546_811483531794838413_n.jpg

 

3. Usar um calendário do advento duradouro e com actividades em vez de presentes - Em vez de estar a comprar, anualmente, calendários de papel e plástico, cheios de chocolates (que como até ao fim...), decidi comprar um calendário de madeira que nos dure muitos anos. Em cada dia coloquei uma actividade familiar! Acho que vai ser muito mais divertido para a pequenina (e para nós!) e que nos vai permitir passar mais tempo juntos (ou aproveitar esse tempo melhor).

 

4. Reutilizar os enfeites que já temos ou ir buscar beleza à natureza - costumava comprar enfeites novos todos os anos. Este ano vou apenas utilizar o que já tenho. À medida que os enfeites se forem estragando, vou substituindo por coisas feitas por nós, em conjunto, privilegiando materiais sustentáveis. Também não devemos subestimar a beleza que a Natureza nos pode trazer à casa: nada melhor que um passeio para apanhar pinhas, ramos, folhas...Com crianças é muito mais divertido que uma visita rápida ao centro comercial para comprar umas bolas vermelhas cintilantes.  

 

5. Cozinhar aquilo que se gosta e que, efectivamente, se come - para quê fazer aquela comida que ninguém gosta só porque é tradição? Para quê fazer uma mesa cheia de sobremesas se, depois, metade acaba no lixo? O melhor é tentar conciliar tradição e gosto. Fazer pratos típicos que agradem a toda a gente e nas quantidades necessárias. De preferência, comprando os ingredientes a granel.

 

6. Preferir brinquedos de madeira ou de pano - que são, na verdade, bem mais bonitos e duradouros!

 

7. Oferecer experiências e actividades - concertos? viagens? estadias em hotéis? um sky diving? Há para todos os gostos!

 

8. Iniciar alguém no desperdício zero - podemos sempre oferecer um copo reutilizável ao nosso amigo fanático pela Starbucks, por exemplo.

 

9. Doar aquilo que já não nos faz falta - aquilo que nós temos no fundo de uma gaveta ou nos armários a ocupar espaço pode vir a ser um presente maravilhoso para alguém. Que tal incentivar as crianças a escolher alguns brinquedos antigos para doar a instituições?

 

Quem me ajuda? Mais ideias por esses lados?

 

 

 

Follow
16
Nov17

Pequenas ideias para mudar o mundo #6 - my veggie stock!

JR

Mais um pequeno passo no caminho certo.

 

Ando numa de experimentar pratos novos, testar-me na cozinha, experimentar novos sabores. Passo, portanto, algum do meu tempo livre a ler receitas. É muito frequente ver na lista  de ingredientes: caldo de vegetais, caldo de carne, caldo de peixe, caldo de marisco...

 

Até há bem pouco tempo, para mim, na minha preguiça mental culinária (...isto existe?) caldo era sinónimo de pequenos cubinhos da Knorr. Acontece que, no último ano, descobri três paixões novas na minha vida. A primeira, logicamente, o meu anjinho papudo, mais conhecida por bebé H. A segunda, a sustentabilidade no geral. A terceira, a culinária! E quando falo de culinária falo, em grande parte, do Masterchef Australia. Claro que vejo, uma ou outra vez, outros programas que envolvem comida, mas há pouca gente comparável ao Matt, George e Gary.

 

O engraçado é que, em certos momentos, reparo que estas três novas paixões se fundem perfeitamente. A bebé H. motiva-me a cozinhar tudo de raiz, a querer saber de nutrientes, de alimentos, de sabores, de qualidade. A saga contínua de diminuir embalagens e reduzir o desperdício alimentar também dá a sua mãozinha e, por fim, os australianos ensinam muitas técnicas culinárias interessantes.

 

E todas estas paixões se fundem, mesclam, embrenham numa coisa tão simples, mas tão saborosa como...

 

 

IMG_20171113_183318.jpg

 

...um caldo de restos de vegetais caseiros!

 

- Como é que isto funciona?

 

Ora bem, todos nós (que cozinhamos), ao preparar vegetais, vamos deixando de parte caules, toros, folhas menos viçosas, ramas e outras extremidades de vários vegetais. Isto, para quem tem uma alimentação equilibrada, acontece todos os santos dias. Verdade?

 

Nas últimas semanas, tenho guardado todos esses legumes desajeitados e enjeitados num saco dentro do congelador. Quando o saco está cheio, retiro-o do congelador e fervo o seu conteúdo numa grande panela, durante um bom bocado até reduzir a àgua e tempero, a gosto. No final, é só coar o caldinho e, aí sim, dizer adeus definitivamente a esses legumes.

 

IMG_20171113_183625.jpg

 

IMG_20171113_183559.jpg

 

IMG_20171113_183522.jpg

 

O que fica é um delicioso caldo de legumes, aromático e nutritivo. Sem conservantes. Tanto posso usar de imediato como congelar para usar mais tarde. Este tipo de caldo pode ser usado de diversas formas: molhos, risottos, sopas ...

 

Desta forma, usamos os vegetais na sua totalidade. Damos-lhes valor. Rectifico, damo-nos valor. Valorizamos aquilo que comemos. Segundo a União Europeia, 88 milhões de toneladas de comida vão parar a aterros sanitários, anualmente. Este desperdício alimentar não é só um problema ético e económico, é também uma forma de esgotar os recursos limitados do nosso planeta.

E, claro, reduzimos nas embalagens de Knorr. E poupamos dinheiro...

 

Há que ser criativo, também, na alimentação! Há que comprar apenas a quantidade de alimentos que necessitamos (um dos principais benefícios da venda a granel!). Saber a origem dos alimentos e comprar alimentos provenientes de produções sustentáveis é extremamente importante. Estas produções são aquelas que respeitam os solos, que permitem o seu repouso, que apostam na variedade de produtos em vez de apostarem num cultivo excessivo em larga escala de um único alimento. Ao escolhermos um produto estamos a dar força ao seu produtor. A dizer, indirectamente, que é assim que queremos ver o mundo.

Como querem ver o mundo?

 

 

 

 

 

 

 

Nota1: escusado será dizer que o mesmo se pode fazer com restos de carne (ossos), peixe (espinhas) e marisco (conchas, cascas...)!

Nota2: tenho reutilizado o saco de plástico onde ponho os vegetais e vou reutilizá-lo até se estragar. Depois penso numa alternativa...

 

 

 

Follow

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Blogs Portugal

A Ler

Links

  •  
  • Arquivo

    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2017
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2016
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D

    Website translation