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The Middle Way

Blog humanitário e reivindicativo da liberdade e felicidade de todos, até do próprio planeta.

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11
Fev18

Bolo de cardamomo, flor de laranjeira e sementes de papoila

JR

Adoro especiarias.

Gosto de testar os sabores, de os variar. Gosto de treinar o paladar da pequenina. Assim que ela teve luz verde para fazer as refeições da família, comecei a introduzir sabores novos, texturas diferentes. Quero acreditar que, assim, ela irá crescer saudável e curiosa pela alimentação e pela cozinha. Na Fibrose Quística, a nutrição pode ser um desafio, devido às dificuldades na absorção dos alimentos. Por isso, quero que, para ela, a nutrição seja um prazer. A melhor forma é começarmos cedinho e dando o exemplo!

 

Sempre que posso, cozinho as coisas que ela come, evitando ao máximo os produtos processados e embalados. Ao lanche, vamos variando entre iogurtes naturais (feitos na iogurteira), leite, pão, bolachinhas e bolinhos (preferencialmente caseiros!). Já há bastante tempo que andava a namorar a ideia de fazer um bolo de cardamomo. Acho-o um ingrediente fastástico, ficando óptimo em pratos salgados ou doces. Abuso dele no nosso golden milk. Gosto de cozer o arroz com algumas vagens à mistura, dando um toque oriental subtil, mas certeiro. 

Aparentemente, o cardamomo é rico em vitaminas e micronutrientes. Há quem afirme que tem propriedades pró-cinéticas, podendo ser um valioso aliado na digestão. Parece que contribui para o controlo da náusea. Encontrei, inclusivamente, um estudo que fala em propriedades broncodilatadoras atribuídas aos constituintes das suas sementes, principalmente, aos flavonóides. Os flavonóides estão amplamente presentes em várias frutas e plantas, sendo poderosos anti-oxidantes e anti-inflamatórios.

Mais uma vez, verdade ou não, não vejo inconveniente em utilizá-lo nas minhas receitas.

 

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Numa das minhas visitas habituais ao Miosótis, descobri a água de flor de laranjeira. Imediatamente pensei que deveria combinar lindamente com cardamomo. 

Et voilá, apresento-vos este bolo, testado e aprovado pela família!

 

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Bolo de cardamomo, flor de laranjeira e sementes de papoila:

 

Ingredientes:

- 175g de manteiga sem sal

- 200g de açúcar

- 225g de farinha

- 1 colher de chá de fermento

- 3 ovos

- 1 colher de sopa cheia de cardamomo em pó

- 3 colheres de sopa de água de flor de laranjeira

- 100 mL de leite de amêndoa

- 1 colher de sopa de sementes de papoila

 

Pré-aquecer o forno a 180º.

Unta-se uma forma de bolo inglês com manteiga e polvilha-se com farinha.

Numa taça grande, bate-se a manteiga e o açúcar até ficarem cremosos. Adicionam-se os ovos, um a um. 

Numa taça à parte, misturam-se os ingredientes secos: farinha, fermento e cardamomo em pó. Posteriormente, adicionam-se estes ingredientes secos ao preparado obtido inicialmente e bate-se bem até ficar homogéneo.

Acrescenta-se, depois, a água de flor de laranjeira e o leite de amêndoa.

Por fim, incorporam-se as sementes de papoila.

Leva-se ao forno, a 180ºC, durante 50-60 minutos ou até passar no teste do palito.

 

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E vocês, como usam o cardamomo?

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07
Fev18

Carta de agradecimento à Burocracia Portuguesa

JR

Cara Burocracia,

 

Faz agora 14 meses que te enviei a primeira carta. 14 meses.

Na altura, com algum medo, lá escrevi aquelas primeiras linhas. No meio do turbilhão em que a minha vida se tinha tornado, foi difícil tomar aquela decisão. Mentira, corrijo. Foi uma decisão fácil e óbvia de tomar, foi difícil verbalizá-la. Torná-la oficial.

Como podes imaginar (permite-me a intimidade, mas já te sinto tão próxima), assim que pomos as coisas a andar, queremos é despachar o assunto! Já que ia mudar de carreira, de rumo, o melhor era fazê-lo logo! Não pensar demasiado, pelo risco de querermos dar dois passos atrás. Ruminar decisões importantes pode ser tóxico. Dá-nos tempo para ter saudades, para duvidar do futuro. E, acredita, gostava do que fazia! Mas, às vezes, as paixões que temos chocam entre si, anulando-se. Ganhou a paixão pela minha filha. Sempre acreditei que concordarias comigo mas, deixa-me insistir, demoraste demasiado.

 

Para alguém habituada a um ritmo incessante de trabalho, ficar tanto tempo à espera foi desesperante. Penso que todo o ser humano tem uma inclinação congénita para o queixume. Utilizei-o exponencialmente, difamando-te várias vezes. Porque eras lenta de mais, complicada! Querias papéis e mais papéis, querias que esses papéis fossem lidos e avaliados por várias pessoas...e bem! Concordo com a correcta avaliação das situações, não sou a favor de facilitismos. Mas, na era da tecnologia, custava-me compreender como é que esses papéis demoravam tanto a passar de mão em mão.

 

É por isso que te escrevo agora. Para te pedir desculpa e reconhecer que tudo na vida depende de perspectivas. Reconheço-o em retrospectiva. Substituo a revolta pelo agradecimento. 

Agradeço-te pelos 14 meses de espera.

Vejamos...

 

- Consegui acompanhar, diariamente, o crescimento da pequenina. Isso mesmo, todos os dias! Estive presente em todos os sorrisos, nos primeiros passos, nas primeiras palavras.  Não perdi, absolutamente, nada. Um privilégio, como podes calcular! A grande maioria das mães vê-se forçada a entregar, ao cuidado de outros, os seus bebés. Quantas internas se vêem pressionadas a terminar mais cedo a amamentação? Os olhares recriminatórios pelo horário reduzido como se de desleixe ou falta de interesse se tratasse? Que importância tem a família? Quem manda o interno ter família? O interno é um ser, idealmente, órfão. Órfão, solteiro e infértil. O tapa buracos. Deste-me os dois primeiros anos de vida da minha filha. Ser-te-ei, eternamente, grata.

 

- Consegui vigiar a saúde dela. Planear as refeições, dividir as enzimas pancreáticas com calma. Escolher os ingredientes e as calorias. Consegui controlar o ambiente em que ela cresceu, adaptando-o às necessidades e intercorrências.

 

- Estudei muito a Fibrose Quística. Tive tempo para, inconscientemente, negar a doença para, depois, conseguir aceitá-la. Tudo isso é um processo e todos os processos levam tempo. Mas, em 14 meses, consegui actualizar-me! Consigo perceber onde estão as falhas, os perigos. Sei o que precisa de mudar e a urgência com que deve ser mudado. 

 

- Foi-me possível abrandar o rítmo de vida. Parar e fazer o ponto da situação, repensar prioridades. Consegui redescobrir-me de outras formas, encontrar novas áreas de interesse. Tive tempo para ler muito, ao sabor da curiosidade e dos apetites (mérito do sono irrepreensível da bebé, que sempre me deu noites inteiras). Ao parar, conseguimos observar o pormenor. São os pormenores que tornam as nossa vidas únicas.

 

- Escrevi. Voltei a escrever. É a minha forma de paz.

"A literatura era o que acontecia ao seu autor quando se detinha, permanecendo imóvel, enquanto todos os outros continuavam a dobrar esquinas (...)". (a)

 

- Devo-te a meia-maratona. Sim, consegui correr uma meia-maratona! Deste-me tempo e calma para seguir um plano de treinos e tempo para, depois, recuperar do esforço. 

 

Podia continuar...tenho a certeza que conseguia espremer mais positivismo desta experiência. Quando, a princípio, achava que tinham sido 14 meses desperdiçados, apercebo-me da realidade. Ganhei-os. Vivi-os. Vivemo-lo juntas, eu e ela. Podia continuar a queixar-me da tua inércia e lentidão. Podia. Mas aprendi a ver a vida de outra forma (mérito da vida em si e do meu marido, um visionário). Perdemos coisas. Ganhamos outras.

 

De qualquer forma, agora que resolveste dar sinais de vida, não demores muito mais. As coisas entraram nos seus eixos, o destino segue o seu caminho. E eu estou pronta. Já posso ir trabalhar?

 

Com a nostalgia de uma despedida antecipada (duvido, porém, que definitiva),

Despeço-me cordialmente,

 

JR

 

 

(a) - in "Biografia involuntária dos amantes" de João Tordo.

 

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29
Jan18

Centro Cultural Hare Krishna - um oásis no meio da cidade

JR

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Já conheço este espaço há alguns anos.

 

Falo-vos deste espaço apenas enquanto restaurante vegetariano. Contudo, o Centro Cultural Hare Krishna promove diversas actividades: meditação, Bhakti-Yoga, entre outras. Promotores, também, do programa "Alimentos para a Vida", doando alimentos vegetarianos à população carente (procuram, inclusivamente, voluntários!).

 

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A entrada, situada na Rua D.Estefânia, nº91 - Lisboa, passa bastante despercebida. O espaço interior emana paz! Nos dias solarengos, o terraço torna-se o lugar ideal para o almoço. Chegando cedo, por volta do meio-dia, ainda são poucos os visitantes esfomeados. O terraço fica quase por nossa conta. As mesas estão distribuídas pelo espaço, ora aproveitando os raios de sol, ora estrategicamente colocadas em sombras refrescantes. Ao sabor do vento, tilintam pequenos espanta-espíritos pendurados nos ramos das árvores. Ao longe, um rasto de música indiana.

 

Chegamos e inspiramos, profundamente. As preocupações devem ser deixadas do lado de fora. O serviço é discreto, delicado e simpático. Existe apenas um menu disponível por dia - não nos é dada opção. Mas, garanto, nunca fiquei desiludida! O menu é sempre vegetariano. Consiste numa sopa aconchegante, um prato bem servido e variado, uma sobremesa sempre deliciosa. A acompanhar, um chá quente, em temperatura e sabor. Os pratos e copo são em inox. O único descartável fornecido é o guardanapo de papel. 

 

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O preço do menú é de 7,50€. Não servem café expresso, mas podem pedir uma cevada no final. Que isto não vos desmotive! Se a cevada não vos agrada, têm imensos cafés nas redondezas onde podem tomar o vosso cafezinho ao sair. 

Um espaço que vale a pena conhecer - e regressar, sempre que precisar de apaziguar a alma.

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26
Jan18

À conversa com: Carlos Henriques, Co-Fundador do Primeiro Restaurante Zero Waste Nórdico

JR

Não sei se sou eu que ando mais atenta mas, ultimamente, parece que noto a comunidade Zero Waste em franca expansão. 

Recentemente, tive a possibilidade de falar com o Carlos, conterrâneo e antigo conhecido, acerca do seu novo projecto: Restaurant Nolla - o primeiro restaurante nórdico totalmente Zero Waste. Senti, de imediato, necessidade de falar com ele e de entender melhor o conceito deste restaurante.

Segundo os dados da National Restaurant Association (EUA), cerca de 30 a 40% dos alimentos utilizados na restauração são desperdiçados. A esse facto, podemos adicionar a quantidade absurda de objectos descartáveis utilizados em cafés e restaurantes (copos, talhares, palhinhas, guardanapos...) que acabam, a maioria, por ser depositados em aterros e, posteriormente, nos oceanos. Sem falar nas embalagens utilizadas e no transporte das mesmas. Escusamos, também, de falar de todos os recursos energéticos a que um restaurante está associado.

Facilmente percebemos que a indústria da restauração tem uma pegada ecológica gigantesca. Sobre isto, não há dúvidas.

 

Na tentativa de repensar esta indústria, Carlos, Albert e Luka juntaram-se na saga de criar um restaurante onde o desperdício é...exacto, Zero!

 

Como? Vamos saber!

 

TMW - Olá Carlos! Em primeiro lugar, fala-nos um bocadinho de vocês e do vosso percurso.

Nós somos os três ex-cozinheiros. Neste novo projecto, acabamos por nos complementar: o Albert está responsável pela cozinha, o Luka pela sala e eu mais pela área de negócios.Vimos todos de ambientes rurais. Os meus pais eram agricultores e fui criado numa aldeia. Na verdade, podes tirar o Carlos da aldeia, mas não podes tirar a aldeia do Carlos. Em termos de formação, tirei o curso de Cozinha na Escola de Hotelaria de Manteigas e, posteriormente, o curso de Gestão Hoteleira na Escola Superior de Turismo e Hotelaria de Seia. Mais tarde, numa tentativa de expandir horizontes, decidi sair de Portugal. Comecei por trabalhar na Inglaterra e, em 2011, cheguei à Finlândia, onde resido de momento. 

 

TMW - E como é que vocês os três se conheceram?

Conhecemo-nos aqui na Finlândia. Eu e o Albert trabalhamos num restaurante com 2 estrelas Michelin, que entretanto já fechou, o Chez Dominique. Depois, fomos trabalhar para o Olo, um restaurante com 1 estrela Michelin, onde conhecemos o Luka. Acabamos por trabalhar juntos pouco tempo, mas mantivemo-nos amigos desde então.

 

TMW - E como é que surgiu a ideia do Restaurant Nolla?

A ideia foi do Albert e o projecto começou a ser desenvolvido por nós os dois, há cerca de 2 anos atrás. Mais tarde, juntou-se o Luka. Achamos que os três nos completamos em termos de funções e formação e o Luka fala finlandês, o que é uma mais valia. Ao longo do nosso percurso profissional fomo-nos deparando com a grande quantidade de desperdício a que os restaurantes estão associados. Existe uma procura incessante por produtos alimentares perfeitos.

 

TMW - E quais foram as principais dificuldades que enfrentaram até agora?

Eu penso que tenham sido as mesmas que qualquer projecto pioneiro. Quando começas a desenvolver um conceito inovador, não vais ter dias fáceis pela frente. Temos de estar preparados para isso: mais derrotas do que vitórias. Mas as coisas acabam por acontecer. O primeiro ano foi um ano mais teórico, de desenvolvimento da ideia. Depois, fizemos dois restaurantes pop-up para testarmos o conceito e vermos se, efectivamente, não produzíamos lixo. Nos últimos 6-8 meses estamos a trabalhar no Nolla praticamente a tempo inteiro.

 

TMW - De que forma é que o vosso restaurante é diferente? Como é que um restaurante consegue ser Zero Waste?

O que nós fizemos foi retirar todos os caixotes de lixo do nosso restaurante e começar a cozinhar! Essa é a melhor forma de nos tornarmos Zero Waste, pois muda a nossa maneira de pensar e de comprar. Criar um restaurante com este conceito, é relativamente fácil. Nós lidamos directamente com os produtores locais (diminuindo a pegada ecológica associada ao transporte) e não utilizamos comida processada, só isto elimina grande parte das embalagens. Todos os agricultores, tanto aqui como em Portugal, estão muito mais disponíveis para entregar os produtos em caixas e levaram as caixas de volta. Temos também um compostor no restaurante para pequenos desperdícios na cozinha ou restos de alimentos do cliente. Por dia, conseguimos transformar 20 kg de resíduos orgânicos em 2 kg de composto! Uma perda de 90% do peso do desperdício! Este composto é depois fornecido como fertilizante aos produtores com quem trabalhamos. Óleos, azeites e vinagres estamos a tentar comprar em bidões, directamente à fábrica. Vinho vamos ter, e vem em garrafas de vidro. O que nós estamos a fazer com essas garrafas é upcycling. As garrafas que utilizámos nos nossos restaurantes pop-up vão ser os nossos copos de água. Isto deve-se a um trabalho directo com designers. Por outro lado, tentamos vender menos vinho que outros restaurantes de fine dining. Nestes restaurantes faz-se, muitas vezes, o wine pairing (acompanhamento dos pratos por vinhos seleccionados). Nós vamos ter o beverage pairing, onde podemos ter um cocktail a acompanhar o prato principal, por exemplo. Isso permite-nos diminuir o número de garrafas compradas e utilizadas e, consequentemente, o lixo. E, claro, não vamos usar objectos descartáveis. Para nós a reciclagem é o worst case scenario. Vai haver coisas que, simplesmente, não vais poder utilizar se quiseres ser Zero Waste, pelo menos até o mercado mudar.

Para já, não temos solução para todos os problemas. Mas o importante, é trabalharmos nesse sentido.

 

TMW - Já conseguiram um espaço definitivo para o restaurante? Quando vai ser a abertura?

Sim, já temos. Vai abrir dia 15 de Fevereiro.

 

TMW - Como vão ser os menus? Quem é que os cria?

O Albert é quem está à frente da cozinha. Mas, os nossos menus vão ser um bocadinho diferentes. Quem escolhe o menu do dia não é o cliente, mas sim o agricultor ou o produtor com quem trabalhamos. Eles é que sabem quais os produtos da época e qual o produto mais fresco. Conforme os produtos que recebemos, podemos pensar o menu a 2-3 dias. Vai sempre variando conforme os produtos da época. O cliente, actualmente, já perdeu a noção de qual o vegetal ou fruta da época. Nós estamos a tentar trazer esse conhecimento para a mesa. As épocas são importantes para evitar o desperdício e para ensinar as pessoas a comer o produto no seu melhor. 

Vamos ter carne e peixe. Conversamos muito, em termos ecológicos, até decidirmos ter carne nos nossos menus. Acreditamos que, neste aspecto, mais importante que ter apenas agricultura orgânica é ter agricultura biodinâmica. A agricultura orgânica inclui animais neste processo. Os animais nas quintas, ajudam na diminuição do desperdício. Muitos alimentos que seriam desperdiçados são utilizados, nestas quintas, como alimento para os animais. Era este o modelo utilizado no tempo dos nossos avós. Nós vamos ter carne orgânica, proveniente apenas destas quintas, mas não prometemos ter sempre! Não vamos buscar a carne a produções intensivas. Quando um produtor tiver um animal em fim de vida, podemos ter carne disponível no nosso menu durante uns tempos mas, depois, podemos estar meses sem carne.

 

TMW - Vocês estão, neste momento, a pedir crowdfunding. O que conseguirem angariar vai ser aplicado em quê?

Essencialmente em marketing e compras de algumas máquinas e aparelhos. Estamos a pedir uma quantia, relativamente, pequena. É mais para nos ajudar a dar o impulso. Mas, o Nolla vai acontecer independentemente do crowdfunding! Também poderá ser utilizado no desenvolvimento de algumas actividades a nível universitário, porque também pretendemos ter uma vertente educativa.

 

TMW - Achas que este é o futuro da restauração?

Eu acho que este é o futuro do mundo! Nós vivemos num modelo que está errado! Um sistema de desperdício não faz sentido, nem do ponto de vista financeiro. Se nos sentarmos numa cadeira e pensarmos dois minutos, rapidamente nos apercebemos que aceitar o despedício, no dia-a-dia, não faz sentido.

 

TMW - Achas que Portugal seria receptivo a restaurantes como o vosso?

Quando comecei a pensar neste projecto, achei que não haveria mercado suficiente em Portugal. Ainda. Acredito que haverá daqui a uns anos.

 

TMW - Já pensaste trazer o Nolla para Portugal?

É um sonho. Mas é um sonho ainda longínquo. Claro que, agora, me tenho de concentrar neste projecto que temos em mãos. Mas, tudo o que nós conseguirmos, em termos de restaurante e conceito, é para partilhar. Se alguém tiver um restaurante e quiser vir aqui ver como nós funcionamos, nós não temos problemas nenhuns em mostrar. Se alguém quiser replicar o conceito em Portugal, não vejo problema. Não vamos estar a proteger a ideia. O nosso intuito é diferente. Somos um restaurante Zero Waste, temos clientes, fazemos lucro. É isto que pretendemos. Ter um restaurante de alta qualidade, excelente em serviço, excelente em comida, que seja Zero Waste e que faça lucro. Se reunirmos estas condicionantes todas, tenho a certeza que as pessoas vão querer copiar.

 

TMW - Qual é o significado de Nolla?

É zero em finlandês! É o restaurante Zero! 

 

Obrigada, Carlos!

 

 

 

 

 

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À data da publicação desta entrevista, a quantia pretendida por crowdfunding foi angariada! Muitos parabéns! E...até um dia destes! Em Helsínquia, claro! 

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17
Jan18

Só porque comprei pistachios a granel e tinha uma toranja a estragar-se...

JR

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Foi exactamente isso. 

 

Tinha uns pistachios num frasquinho há imenso tempo e uma toranja a amolecer (demasiadamente) na fruteira. Estávamos em contagem decrescente para o lanche. Foram estes os motivos que me levaram a experimentar fazer umas bolachinhas. Peguei na receita dos biscoitos de alfazema e adaptei aos ingredientes que tinha no momento. Como a bebé estava a ficar com alguns sintomas gripais, decidi aventurar-me num golden milk quentinho.

 

 

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A verdade? Saiu um lanche improvisado, rápido e totalmente aconchegante. Estava na dúvida se a pequenina ia gostar deste leite diferente. ADOROU!  Já andava a pensar em formas de introduzir mais curcuma na dieta dela e, portanto, este leite passou no teste! A repetir.

 

Em 2004 saiu um artigo científico que falava na possibilidade de a curcuma poder corrigir os defeitos da fibrose quística a nível do canal de cloro. Isto, naturalmente, suscitou uma onda de esperança: um tratamento simples e acessível a todos. Este estudo, extrapolado para os humanos e em investigações seguintes, não se comprovou. Contudo, parece consensual que esta planta e as suas raízes possuem efeitos anti-inflamatórios. Assim sendo, não havendo indicação para a utilizar como suplemento alimentar, não custa introduzi-la mais na nossa alimentação. Surtindo algum efeito, ou não, é deliciosa! E bela e amarela! 

 

Voltando aos biscoitos...! Aqui vai a receita:

 

Biscoitos de pistachio e toranja

 

Ingredientes:

- 130g de manteiga

- 2 ovos

- 50g de pistachios picados

- 120g de açúcar amarelo

- 300g de farinha

- sumo e raspa de 1 toranja

- 3 colheres de sopa de geleia de agave

 

Pré-aquecer o forno a 180ºC.

Numa taça grande, juntar a manteiga amolecida, os ovos e o açúcar e mexer bem. Adicionar a raspa e o sumo de 1 toranja e envolver com cuidado. Acrescentar, aos poucos, a farinha e bater até obter um preparado cremoso e homogéneo. Adicionar, por fim, os pistachios picados e as colheres de geleia de agave. Envolver.

Forrar o tabuleiro do forno com papel vegetal ou película anti-aderente. Distribuir, no mesmo, bolinhas de massa com cerca de 1 cm de distância entre elas. Levar ao forno durante cerca de 20-25 minutos ou até começarem a ficar douradas. Retirar e deixar arrefecer antes de servir.

 

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Espero que gostem!:)

Bons lanches!

 

 

 

Curcumin, a major constituent of turmeric, corrects cystic fibrosis defects - Egan, Marie E. et alScience (New York, N.Y.); Apr 2004

Some like it hot: curcumin and CFTR - Davis, Pamela B. et al; Trends in Molecular Medicine; Oct 2004

Correction of CF deffect by curcumin: hypes and disappointments; Mall, Marcus et al; BioEssays: news and reviews in molecular, cellular and developmental biology;  Jan 2005

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09
Jan18

5 livros para ler em 2018

JR

Vejo os livros como vidas infinitas. Vidas alternativas. Fugas estratégicas.

Gosto de ter livros. De os ter, fisicamente. De os sentir, folhear, perceber o cheiro. Venham de onde vierem...! Da livraria, da casa do amigo, da estante da biblioteca, de lojas online...perdidos num banco de jardim. Gosto da expectativa antes da história e da grandiosidade do seu fim. De fechar o livro e acariciar-lhe a capa enquanto vasculho os significados ocultos (ou pessoais) das grandes prosas. Ou poesias...que me consomem, estranhamente, mais tempo, com todos os seus meandros.

 

Tenho uma vida inteira de livros por ler. Esta é, apenas, um pequena selecção de livros que quero ler em 2018.

 

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- Biografia Involuntária dos Amantes, de João Tordo. Um poeta mexicano, um professor universitário divorciado e um manuscrito de uma ex-mulher morta, após um atropelamento de um javali. Tem tudo para dar certo.

 

Os Loucos da Rua Mazur, de João Pinto Coelho. Um livreiro cego e um escritor doente que regressam ao seu passado. Uma cidade na Polónia da II Guerra Mundial, de "cristão e judeus, de sãos e de loucos, ocupada por soviéticos e alemães, onde um dia a barbárie correu à solta pelas ruas e nada voltou a ser como era". Promete.

 

O Impiedoso País das Maravilhas e o Fim do Mundo, de Haruki Murakami. "Dois narradores com a mesma idade. Dois mundos paralelos. Uma poderosa alegoria sobre os tempos modernos". Basta ser Murakami, um dos meus escritores favoritos e uma mente brilhante.

 

O Gene Inteligente, de Dr. Sharon Moalem. Não é um romance, mas sim um livro de divulgação científica. De que maneira o nosso dia-a-dia pode mudar o nosso ADN e, consequentemente, moldar a nossa descendência? Fiquei com vontade de saber...

 

- O Samurai Negro, de João Paulo Oliveira e Costa. Uma história passada no Japão, mas que "liga Roma, Lisboa, Pernambuco, o Congo, Goa e Cochim, o Sul da China e todo o Japão". Parece-me que vou gostar.

 

 

Já alguém leu algum destes livros por aí? Feedback positivo? 

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03
Jan18

Um brownie diferente

JR

Ainda em Dezembro, empurrada pelo calendário do Advento, preparei um brunch natalício para a família. Após algumas pesquisas, acabei por decidir o menu:

hummus tradicional e pão

- ananás dos Açores

- bolachas de alfazema e de matcha

- iogurte grego + granola

brownie de beterraba

chai (chá preto com leite e especiarias de origem indiana)

 

 

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Queria uma refeição leve mas, ao mesmo tempo, nutritiva. Utilizei algumas receitas já minhas conhecidas mas também quis fazer algo novo. Lá me deparei com esta receita de brownie de beterraba que logo me prendeu o olhar. Para além de adorar cozinhar com beterraba, adoro o sabor e, principalmente, a cor linda que dá aos pratos. Esta receita está divinal! As poucas coisas que alterei em relação à receita original foi, meramente, por não ter os ingredientes certos em casa.

 

 

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Brownie de beterraba:

 

Ingredientes:

 

- puré de duas beterrabas médias cozidas

- 2 colheres de sopa de óleo de côco

- 50g de chocolate de preto

- 3 ovos

- 1/2 chávena de açúcar

- 1 colher de chá de essência de baunilha

- 1/4 chávena de cacau em pó

- 1/2 chávena de amêndoa moída

 

 

Pré-aquecer o forno a 180ºC.

Forrar uma travessa pequena com papel vegetal.

Numa panela pequena, em lume brando, derreter o óleo de côco e o chocolate, mexendo sempre. Retirar do calor e deixar arrefecer.

Numa taça grande bater os ovos, o açúcar e a baunilha até obter um preparado homogéneo. Posteriormente, juntar-lhe o puré de beterraba e o chocolate derretido e arrefecido. Misturar bem.

Por fim, adicionar o cacau em pó e a amêndoa moída e incorporar delicadamente.

Verter para a travessa forrada e levar ao forno durante 20-25 minutos.

Decorar com pétalas de rosa secas.

 

Lindo e D-E-L-I-C-I-O-S-O.

 

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Algum expert em brunch por aí?

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28
Dez17

A Salsa mimada

JR

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Chegou a casa em meados do Verão de 2013. Pequenina. Pêlos eriçados. Orelha direita pendente.

Medrosa, escondendo-se em todos os recantos. Olhos redondos e escuros, lacrimejantes.

 

Aos poucos, foi-se aproximando. Pata-ante-pata, passos curtos hesitantes. Narizinho posto no ar, sorvendo os cheiros, ainda estranhos.

Chorou toda a primeira noite. Mas apenas essa.

 

Depois, conquistou o espaço. A caminha, o azulejo da cozinha e a madeira da sala. Fez dos seus brinquedos amigos, correndo com o seu porquinho laranja por toda a casa. Uma bola de pêlo rebolando no soalho. Passou a dormir tranquila. Começou a levantar a orelhita.

 

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A Salsa preencheu a nossa pequena família. Deu-lhe vida e energia mas, ao mesmo tempo, paz e carinho nos momentos cansados. Minúsculos abraços felpudos.

 

Por isso mesmo, quando comecei a pensar em fazer actividades em família, a Salsa fez sempre parte da equação. A chegada da bebé roubou-lhe um pouco do protagonismo, mas não do amor. Chegará o dia em que ela vai perceber que as novas aquisições da família significam um multiplicar de carinho.

 

Este Natal, a Salsa teve direito a biscoitos caseiros feitos por mim e pela bebé: chicletes de banana biscoitos de abóbora e batata doce.

A inspiração veio daquidaqui.

 

Ela adorou! Principalmente os biscoitos de abóbora, devorando-os electricamente.

 

Chicletes de banana:

- duas bananas maduras;

 

Cortar as bananas em tiras longitudinais fininhas e dispô-las num tabuleiro forrado a papel vegetal. Levar ao forno a 100ºC durante 1h30-2h até desidratarem, mas sem as deixar ficar crocantes. 

Ficam com uma certa consistência elástica, sendo mais difíceis de roer.

 

Biscoitos de abóbora e batata doce:

 

Ingredientes:

- 200g de farinha de arroz

- pequena pitada de canela

- 220g de puré de batata doce

- 100g de puré de abóbora

- 110 mL de água

- 1 ovo

 

Pré-aquecer o forno a 180ºC.

Numa taça grande, misturar a pitada de canela à farinha de arroz.

Num recipiente à parte, juntar o puré de batata e o puré de abóbora ao ovo é àgua e misturar bem.

Lentamente, juntar o preparado húmido à farinha e bater até formar uma massa consistente.

Num tabuleiro forrado a papel vegetal ir dispondo, com cerca de 1 cm de intervalo, pequenas bolas moldadas do preparado obtido anteriormente. Pode-se decorar a bola com um garfo para lhe dar uma aparência mais divertida.

Levar ao forno durante 20 minutos.

Deixar arrefecer antes de dar ao seu amigo patudo. Dessa forma vão-se tornar mais crocantes.

 

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Não menos importante, têm a vantagem de não ter embalagem!

Devem ser consumidos rapidamente. Caso contrário, o melhor é congelar uma parte para dar mais tarde. Deixei estragar alguns dos meus...

 

Que miminhos dão aos vossos animais?

 

 

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13
Dez17

Bolo de gengibre e uma Dracaena

JR

A semana começou com a casa a cheirar a Natal.

 

Os dias que, apesar de solarengos, têm estado frios pedem calor e aconchego. Sabe bem chegar a casa e vestir roupas quentinhas. Sabem bem bebidas quentes bebidas sem pressa, abraços apertados embrulhados em mantas no sofá. O acto de cozinhar, principalmente quando partilhado, gera calor. O forno ligado, o cheiro quente a especiarias. A azáfama na cozinha. 

 

Os bolos e bolachas de gengibre e especiarias são a prova inquestionável de que o Natal se está a aproximar. A partir do momento que o aroma delicioso se alastra por todas as divisões, instala-se uma vontade clara de ligar o rádio e dançar ao som de Christmas carols. 

 

Foi assim cá por casa.

 

E o bolo foi este.

 

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Bolo de Gengibre e Especiarias (receita original aqui)

 

Ingredientes

 

Para o bolo:

- 200g de farinha com fermento

- 2 colheres de chá de canela em pó

- 1 colher de chá de cravinho em pó

- 2 colheres de sopa de gengibre fresco ralado

- 1 colher de chá de bicarbonato de sódio

- 100g de manteiga derretida

- 120g de açúcar moreno

- 100g de puré de maçã 

 

Para a cobertura:

- 3 colheres de sopa de manteiga

- 300g de açúcar em pó

- 60g de queijo creme

- 1/2 colher de chá de aroma de baunilha

- 5 colheres de sopa de leite

 

Pré-aquecer o forno a 180ºC e untar uma forma.

Numa taça média, misturar a farinha, a canela, o cravinho, o gengibre e o bicarbonato de sódio até terem uma distribuição homogénea.

Numa taça grande, bater bem a manteiga, o açúcar e o puré de maçã.

Juntar, lentamente, os ingredientes secos aos ingredientes húmidos e bater bem até obter uma massa cremosa.

Verter o conteúdo na forma e levar ao forno durante cerca de 40-45 min. ou até passar no teste do palito.

Retirar do forno e deixar arrefecer.

 

Entretanto, numa taça média, batem-se todos os ingredientes da cobertura até se obter um preparado sedoso que deve ser vertido sobre o bolo já arrefecido. 

 

Muuuuito bom!

 

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Aproveito, também, para vos apresentar a nova habitante desta casa!

 

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A nossa Dracaena!

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11
Dez17

Laranja e chocolate

JR

Acho que nunca tinha mergulhado assim no Natal.

Ele não existe, apenas. É criado por mim, por nós, pela nossa família. Dia após dia.

Como qualquer outra história, vai ganhando forma e conteúdo. As cores e os cheiros intensificam-se. A casa fica cada vez mais aconchegante.

 

A pequenina vai familiarizando-se com o Natal. Parece que se vão dar bem.

 

Os últimos dias foram bastante activos, graças ao nosso divertido calendário do advento. Não só fomos conhecer a Vila Natal de Óbidos, mágica para as crianças, como também tivemos a oportunidade de decorar a nossa casa com laranjas, cozinhar um delicioso bolo de gengibre e adoptar uma planta nova. Enquanto escrevo estas linhas, saboreio um incível chocolate quente, tão bom quanto calórico. 

...mas é Natal e merecemos.

 

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Laranjas desidratadas

 

Decidimos desidratar laranjas e utilizá-las na decoração da nossa casa. Ficaram lindas! O processo é fácil, mas demora tempo.

 

Ingredientes:

- duas laranjas médias

- açúcar em pó qb

 

Basta cortar as laranjas às fatias, o mais fino possível, tentando manter a sua forma circular intacta. Posteriormente, secam-se as fatias em panos de cozinha.

Polvilham-se ambos os lados das fatias de laranja com açúcar em pó e, de seguida, distribuem-se as mesmas num tabuleiro de ir ao forno forrado a papel vegetal.

Vão ao forno a uma temperatura de 100ºC, durante 3 horas. De tempos a tempos, devem-se virar as fatias, de modo a obter uma desidratação uniforme.

Depois...é só dar asas à imaginação!

 

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Chocolate quente mega calórico (mas incrível):

 

Acreditem, vale a pena experimentar! Principalmente no Natal. 

Vá...talvez, também, na Páscoa. 

 

Ingredientes:

- 200mL de leite meio gordo

- 120g de chocolate negro (mínimo 70% de cacau) cortado em pequenos pedaços

- 100g de natas

- açúcar a gosto (opcional)

- 1/2 colher de chá de café solúvel

 

Numa panela pequena, aquece-se em lume médio o leite, as natas, o açúcar e o café. Retira-se do calor pouco antes de levantar fervura (quando começam a formar-se umas pequenas bolhinhas na periferia). Nessa altura, adiciona-se o chocolate em pedaços e vai-se mexendo até que fique todo dissolvido. 

Se pretenderem uma consistência mais espessa, basta adicionar mais chocolate.

 

Aquece o corpo e a alma.

 

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Prometo, em breve, apresentar-vos a nova inquilina desta casa. E, também, partilhar a receita do nosso bolo de gengibre, que tem sido um sucesso.

 

Até lá, que tenham dias felizes!

 

 

 

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