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The Middle Way

Blog humanitário e reivindicativo da liberdade e felicidade de todos, até do próprio planeta.

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02
Jan18

Uma espécie de ponto de situação

JR

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Sou uma pessoa incrivelmente nostálgica. 

É, precisamente, essa nostalgia que me puxa pelas palavras e, consequentemente, pela escrita. Atrevo-me a dizer que, se a magia de momentos idos não me afectasse tanto, provavelmente as páginas permaneceriam em branco.

O passado guia-me a mão.

 

Por isso, sinto profundamente os fins e os recomeços.

 

Há um ano atrás não podia imaginar que aqui estaria, agora. Na verdade, nem sei bom o que aqui significa. A maternidade catapultou-me para o desconhecido. Não conheço a estrada, nem os cheiros, nem os sons. Habituada a conseguir prever ou, pelo menos, esboçar o dia de amanhã, aprendi que pouco da vida está, plenamente, sob o nosso controlo. Inicialmente, senti medo. Aos poucos, aceitei. Com o tempo, ficarei mais tranquila.

Reconheço, também, a beleza do desconhecido. Só nos encontramos, verdadeiramente, quando nos perdemos.

 

O último ano foi o ano de ver crescer uma vida imensa. Imensa de alegria, de energia e de garra. A minha filha preencheu-me os dias. Pude cuidar dela todos os segundos, amparar-lhe os primeiros passos, ensaiar-lhe as palavras. Sim, um verdadeiro privilégio. Cada revés vem acompanhado de inúmeras vantagens, muitas vezes encobertas. Isso, levo como ensinamento.

 

No meio da turbulência, consegui espaço e tempo para me reinventar. Me experimentar de outras formas. A maternidade consome-nos. Pedaços de nós, que nos identificam, ficam irremediavelmente pendurados no cabide à espera de melhores tempos, mais disponibilidade, outra energia. Mas novas coisas surgem, capacidades escondidas, sonhos novos.

Valha-nos a capacidade de sonhar. 

 

Que 2018 nos dê, a todos, sonhos mais altos.

Mesmo às mães que pouco dormem.

 

 

 

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06
Jul17

Vai, colhe as tuas flores

JR

Ainda há tão pouco tempo cabias no meu colo, pequenina e frágil. Movimentos soluçados, hesitantes. Olhos inquietos. Eu, cansada e medrosa, também hesitava contigo, sem saber bem como te segurar o pescoço mole. Mas feliz, feliz por te ter.

 

É maravilhoso ver-te crescer. Um privilégio poder conhecer alguém desde o seu início. Perceber o modo como te impões perante o mundo, gritando pelo teu lugar, mostrando que não és apenas mais um bebé, mais uma criança...mas que és tu. Que queres, que tentas, que falhas, que não desistes. Ver-te, em silêncio orgulhoso, ganhares força na tua corrida. Pisares o chão com um passo cada vez mais firme. Sorrir, discretamente, pelo modo como já sentes o ritmo da música no corpo e o tentas soltar em danças descoordenadas, mas tão doces. És um doce.

 

Mas ainda, há pouco, eras tão pequenina!

 

Agora, já te perco por minutos, quando foges pela porta e segues caminho, à procura dos teus brinquedos. Autónoma na procura, autónoma na descoberta. Mas, depois, ao longo do corredor já soltas o teu "mamã! mamã!" tão intencional, procurando regressar ao nosso aconchego. E ris, ris com tantos dentes!

 

Tão, tão pequenina...

 

Já brincas sozinha, no teu canto das caixas brancas. Tudo te maravilha! Exclamas a tua surpresa ao reencontrares, a cada dia, os mesmos brinquedos. Olhas para eles com o mesmo espanto da primeira vez. Abraças todos os bonecos com uma ternura desmedida. E já brincamos juntas, soltando gargalhadas, enquanto foges de mim. Um medo fingido mas expectante, ansioso pela brincadeira. Quando, já sem fôlego de tanto rir, olhas para mim, olhas mesmo...um olhar que já me vê e que já me transmite o que pensas. O teu olhar já fala e é tão bom.

 

Por isso vai, filha, colhe as tuas flores no jardim. Cresce. Continua a achar beleza nos pormenores e nas coisas simples. Essas, as mais importantes. Mantém-te assim, terna e forte. Segura, mas procurando o meu abrigo.

 

 

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24
Jun17

Arigato, América!

JR

Eram 6:50 quando a pequena bebé começou a choramingar no quarto ao lado. Resisti, esperei uns minutos, mas não sabia bem que horas eram e ela não parava de palrar. "Bom, já deve estar na hora de levantar" - pensei, sem compreender o peso desmedido que o meu corpo tinha. Quando cheguei ao quarto, ela continuava deitadinha, a dar voltas na tentativa de adormecer novamente. Descobri a chupeta perdida nos lençóis, dei-lha e ela sossegou de imediato.

Cheguei ao meu quarto, atirei-me para a cama e suspirei de alívio por ter mais uns minutinhos para descansar. Ok, posição confortável. Ajeito a cabeça na almofada. Estico a perna. Afinal é melhor de costas. Não, não...de lado é que estou bem... Não consigo dormir!!!!

Levanto-me resignada e vou ver as horas.

 

Ao aperceber-me da quantidade de tempo disponível que ainda tinha em mãos (uma raridade) decidi procurar uma receita de panquecas americanas para surpreender o maridão e a bebé ao pequeno-almoço. Aguentei a fome e fui para a cozinha.

Tirei a receita daqui. Substituí a manteiga por óleo de côco (que lhes deu um aroma óptimo) e reguei com mel em vez de mapel syrup. Usei, pela primeira vez, a espátula que comprei no continente que tem a conversão de cups para tbsp e mL, que dá um jeitão.

Até a bebé teve direito a provar e aprovar!

 

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E, à tarde, lá fomos à festa do Japão! Que emoção!!

Confesso que tenho uma atracção desmedida por este país (comprovada pela minha quase obsessão por Murakami). Mas, admito, o Japão é melhor no Japão. A feirinha estava engraçada, com muita gente simpática e divertida. Mas, no momento que lá estive, estava pouco dinamizada. Consegui ver uma aula de sumo, uns bonsais, poucas geishas e muito pop japonês.

 

 

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Mas o melhor mesmo, foi ver a alegria e emoção da pequenina ao conhecer o Gil.  Valeu a pena por isso.

 

 

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21
Jun17

Namastê, little baby.

JR

Hoje é dia mundial do Yoga!

 

Gosto IMENSO, apesar de já não praticar há algum tempo e de nunca ter praticado de forma séria ou regular. Tinha a espantosa capacidade de me deixar calma e motivada, mesmo naquela fase do meu internato cirúrgico em que a falta de confiança e o stress me deitaram um pouco abaixo. Fazia-me bem.

Agora, se me pusesse naquelas posições o mais provável era já não me conseguir levantar.

 

Em forma de homenagem, estamos a formar uma pequena profissional da coisa aqui em casa.

 

 

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Baby Nazaré, no seu downward-facing dog (Adho Mukha Svanasana) - assim até parece que percebo alguma coisa.

 

E, como a aprendizagem parte muito do exemplo, vamos ver se me activo e volto a praticar outra vez. Agora com ela. Mãe e filha. Tão bom.

 

Feliz últimos minutos do dia e muito Yoga nas vossas vidas!

 

 

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03
Mai17

1 ano que voou (e a preparação de uma festa)

JR

Sim. A minha filha já fez um ano. Como é que esta aceleração do tempo se deu tão sorrateiramente? Há pouco mais de um ano estava eu a saborear um belo (e delicioso!) risotto de alheira - a última refeição. Esta iguaria iniciou a contagem decrescente.

Sou mãe há um ano. Foram inúmeras as mudanças que ocorreram nas nossas vidas. O quanto cresci...! Não tivesse eu espelhos em casa, podia jurar já ter ultrapassado os 2 metros! Mas não...toda esta aprendizagem se mantém compactada no meu metro e meio.

 

Claro que queria que a risonha aniversariante tivesse uma celebração à altura! Andei às voltas a pesquisar espaços para a realização de festas e a pedir orçamentos de catering. Conclusão? Fica tudo caríssimo. E, sendo assim, lá arregacei as mangas e fiz tudo do zero. Escolhi a ementa, adaptei as quantidades ao número de convidados e cruzei os dedos na esperança que tudo corresse pelo melhor.

 

E correu mesmo. Sai uma festa da Minnie para a mesa do canto!

 

 

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- Bolachas de gengibre. Utilizei esta receita. Acreditem, se utilizarem gengibre fresco ralado, fica bem melhor. O golden syrup comprei no Él corte Inglés.

 

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- Brigadeiros - simples e sempre deliciosos. Sigam esta receita. Usem cacau e não chocolate em pó, o resultado é, substancialmente, melhor.

 

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- Cupcakes com orelhas! São de chocolate e são maravilhosos. A cobertura foi feita a partir desta receita. As orelhas são bolachas oreo mini.

 

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- Bolo de aniversário! Deu algum trabalho...mas valeu a pena. O primeiro andar corresponde a um bolo de limão e iogurte recheado com lemon curd. O segundo andar é um bolo vegan sem glúten (para as tias exigentes) de baunilha, recheado com compota de framboesa e morangos frescos - tive de susbtituir a farinha normal por uma farinha sem glúten para bolos (à venda na loja Celeiro).

 

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- Sangria rosé. Usei licor de tangerina em vez de licor de laranja. Maravilhosa!

 

 

Foi uma festa incrível para festejar o nascimento de uma filha, igualmente, incrível. O trabalho compensou!

 

E...

 

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...ninguém pára estes pézinhos!

:)

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08
Set16

Overnight Oats #1

JR

Há uns meses atrás, andava eu perdida em deambulações cibernáuticas, à procura de alimentos e estratégias que aumentassem a produção de leite materno. A minha filha tem quase 5 meses e ainda não iniciei a diversificação alimentar. Apesar dos contratempos que ela tem, tem vindo a aumentar bem de peso, com algumas adaptações aqui e ali e, portanto, o reforço imunitário que o leite materno lhe proporciona torna-se essencial.

 

Fiz uma descoberta magnífica! Os overnight oats! Basicamente, este fantástico pequeno-almoço é preparado na noite anterior. Os flocos de aveia não são cozinhados, são misturados num frasquinho com leite, iogurte, sementes de chia e outros ingredientes a gosto. De manhã, acordamos para um pequeno-almoço fresco, de consistência gelatinosa (graças à chia!) e nutritivo. Consegui convencer toda a gente cá de casa. Confesso que, quando fico acordada até mais tarde, tenho de me controlar para não comer o pequeno-almoço antecipadamente...

 

Tenho feito algumas inovações. Na verdade, conseguimos encontrar várias receitas diferentes online.

 

Hoje partilho a mais recente experiência: Overnight Oats de framboesa e amêndoa.

 

As quantidades são relativas, dependendo da fome de cada um.

 

Eu começo por juntar 2/3 de um copo pequeno de aveia ao meu frasco.

 

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Adiciono uma colher de sopa de sementes de chia.

 

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Junto, depois, 2/3 do copo de leite de amêndoa.

 

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Depois, junto duas colheres de sopa de iogurte natural ou iogurte grego natural.

 

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Complemento com uma colher de sopa de mel e amêndoas picadas.

 

 

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E misturo tudo muito bem!

Por fim, adiciono algumas framboesas frescas e mais um pouco de amêndoa.

Coloco no frigorífico durante a noite e, de manhã, consolo-me com esta pequena maravilha...!

 

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Vale a pena experimentar. Garanto!

Alguém com mais receitas para partilhar?

 

 

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26
Ago16

Quando a vida tem outros planos

JR

Desde sempre gostei de escrever, mais para mim mesma do que para os outros. Escrever sempre foi uma forma de organizar pensamentos e sentimentos. Quando vim para casa de baixa pela gravidez de risco resolvi criar este blog. Nunca ambicionei ter um blog e, na verdade, nunca segui blogs. Mas sobrava-me tempo. Abrandei o ritmo e a vontade, tanto de ler como de escrever, surgiu com naturalidade.

 

E agora sou mãe. Como todas as grávidas, presumo, esperei ansiosamente pelo dia de ter a minha bebé nos braços, de olhar para ela com atenção, perceber cada traço dela, descobrir os trejeitos, as manhas, os gostos...idealizamos um futuro, rabiscamos um plano de vida. Um plano A, talvez um plano B.

 

Mas então somos forçados a procurar um plano Z.

E tudo acontece de um momento para o outro, pois é assim mesmo que as coisas acontecem. A minha filha foi diagnosticada com Fibrose Quística, uma doença genética que afecta múltiplos orgãos, principalmente o sistema respiratório, e que os vai danificando ao longo dos anos. Sou médica e, durante o curso, aprendemos a não gostar desta doença, atribuimos-lhe uma conotação bastante negativa. Por isso, naquele dia, repeti inúmeras vezes na minha cabeça "fibrose quística não, fibrose quística não, por favor, fibrose quística não...". Mas estes mantras não funcionam quando os dados já estão lançados. E é então que sentimos uma dor tão grande, tão lancinante, tão insuportável. Nunca estamos preparados para que os nossos filhos tenham doenças. Pensamos que é possível isso acontecer, claro, mas estamos seguros que connosco, não, não vai acontecer. Só acontece aos outros.

 

E foi então que olhei para a minha bebé a dormir no seu berço, em paz, e soube que, mesmo sendo médica, mãe e médica, não podia fazer absolutamente nada. Não te posso operar à fibrose quística, meu amor, não há nada aí que eu possa suturar. E sentimos que tudo aquilo que aprendemos foi em vão porque, no momento que mais queremos, não conseguimos dar resposta.

 

O passo seguinte foi voltar aos livros. Estudar a doença, conhecê-la, procurar tratamentos recentes, ganhar alguma esperança em novos artigos e ensaios clínicos. Quase que queremos ter o nosso momento Eureka e sermos nós mesmos a descobrir a cura. Na verdade, o avanço médico na Fibrose Quística foi estonteante. A esperança média de vida tem aumentado de ano para ano. A qualidade de vida tem melhorado bastante. Os artigos publicados são promissores, a terapia genética parece estar logo ali, próxima, possível. Mas basta pousar os artigos para deixar de ser médica e passar a ser mãe. Quer, então, dizer que actualmente posso esperar que a minha filha viva 30-40 anos. E que, ao longo desses anos, vai gradualmente respirando pior. Como encontrar conforto neste aumento de esperança média de vida? São os pulmões da minha filha!! É a respiração dela! E eu gosto TANTO dela!

E é então que surge a revolta.

 

Mas os dias passam e é assim mesmo. Aprendemos a cuidar dela e o plano Z aparece mesmo. Vamos aceitando e incorporando os tratamentos na rotina. E o mesmo se vai passar com os tratamento que vão ser necessários no futuro. E todos os dias ela sorri. Há dias que penso como médica, dias que penso como mãe, dias em que misturo todos esses pensamentos. Consigo ver à minha frente todas as possíveis complicações. Como lhe vou contar e explicar a doença dela? Quando lhe devo contar? Como consigo protegê-la de todas as bactérias e ao mesmo tempo deixá-la livre para viver tudo, aproveitar ao máximo todos os dias? Quantos de nós aproveitamos os nossos dias ao máximo? Quantos dias desperdicei eu até hoje?

E é então que começamos a ver a vida de modo diferente. E ela continua a sorrir todos os dias.

 

Ser mãe é isto mesmo. Cai-nos nos braços o melhor sentimento do mundo, mas também esta inquietude constante, um medo fino de que alguma coisa má possa acontecer. Como se nunca mais conseguissemos inspirar profundamente. O que é irónico, no meu caso.

A vida tem, realmente, os seus próprios planos e as coisas podem, realmente, acontecer-nos a nós. Eu tenho confiança na medicina. A Fibrose Quística terá uma cura. Até lá há, afinal, algo que eu posso fazer: posso fazer a minha filha muito feliz.

 

Não é isso que conta?

 

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13
Mai16

Nazaré

JR

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Minha. Filha. Deixa-me saborear as palavras assim, lentamente. Dar-lhes o tempo que elas merecem. Deixá-las tomar lugar na minha vida para que tenha a certeza que tudo é real. Aconteceste. Que bom que aconteceste!

Soubesse eu ser possível existir tamanho sentimento e teria vivido com mais leveza. Tudo se torna relativo e suportável.

 

Existes e és perfeita. Acredita, sempre, que és perfeita.

 

E na paz do teu sono, sonha! Sonha vidas grandes e coloridas, inventa o mundo à medida da tua alma, que é grande. Vejo-a nos teus olhos. Podes o que sonhares, não tenhas medo.

 

Queria ter braços grandes o suficiente para te segurar sempre no meu colo, te pegar e proteger do que te atormentar. Mas prometo encerrar-te no meu abraço quando o mundo te assustar e sussurrar-te os teus sonhos. Lembra-te: podes o que sonhares.

 

Muita felicidade cabe num segundo.

 

A mamã.

 

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