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The Middle Way

Blog humanitário e reivindicativo da liberdade e felicidade de todos, até do próprio planeta.

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09
Jan18

5 livros para ler em 2018

JR

Vejo os livros como vidas infinitas. Vidas alternativas. Fugas estratégicas.

Gosto de ter livros. De os ter, fisicamente. De os sentir, folhear, perceber o cheiro. Venham de onde vierem...! Da livraria, da casa do amigo, da estante da biblioteca, de lojas online...perdidos num banco de jardim. Gosto da expectativa antes da história e da grandiosidade do seu fim. De fechar o livro e acariciar-lhe a capa enquanto vasculho os significados ocultos (ou pessoais) das grandes prosas. Ou poesias...que me consomem, estranhamente, mais tempo, com todos os seus meandros.

 

Tenho uma vida inteira de livros por ler. Esta é, apenas, um pequena selecção de livros que quero ler em 2018.

 

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- Biografia Involuntária dos Amantes, de João Tordo. Um poeta mexicano, um professor universitário divorciado e um manuscrito de uma ex-mulher morta, após um atropelamento de um javali. Tem tudo para dar certo.

 

Os Loucos da Rua Mazur, de João Pinto Coelho. Um livreiro cego e um escritor doente que regressam ao seu passado. Uma cidade na Polónia da II Guerra Mundial, de "cristão e judeus, de sãos e de loucos, ocupada por soviéticos e alemães, onde um dia a barbárie correu à solta pelas ruas e nada voltou a ser como era". Promete.

 

O Impiedoso País das Maravilhas e o Fim do Mundo, de Haruki Murakami. "Dois narradores com a mesma idade. Dois mundos paralelos. Uma poderosa alegoria sobre os tempos modernos". Basta ser Murakami, um dos meus escritores favoritos e uma mente brilhante.

 

O Gene Inteligente, de Dr. Sharon Moalem. Não é um romance, mas sim um livro de divulgação científica. De que maneira o nosso dia-a-dia pode mudar o nosso ADN e, consequentemente, moldar a nossa descendência? Fiquei com vontade de saber...

 

- O Samurai Negro, de João Paulo Oliveira e Costa. Uma história passada no Japão, mas que "liga Roma, Lisboa, Pernambuco, o Congo, Goa e Cochim, o Sul da China e todo o Japão". Parece-me que vou gostar.

 

 

Já alguém leu algum destes livros por aí? Feedback positivo? 

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01
Jul17

Dia Mundial das Bibliotecas

JR

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Sim, é verdade. Agora descubro estas coisas.

 

Confesso, adoro livros. Adoro as palavras. Fascina-me a forma como, se tivermos cuidado e atenção, conseguimos descrever, quase ao pormenor, sentimentos e sensações. Tantas e tantas vezes, ao ler, descubro relatos fiéis de coisas que senti mas que nunca tinha conseguido transformar em frase. Reconforta-me. A literatura é bonita e torna a vida bonita. Preenche a vida de vida. De muitas vidas. Dá-nos vida e, ao mesmo tempo, abstrai-nos dela.

 

Nos últimos anos os livros têm-se demorado mais na estante. Mais do que queria. E tenho pena. Por isso, ultimamente, tenho feito um esforço por ler mais, por ler como antes, ao ritmo de antes. Às vezes, para cuidarmos daquilo que gostamos, é preciso dedicação (e menos horas de sono...).

 

Regressando às bibliotecas...lembro-me de, em pequena, trazer livros da biblioteca. Daqueles com o papelinho branco e um código identificador. Assim que os entregava, trazia logo outro. E outro e depois outro. Mas, o que eu gostava mesmo era de descobrir os livros da nossa biblioteca familiar. Sentar-me em frente à estante (ou empoleirar-me nela para chegar às prateleiras do topo) e perder tempo a escolher uma história.

 

Por muito que estudar cansasse e desejasse ardentemente pelas férias, tive sempre um gosto miudinho pelas épocas de exame, em que saía de casa rumo a uma biblioteca. 

 

Em criança, quando projectava a minha casa futura, não pensava no números de quartos, closets ou piscinas. Dizia sempre: "a minha casa vai ter uma biblioteca".

Não tem, ainda. Mas o sonho permanece. O sonho de uma casa de campo, ponto de encontro da família, dos filhos crescidos e, depois, dos netos. Uma porta entreaberta, ao fundo de um corredor: a biblioteca. Estantes de livros carinhosamente guardados ao longo dos anos, por mim e pelo pai, onde as crianças escolhem as mesmas histórias que nos fizeram rir. Ou chorar. E avistar, pela noite dentro, uma luzinha acesa no quarto dos miúdos por não conseguirem parar de ler - "só mais um capítulo, só mais um!". E sorrir, fechar os olhos e deixá-los ler a noite toda.

 

Essa biblioteca existe dentro de mim. E é, mais ou menos, assim.

 

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Alguém com uma biblioteca em casa?

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17
Jun17

Fui à feira do livro apanhar um escaldão. Ah, e também comprei livros!

JR

Sexta-feira, 16 de Junho. Levanto-me cedo com a bebé a querer o seu pequeno-almoço. Depois de tudo orientado com a babysitter, que chegou entretanto, lá saio eu,toda gaiteira, rumo à Feira do livro de Lisboa. Deviam ser umas 10h e pouco quando lá cheguei, sorriso na cara, entregue à minha liberdade literária quando...."o quê?! Está tudo fechado?! Onde estão os meus inúmeros livros hipotéticos?!". Suspiro. Lá desço eu o parque, ladeada por barracas fechadas e cinzentonas contornando, aqui e ali, algumas carrinhas que descarregavam caixotes.

 

11h30 - Após um café e uma nata, nova tentativa. Começam a ver-se alguns livros expostos. Esfrego as mãos e começo a odisseia. À medida que os minutos passam, mais barracas abertas, novas possibilidades. Vejo tudo e faço a minha primeira ronda. Começo a anotar mentalmente onde quero voltar, o que quero comprar, quais as melhores promoções. Vou sorrindo aos vendedores, às pessoas que passam. Começa a cheirar a comida.

 

 

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13h - Já com alguns livros no saco, derreto-me lentamente pela feira. Está um sol abrasador, claro, claro que faz doer os olhos. Dói-me o sobrolho de tanto o franzir e os óculos de sol escorregam-me pelo nariz. Mas não desisto. Tirei metade do dia para isto. Por que raios não mergulhei no protector solar..?!

 

14h - Completamente desidratada, engulo uma garrafa de água fresca. Sento-me numa mesa à (pouca) sombra que encontro e como um cachorro vadio e bebo uma coca-cola. De sobremesa, peço o meu café e um brigadeiro de chocolate e pimenta rosa. Nova onda de coragem e começo a última peregrinação.

 

15h - Arrasto-me pela estação do metro a caminho de casa. Estou um trapo seco, mas feliz.

 

A feira está gira e animada. Tem muitos livros mas também várias opções de comida e bebida. Quem quiser aproveitar estes dois últimos dias de feira:

 

- Ponha protecção solar 50+

- Leve chapéu!

- Água, muita água.

- Não leve uns sapatos que deixem metade do pé aberto e que tapem a outra metade. Garanto que vai ficar com um bronzeado esquisito.

- Podendo, evite as horas de maior calor.

- Não tapem completamente os carrinhos de bebé! Tapar o sol, claro. Mas deixem circular o ar lá dentro ou aquilo vira estufa e rapidamente desidratam.

- Leia muito e divirta-se!

 

 

Entretanto, reparei neste fenómeno pós-maternidade que julguei que só se aplicava às roupas.

 

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 Por mais que tente fazer compras para mim, a pequenina sai sempre a ganhar...! Sou atraída invisivelmente para tudo que é secção de bebé. Tanto nas roupinhas (maravilhosas) de menina como, aparentemente, até nos livros.

 

Boas leituras :)

 

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02
Mar16

Velhos hábitos

JR

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Ao chegar a esta fase, descubro que os dias podem ser, efectivamente, longos. É uma questão de perspectiva! De um momento para o outro, dou por mim com horas vazias nas mãos, parada algures pela casa, a tentar perceber como quero ocupar os dias. Vou fazendo, lentamente, as tarefas normais: pendurar roupa, pôr as máquinas a lavar, tratar das compras mas, mesmo assim, escorrem-me minutos à volta.

 

Foi então que voltei a usar este tempo como, há já muitos anos, usava. Sentei-me e li. Nunca deixei de ler, mas dei por mim a "ler à pressa". Hoje, deixei-me consumir pela história, pelo enredo, pelas personagens...tirei tempo para pensar nas frases, nos segundos sentidos. Posso, finalmente, saborear o folhear das páginas, que adoro, com tempo e sem horários a cumprir. E sabe tão bem!

 

Sou, completamente, viciada em Fernando Pessoa. Na sua singularidade, forma autêntica de sentir e de conseguir descrever sentimentos. Na forma como se desdobra, genialmente, em vários.

Neste livro, não só vamos sendo confrontados com excertos das suas obras, incorporados num romance biográfico, como parece que o vamos acompanhando, ao longo da sua vida, com livre acesso aos seus pensamentos. Aos seus e dos seus heterónimos, maioritariamente Àlvaro de Campos, o meu preferido, que vai saltitando ao longo do livro, expondo a sua irreverência sem medos.

 

Além disso, descobri que a  almofada de amamentação é óptima para apoiar tanto o livro como os braços!

 

Os livros fazem-nos tão bem...!

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