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The Middle Way

Blog humanitário e reivindicativo da liberdade e felicidade de todos, até do próprio planeta.

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11
Fev18

Bolo de cardamomo, flor de laranjeira e sementes de papoila

JR

Adoro especiarias.

Gosto de testar os sabores, de os variar. Gosto de treinar o paladar da pequenina. Assim que ela teve luz verde para fazer as refeições da família, comecei a introduzir sabores novos, texturas diferentes. Quero acreditar que, assim, ela irá crescer saudável e curiosa pela alimentação e pela cozinha. Na Fibrose Quística, a nutrição pode ser um desafio, devido às dificuldades na absorção dos alimentos. Por isso, quero que, para ela, a nutrição seja um prazer. A melhor forma é começarmos cedinho e dando o exemplo!

 

Sempre que posso, cozinho as coisas que ela come, evitando ao máximo os produtos processados e embalados. Ao lanche, vamos variando entre iogurtes naturais (feitos na iogurteira), leite, pão, bolachinhas e bolinhos (preferencialmente caseiros!). Já há bastante tempo que andava a namorar a ideia de fazer um bolo de cardamomo. Acho-o um ingrediente fastástico, ficando óptimo em pratos salgados ou doces. Abuso dele no nosso golden milk. Gosto de cozer o arroz com algumas vagens à mistura, dando um toque oriental subtil, mas certeiro. 

Aparentemente, o cardamomo é rico em vitaminas e micronutrientes. Há quem afirme que tem propriedades pró-cinéticas, podendo ser um valioso aliado na digestão. Parece que contribui para o controlo da náusea. Encontrei, inclusivamente, um estudo que fala em propriedades broncodilatadoras atribuídas aos constituintes das suas sementes, principalmente, aos flavonóides. Os flavonóides estão amplamente presentes em várias frutas e plantas, sendo poderosos anti-oxidantes e anti-inflamatórios.

Mais uma vez, verdade ou não, não vejo inconveniente em utilizá-lo nas minhas receitas.

 

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Numa das minhas visitas habituais ao Miosótis, descobri a água de flor de laranjeira. Imediatamente pensei que deveria combinar lindamente com cardamomo. 

Et voilá, apresento-vos este bolo, testado e aprovado pela família!

 

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Bolo de cardamomo, flor de laranjeira e sementes de papoila:

 

Ingredientes:

- 175g de manteiga sem sal

- 200g de açúcar

- 225g de farinha

- 1 colher de chá de fermento

- 3 ovos

- 1 colher de sopa cheia de cardamomo em pó

- 3 colheres de sopa de água de flor de laranjeira

- 100 mL de leite de amêndoa

- 1 colher de sopa de sementes de papoila

 

Pré-aquecer o forno a 180º.

Unta-se uma forma de bolo inglês com manteiga e polvilha-se com farinha.

Numa taça grande, bate-se a manteiga e o açúcar até ficarem cremosos. Adicionam-se os ovos, um a um. 

Numa taça à parte, misturam-se os ingredientes secos: farinha, fermento e cardamomo em pó. Posteriormente, adicionam-se estes ingredientes secos ao preparado obtido inicialmente e bate-se bem até ficar homogéneo.

Acrescenta-se, depois, a água de flor de laranjeira e o leite de amêndoa.

Por fim, incorporam-se as sementes de papoila.

Leva-se ao forno, a 180ºC, durante 50-60 minutos ou até passar no teste do palito.

 

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E vocês, como usam o cardamomo?

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17
Jan18

Só porque comprei pistachios a granel e tinha uma toranja a estragar-se...

JR

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Foi exactamente isso. 

 

Tinha uns pistachios num frasquinho há imenso tempo e uma toranja a amolecer (demasiadamente) na fruteira. Estávamos em contagem decrescente para o lanche. Foram estes os motivos que me levaram a experimentar fazer umas bolachinhas. Peguei na receita dos biscoitos de alfazema e adaptei aos ingredientes que tinha no momento. Como a bebé estava a ficar com alguns sintomas gripais, decidi aventurar-me num golden milk quentinho.

 

 

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A verdade? Saiu um lanche improvisado, rápido e totalmente aconchegante. Estava na dúvida se a pequenina ia gostar deste leite diferente. ADOROU!  Já andava a pensar em formas de introduzir mais curcuma na dieta dela e, portanto, este leite passou no teste! A repetir.

 

Em 2004 saiu um artigo científico que falava na possibilidade de a curcuma poder corrigir os defeitos da fibrose quística a nível do canal de cloro. Isto, naturalmente, suscitou uma onda de esperança: um tratamento simples e acessível a todos. Este estudo, extrapolado para os humanos e em investigações seguintes, não se comprovou. Contudo, parece consensual que esta planta e as suas raízes possuem efeitos anti-inflamatórios. Assim sendo, não havendo indicação para a utilizar como suplemento alimentar, não custa introduzi-la mais na nossa alimentação. Surtindo algum efeito, ou não, é deliciosa! E bela e amarela! 

 

Voltando aos biscoitos...! Aqui vai a receita:

 

Biscoitos de pistachio e toranja

 

Ingredientes:

- 130g de manteiga

- 2 ovos

- 50g de pistachios picados

- 120g de açúcar amarelo

- 300g de farinha

- sumo e raspa de 1 toranja

- 3 colheres de sopa de geleia de agave

 

Pré-aquecer o forno a 180ºC.

Numa taça grande, juntar a manteiga amolecida, os ovos e o açúcar e mexer bem. Adicionar a raspa e o sumo de 1 toranja e envolver com cuidado. Acrescentar, aos poucos, a farinha e bater até obter um preparado cremoso e homogéneo. Adicionar, por fim, os pistachios picados e as colheres de geleia de agave. Envolver.

Forrar o tabuleiro do forno com papel vegetal ou película anti-aderente. Distribuir, no mesmo, bolinhas de massa com cerca de 1 cm de distância entre elas. Levar ao forno durante cerca de 20-25 minutos ou até começarem a ficar douradas. Retirar e deixar arrefecer antes de servir.

 

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Espero que gostem!:)

Bons lanches!

 

 

 

Curcumin, a major constituent of turmeric, corrects cystic fibrosis defects - Egan, Marie E. et alScience (New York, N.Y.); Apr 2004

Some like it hot: curcumin and CFTR - Davis, Pamela B. et al; Trends in Molecular Medicine; Oct 2004

Correction of CF deffect by curcumin: hypes and disappointments; Mall, Marcus et al; BioEssays: news and reviews in molecular, cellular and developmental biology;  Jan 2005

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03
Jan18

Um brownie diferente

JR

Ainda em Dezembro, empurrada pelo calendário do Advento, preparei um brunch natalício para a família. Após algumas pesquisas, acabei por decidir o menu:

hummus tradicional e pão

- ananás dos Açores

- bolachas de alfazema e de matcha

- iogurte grego + granola

brownie de beterraba

chai (chá preto com leite e especiarias de origem indiana)

 

 

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Queria uma refeição leve mas, ao mesmo tempo, nutritiva. Utilizei algumas receitas já minhas conhecidas mas também quis fazer algo novo. Lá me deparei com esta receita de brownie de beterraba que logo me prendeu o olhar. Para além de adorar cozinhar com beterraba, adoro o sabor e, principalmente, a cor linda que dá aos pratos. Esta receita está divinal! As poucas coisas que alterei em relação à receita original foi, meramente, por não ter os ingredientes certos em casa.

 

 

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Brownie de beterraba:

 

Ingredientes:

 

- puré de duas beterrabas médias cozidas

- 2 colheres de sopa de óleo de côco

- 50g de chocolate de preto

- 3 ovos

- 1/2 chávena de açúcar

- 1 colher de chá de essência de baunilha

- 1/4 chávena de cacau em pó

- 1/2 chávena de amêndoa moída

 

 

Pré-aquecer o forno a 180ºC.

Forrar uma travessa pequena com papel vegetal.

Numa panela pequena, em lume brando, derreter o óleo de côco e o chocolate, mexendo sempre. Retirar do calor e deixar arrefecer.

Numa taça grande bater os ovos, o açúcar e a baunilha até obter um preparado homogéneo. Posteriormente, juntar-lhe o puré de beterraba e o chocolate derretido e arrefecido. Misturar bem.

Por fim, adicionar o cacau em pó e a amêndoa moída e incorporar delicadamente.

Verter para a travessa forrada e levar ao forno durante 20-25 minutos.

Decorar com pétalas de rosa secas.

 

Lindo e D-E-L-I-C-I-O-S-O.

 

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Algum expert em brunch por aí?

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28
Dez17

A Salsa mimada

JR

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Chegou a casa em meados do Verão de 2013. Pequenina. Pêlos eriçados. Orelha direita pendente.

Medrosa, escondendo-se em todos os recantos. Olhos redondos e escuros, lacrimejantes.

 

Aos poucos, foi-se aproximando. Pata-ante-pata, passos curtos hesitantes. Narizinho posto no ar, sorvendo os cheiros, ainda estranhos.

Chorou toda a primeira noite. Mas apenas essa.

 

Depois, conquistou o espaço. A caminha, o azulejo da cozinha e a madeira da sala. Fez dos seus brinquedos amigos, correndo com o seu porquinho laranja por toda a casa. Uma bola de pêlo rebolando no soalho. Passou a dormir tranquila. Começou a levantar a orelhita.

 

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A Salsa preencheu a nossa pequena família. Deu-lhe vida e energia mas, ao mesmo tempo, paz e carinho nos momentos cansados. Minúsculos abraços felpudos.

 

Por isso mesmo, quando comecei a pensar em fazer actividades em família, a Salsa fez sempre parte da equação. A chegada da bebé roubou-lhe um pouco do protagonismo, mas não do amor. Chegará o dia em que ela vai perceber que as novas aquisições da família significam um multiplicar de carinho.

 

Este Natal, a Salsa teve direito a biscoitos caseiros feitos por mim e pela bebé: chicletes de banana biscoitos de abóbora e batata doce.

A inspiração veio daquidaqui.

 

Ela adorou! Principalmente os biscoitos de abóbora, devorando-os electricamente.

 

Chicletes de banana:

- duas bananas maduras;

 

Cortar as bananas em tiras longitudinais fininhas e dispô-las num tabuleiro forrado a papel vegetal. Levar ao forno a 100ºC durante 1h30-2h até desidratarem, mas sem as deixar ficar crocantes. 

Ficam com uma certa consistência elástica, sendo mais difíceis de roer.

 

Biscoitos de abóbora e batata doce:

 

Ingredientes:

- 200g de farinha de arroz

- pequena pitada de canela

- 220g de puré de batata doce

- 100g de puré de abóbora

- 110 mL de água

- 1 ovo

 

Pré-aquecer o forno a 180ºC.

Numa taça grande, misturar a pitada de canela à farinha de arroz.

Num recipiente à parte, juntar o puré de batata e o puré de abóbora ao ovo é àgua e misturar bem.

Lentamente, juntar o preparado húmido à farinha e bater até formar uma massa consistente.

Num tabuleiro forrado a papel vegetal ir dispondo, com cerca de 1 cm de intervalo, pequenas bolas moldadas do preparado obtido anteriormente. Pode-se decorar a bola com um garfo para lhe dar uma aparência mais divertida.

Levar ao forno durante 20 minutos.

Deixar arrefecer antes de dar ao seu amigo patudo. Dessa forma vão-se tornar mais crocantes.

 

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Não menos importante, têm a vantagem de não ter embalagem!

Devem ser consumidos rapidamente. Caso contrário, o melhor é congelar uma parte para dar mais tarde. Deixei estragar alguns dos meus...

 

Que miminhos dão aos vossos animais?

 

 

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13
Dez17

Bolo de gengibre e uma Dracaena

JR

A semana começou com a casa a cheirar a Natal.

 

Os dias que, apesar de solarengos, têm estado frios pedem calor e aconchego. Sabe bem chegar a casa e vestir roupas quentinhas. Sabem bem bebidas quentes bebidas sem pressa, abraços apertados embrulhados em mantas no sofá. O acto de cozinhar, principalmente quando partilhado, gera calor. O forno ligado, o cheiro quente a especiarias. A azáfama na cozinha. 

 

Os bolos e bolachas de gengibre e especiarias são a prova inquestionável de que o Natal se está a aproximar. A partir do momento que o aroma delicioso se alastra por todas as divisões, instala-se uma vontade clara de ligar o rádio e dançar ao som de Christmas carols. 

 

Foi assim cá por casa.

 

E o bolo foi este.

 

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Bolo de Gengibre e Especiarias (receita original aqui)

 

Ingredientes

 

Para o bolo:

- 200g de farinha com fermento

- 2 colheres de chá de canela em pó

- 1 colher de chá de cravinho em pó

- 2 colheres de sopa de gengibre fresco ralado

- 1 colher de chá de bicarbonato de sódio

- 100g de manteiga derretida

- 120g de açúcar moreno

- 100g de puré de maçã 

 

Para a cobertura:

- 3 colheres de sopa de manteiga

- 300g de açúcar em pó

- 60g de queijo creme

- 1/2 colher de chá de aroma de baunilha

- 5 colheres de sopa de leite

 

Pré-aquecer o forno a 180ºC e untar uma forma.

Numa taça média, misturar a farinha, a canela, o cravinho, o gengibre e o bicarbonato de sódio até terem uma distribuição homogénea.

Numa taça grande, bater bem a manteiga, o açúcar e o puré de maçã.

Juntar, lentamente, os ingredientes secos aos ingredientes húmidos e bater bem até obter uma massa cremosa.

Verter o conteúdo na forma e levar ao forno durante cerca de 40-45 min. ou até passar no teste do palito.

Retirar do forno e deixar arrefecer.

 

Entretanto, numa taça média, batem-se todos os ingredientes da cobertura até se obter um preparado sedoso que deve ser vertido sobre o bolo já arrefecido. 

 

Muuuuito bom!

 

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Aproveito, também, para vos apresentar a nova habitante desta casa!

 

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A nossa Dracaena!

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28
Nov17

Bolachas, chuva e alfazema

JR

Finalmente começou a chover.

Confesso que já sentia falta destes dias que se derramam em casa, entre sofá e cama. Mantas quentinhas, gorros e meias tricotadas. Contudo, este ano, estas preguiças são mais agitadas. Só consigo descansar enquanto a bebé dorme. E, mesmo assim, geralmente aproveito esses minutos para ir adiantado qualquer coisinha.

 

A pequenina costuma comer umas bolachinhas ao lanche e, sempre que possível, tento ser eu a fazer essas bolachas. Gosto, também, de experimentar sabores menos usuais, para aumentar a variedade e lhe aprimorar o paladar. 

 

Decidi experimentar estas bolachinhas de Alfazema! Eleitas as preferidas da bebé!

 

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A receita foi inspirada aqui. Mas eu aumentei-lhe o aroma a alfazema. Tornei-as mais intensas. Portanto, se preferirem algo com um sabor mais subtil, aconselho que sigam a receita original.

Mas não deixem de experimentar estas.

Já podem encontrar alfazema a granel (se não tiverem no vosso próprio jardim...). Claro que ainda me sobrou imensa...vou ter de descobrir mais algumas formas de a utilizar!

 

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Ingredientes:

- 130g de manteiga

- 2 ovos

- 120g de açucar amarelo

- raspa de 1 limão

- 270g de farinha com fermento

- 1 + 1/2 colher de chá de alfazema pulverizada

-  2 colheres de chá de alfazema flor

 

Pré-aquecer o forno a 180ºC.

Num robot de cozinha (ou triturador ou varinha mágica) pulverizei o açucar, a raspa de limão e 1 colher e meia (1 + 1/2) de alfazema, de modo a conseguir um preparado quase em pó e obter um sabor mais acentuado.

Numa taça grande, juntei a manteiga amolecida, os ovos e o preparado em pó obtido anteriormente (raspa de limão + açucar + alfazema) e misturei bem. De seguida, adicionei 2 colheres de alfazema em flor e envolvi na massa. Posteriormente, fui acrescentando a farinha, aos poucos, batendo sempre.

Coloquei uma folha de papel vegetal num tabuleiro de ir ao forno e moldei as bolachinhas em pequenas bolas achatadas. Coloquei-as com algum espaço de intervalo entre elas.  Deixei cozer, no forno, durante 10-15 minutos. 

Done!

 

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São óptimas para um lanche aconchegante. Mas acredito que sejam eficazes no ritual do sono, uns minutos antes de dormir. 

 

Receitas interessantes com alfazema por esses lados?

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26
Out17

Bolachas com sabor a Japão

JR

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Tenho um fascínio por tudo que é japonês. Uma admiração que vai da literatura à culinária (sou fã irremediável de Murakami...). Gosto tanto que, a nossa lua-de-mel, foi passada no Japão. É incrível como em Tóquio, uma cidade com uma enormíssima densidade populacional, o caos não se sente e não se instala nas ruas - tirando, claro está, o metro em hora de ponta - mas, à superfície, tudo é calmo, pacífico, ordenado. Existe um respeito palpável pelos outros. Uma fusão harmoniosa entre o tradicional e o moderno. 

 

Quanto à gastronomia...sou um pouco viciada em sushi. Adoro gelado de chá verde e sésamo preto. Matcha, matcha, matcha.

O que é o matcha? 

Bom, é uma mistura de chá verde em pó ou moída. Chá de elevada qualidade! 

Antes da colheita das folhas de chá, as plantas são cobertas para que não sofram uma incidência solar directa. Tal facto vai levar a um aumento dos seu níveis de clorofila (as folhas são de um verde mais escuro e intenso) e a uma maior produção de aminoácidos (proteína). As folhas de maior qualidade são, posteriormente, colhidas à mão.

O acto de beber chá, no Japão, é tão sagrado que existem, inclusivamente, escolas de cerimónia do chá!

O sabor é característico: forte, profundo, intenso com um final amargo na língua.

É, também, considerado um dos maiores antioxidantes existentes no mundo!

 

 

Matcha Cookies com sementes de sésamo (as minhas favoritas do momento):

 

Ingredientes:

- 120g de manteiga derretida

- 200g de açúcar moreno

- 150g de farinha de trigo fina

- 2 ovos

- 1 ou 2 colheres de sopa de matcha (dependendo da intensidade que pretendem)

- 1 colher de chá de fermento

- pitada de sal

- sementes de sésamo brancas 

 

Pré-aqueçam o forno a 180ºC.

Numa taça grande, batam a manteiga e o açúcar até obterem um creme arejado. Um a um, incorporem suavemente os ovos. Numa taça à parte, misturem todos os ingredientes secos até ficarem distribuídos de forma homogénea. Depois, juntem os ingredientes secos à massa preparada anteriormente, pouco a pouco, misturando bem. No final, devem obter uma massa de uma cor verde forte!

Untem as mãos com um pouco de manteiga e moldem a massa em pequenas bolinhas, do tamanho de bolas de ping pong. Numa folha de papel vegetal ou numa película anti-aderente para bolos, coloquem as bolinhas verdes (espaçadas, para que possam crescer) e polvilhem-nas com as sementes de sésamo.

Levem ao forno durante 10-15 minutos ou até as suas bases começaram a ficar levemente douradas. Retirem e deixem arrefecer para que o exterior se torne crocante.

Enjoy! 

 

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Arigato! 

 

 

 

 

 

 

 

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02
Out17

Um risotto vermelho

JR

Adoro pratos diferentes, apesar de intrinsecamente fáceis.

Como seguidora assumida de programas culinários e fã incondicional da saga Masterchef Australia, fui aprendendo que "os olhos também comem". Comecei, também, a dar oportunidade a ingredientes que utilizava pouco. Passei a experimentar outras formas de os confeccionar. A dar-lhes asas.

 

Quando me cruzei com o risotto vermelho, soube logo que tinha de o fazer!

 

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É um risotto de beterraba, o que lhe confere um sabor terroso e algo adocicado. O queijo parmesão equilibra o prato, cortando-lhe o sabor forte da beterraba. De qualquer forma, é preciso gostar muito deste ingrediente. 

A cor...ah, a cor! Simplesmente maravilhosa.

 

Então, aqui vai!

 

Risotto de beterraba (adaptado do blog mowielicious) :

- 2 colheres de sopa de azeite

- 1 cebola média picada

- 1 dente de alho picado

- 1 talo de aipo picado

- 150g de arroz Arborio

- 100 mL de cerveja

- 600 mL de caldo de carne

- 250 g de beterraba cozida ralada

- 2 colheres de sopa de manteiga

- 4 colheres de sopa de parmesão ralado

- raminhos de tomilho-limão

 

Aquecer numa o azeite numa wok. Adicionar a cebola e o aipo, deixando fritar até ficarem amolecidos. Adicionar o alho e, posteriormente, o arroz. Envolver até que fique coberto pelo azeite. Juntar a cerveja e deixar reduzir. Ir adicionando, lentamente, o caldo de vegetais, mexendo sempre. Deixar que cada porção de caldo seja absorvida pelo arroz antes de adicionar a seguinte. Juntar a beterraba e deixar cozinhar por 5 minutos. 

Retirar do lume. Adicionar a manteiga e meia quantidade de parmesão, envolvendo bem. Deixar repousar 2-3 minutos, tapando a wok.

Polvilhar com o parmesão restante e decorar com tomilho limão. Servir!

 

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Espero que gostem!

 

 

 

 

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22
Set17

Começa a apetecer um chá. E, com ele, umas bolachinhas.

JR

É verdade.

 

Apesar do frio não ser declarado, os fins de tarde já tornam a casa mais fresca. Dei por mim a pensar num cházinho morno e numas bolachinhas acabadas de sair do forno. Não que seja especialista em bolachas. De todo.

 

Por outro lado, já há algum tempo que andava a pensar substituir as famosas bolachas Maria que a bebé tanto gosta. Mas queria algo fácil de fazer, com ingredientes facilmente acessíveis e com um resultado previsível. Depois de alguma pesquisa, tentei reproduzir esta receita.

 

Sucesso imediato! São deliciosas!

Demorei 30 minutos desde a confecção até as conseguir provar...mission accomplished.

 

 

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Bolachas de limão e framboesa (+/- 24 bolachas):

 

- 120g de manteiga sem sal, derretida

- 150-200g de açúcar (conforme a gulodice...)

- 1/2 colher de chá de essência de baunilha

- 1 ovo grande

- sumo e raspa de 1/2 limão

- pitada de sal

- 1/4 colher de chá de fermento

- 1/2 colher de café de bicarbonato de sódio

- 200g de farinha

- duas mãos cheias de framboesas frescas levemente desfeitas

 

Pré-aquecer o forno a 180ºC. 

Numa taça grande, bater bem a manteiga e o açúcar até obter uma mistura homogénea. Juntar a baunilha, o ovo e o limão e misturar. Adicionar o sal, fermento, bicarbonato de sódio e farinha. Bater bem. Por fim, envolver as framboesas até que fiquem bem dispersas por toda a massa.

Cobrir o tabuleiro do forno com papel vegetal ou com uma base de silicone e verter uma ou duas colheres de sopa de massa (dependendo do tamanho desejado para as bolachas), de modo a formar bolachinhas individuais. A massa é pegajosa, pelo que não dá para moldar as bolachas à mão. Não ficaram um círculo perfeito...mas gosto deste tipo de imperfeições.

 

Levar ao forno cerca de 15 minutos, ou até perderem o brilho e ficarem levemente douradas.

Retirar do forno e deixar arrefecer, pare que fiquem mais crocantes por fora e fofinhas por dentro.

Eu consegui fazer duas fornadas!

 

A repetir!

 

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01
Set17

Acompanhamentos coloridos

JR

Em criança não gostava nada de beterraba. Aquele sabor a terra punha-me a fugir.

Mas com o passar do tempo (não sei explicar este fenómeno) passei a adorar. Na verdade, passei a gostar de várias coisas que antes me repugnavam. 

Uma coisa que se mantém é o meu gosto por coisas avinagradas: pickles, vinagretes, tudo que leve vinagre balsâmico...

 

Já há muito tempo que, quando cozo beterraba, a tempero com imenso vinagre. Entretanto, experimentei ontem esta receita que é maravilhosa na sua simplicidade. O toque a anis caiu-lhe tão bem, que tive de partilhar (mãe, esta receita é para ti!)

 

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Primeiro, cozi a beterraba durante uns 30 minutos, até ficar mais molinha. Depois, coloquei numa travessa, reguei com parte da água da cozedura, e levei ao forno mais 30-40 minutos até estar completamente cozida.

Depois de arrefecida, cortei em rodelas.

 

Numa panela pequena, coloquei 2 copos pequenos de vinagre branco, 1/3 desse copo de açucar, 1 colher de chá de sal, uma pitada de pimenta preta e uma estrela de anis. Deixei ferver uns 5 minutos, até ter a certeza que o açucar estava completamente dissolvido.

Reguei a beterraba com este preparado e deixei no figrorífico durante a noite.

Hoje comi como acompanhamento. Fantástico.

 

Têm receitas maravilhosas com beterraba? Podem partilhá-las comigo! 

 

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