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The Middle Way

Blog humanitário e reivindicativo da liberdade e felicidade de todos, até do próprio planeta.

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23
Nov17

9 ideias para um Natal mais sustentável

JR

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Nos últimos anos, os Natais passaram a correr. Não conseguia ir muito tempo a casa pois, nesta altura, costumava estar mais sobrecarregada de urgências. As compras de Natal eram feitas no último minuto possível e sem grande propósito. Penso que, por vezes, comprava mais alguns presentinhos para compensar, em parte, a minha ausência. Quase sempre, após a consoada ou no dia seguinte, lá tinha de rumar a Lisboa mais cedo do que aquilo que o meu coração queria partindo, ainda, com as pessoas sentadas à volta da mesa. 

 

Agora, as circunstâncias mudaram e várias coisas deixaram de fazer tanto sentido. Outras, ganharam um sentido redobrado. 

 

A família vem sempre primeiro. 

 

Este Natal, é nisso que me quero focar.

 

Reuni, neste post, alguma ideias que tenho tido para tornar este meu Natal um pouco mais sustentável.

 

1. Dar presentes significativos - isto varia muito de pessoa para pessoa. Para uns pode ser apenas um pequeno cartão ou desenho, para outros um objecto mais valioso (o conceito de valor também é subjectivo). De qualquer forma, se queremos oferecer alguma coisa, que seja algo que a pessoa valorize, utilize e disfrute. Mas, também, que seja um presente que nós próprios valorizamos e que se enquadre naquilo que acreditamos. Para isso, há que perder algum tempo a pensar naquilo que queremos oferecer e fugir, sempre que possível, das compras fúteis e precipitadas de última hora.

 

2. Prolongar o Natal e envolver as crianças no processo - que o Natal não seja apenas a noite de abrir as prendas. Este ano, tendo-me sido dada a possibilidade, quero que a bebé participe comigo e em família no processo de criar o Natal. E, para isso, queremos criar alguns rituais. Aqui em casa, quando o nosso amigo Rato Rudolfo sai da sua toca, o Natal começa a raiar lentamente.

 

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3. Usar um calendário do advento duradouro e com actividades em vez de presentes - Em vez de estar a comprar, anualmente, calendários de papel e plástico, cheios de chocolates (que como até ao fim...), decidi comprar um calendário de madeira que nos dure muitos anos. Em cada dia coloquei uma actividade familiar! Acho que vai ser muito mais divertido para a pequenina (e para nós!) e que nos vai permitir passar mais tempo juntos (ou aproveitar esse tempo melhor).

 

4. Reutilizar os enfeites que já temos ou ir buscar beleza à natureza - costumava comprar enfeites novos todos os anos. Este ano vou apenas utilizar o que já tenho. À medida que os enfeites se forem estragando, vou substituindo por coisas feitas por nós, em conjunto, privilegiando materiais sustentáveis. Também não devemos subestimar a beleza que a Natureza nos pode trazer à casa: nada melhor que um passeio para apanhar pinhas, ramos, folhas...Com crianças é muito mais divertido que uma visita rápida ao centro comercial para comprar umas bolas vermelhas cintilantes.  

 

5. Cozinhar aquilo que se gosta e que, efectivamente, se come - para quê fazer aquela comida que ninguém gosta só porque é tradição? Para quê fazer uma mesa cheia de sobremesas se, depois, metade acaba no lixo? O melhor é tentar conciliar tradição e gosto. Fazer pratos típicos que agradem a toda a gente e nas quantidades necessárias. De preferência, comprando os ingredientes a granel.

 

6. Preferir brinquedos de madeira ou de pano - que são, na verdade, bem mais bonitos e duradouros!

 

7. Oferecer experiências e actividades - concertos? viagens? estadias em hotéis? um sky diving? Há para todos os gostos!

 

8. Iniciar alguém no desperdício zero - podemos sempre oferecer um copo reutilizável ao nosso amigo fanático pela Starbucks, por exemplo.

 

9. Doar aquilo que já não nos faz falta - aquilo que nós temos no fundo de uma gaveta ou nos armários a ocupar espaço pode vir a ser um presente maravilhoso para alguém. Que tal incentivar as crianças a escolher alguns brinquedos antigos para doar a instituições?

 

Quem me ajuda? Mais ideias por esses lados?

 

 

 

08
Nov17

Halloween e as crianças: qual o limite?

JR

Há poucos dias atrás, deparei-me com uma fotografia colocada no Facebook por uma mãe exibindo, orgulhosa, os disfarces de Halloween dos seus três filhos - estimo as idades em 1 ano, 5 anos, 8 anos. Fiquei, completamente, incomodada. Ora bem, estas crianças estavam vestidas de qualquer coisa parecida com bonecos assassinos, com feridas faciais desenhadas e t-shirts cobertas em sangue artificial. Incluíndo o bebé. Tal foi o esmero que pareciam ter saído de um filme gore.

 

A minha primeira reacção foi a de um espanto assombroso. Como é que uma mãe, mesmo que na brincadeira, veste os filhos desta maneira? De que forma, mascarar os filhos de crianças zombie mutiladas, pode ser divertido? Como é que ver os filhos assim não causa incómodo, mas sim júbilo?

Logo de seguida, pensei nas crianças. Como é que se explica este disfarce? Como é que se banaliza a violência, a mutilação em tão tenra idade? Deveremos querer que as nossas crianças vejam os irmãos cobertos de sangue hipotético e achem giro, só porque é Halloween? E mesmo que, dentro da família tal não seja problemático, qual será a reacção dos colegas da escola mais sensíveis? Na verdade, deparei-me recentemente com um artigo que dizia que, segundo um estudo promovido pelo Child Study Center da Universidade Virgina Tech, 1 em cada 100 crianças tem medo do Halloween, resultando em desvios comportamentais que necessitam de psicoterapia durante vários anos. Se os filmes de terror, que também não são realidade, estão desaconselhados antes dos 16 anos, como é que tudo isto pode ser aceitável?

 

As origens do Halloween são já muito remotas. Há cerca de 2000 anos atrás, os Celtas celebravam, a 1 de Novembro, o Samhain, um festival que celebrava o fim do Verão e das colheitas e o início do Inverno que, na altura, correspondia a uma época escura e de doença. Eles acreditavam que, na noite de 31 de Outubro, os fantasmas dos mortos conseguiam regressar à Terra. Como tal, colocavam comida e outras oferendas à porta das suas casas, na tentativa de os manter felizes e afastados do interior das mesmas. Se, por alguma razão, algum dos vivos tivesse de sair à rua, usava uma máscara para que pudesse passar despercebido entre os fantasmas. Muito anos mais tarde, com a influência do Cristianismo, o dia passou a ser chamado de Dia de Todos os Santos, um dia para honrar os mortos. Efectivamente, nessa altura, os pobres iam, de porta em porta, pedir pão em troca de orações pelos antepassados das famílias.

 

Contudo, nos EUA é que o Halloween se tornou popular, muito pela influência dos imigrantes irlandeses que, no séc. XIX, chegaram à América. Aí, crianças e adultos, mascaram-se e vão, de porta em porta, pedir os famosos doces (ou travessuras). É, actualmente, um festival muito virado para as crianças, com o intuito de juntar a comunidade em celebração dos seus antepassados, jogos e brincadeiras. Houve, mesmo, um esforço conjunto de banir o grotesco e o assustador desta celebração.

 

Nos dias que correm, em que a violência real parece estar cada vez mais presente, é este tipo de infância e brincadeiras que queremos dar aos nossos filhos?

 

 

05
Set17

Monte Selvagem - um dia bem passado

JR

A minha relação com os jardins zoológicos é bastante ambígua. O contacto com animais que, de outra forma, nos são remotos é fascinante! Mas o cativeiro, as jaulas, a domesticação sempre me fez confusão. Por isso, visitar o Monte Selvagem foi uma agradável surpresa.

 

Esta reserva animal, privada, está situada em Lavre, perto de Montemor-o-Novo (+/- a 1 hora de Lisboa). É um parque com uma forte vertente lúdica e pedagógica, tendo vários jogos espalhados pelo seu terreno, que visam o ensino da sustentabilidade. Segue critérios de coerência ambiental, focando-se na preservação das espécies. Os animais encontram-se, em muitos casos, em liberdade.

 

Têm uma quintinha, onde vários animais se espreguiçam pelo terreno em belas sestas. Os visitantes podem entrar e contactar directamente com eles. Numa das zonas do parque, os animais de maior porte encontram-se soltos, sendo possível vê-los de perto através de um passeio de tractor. As restantes espécies encontram-se em zonas delimitadas, mas espaçosas. Vários jovens identificados tratam, cuidadosamente, deles. Afáveis e comunicativos, prontamente nos forneceram informações. 

 

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Ao longo do parque, várias zonas recreativas fazem as delícias dos mais novos (e não só). Desde casas nas árvores, baloiços feitos de pneus, mesas de cortiça. Um verdadeiro reaproveitamento de materiais que tornam o parque ainda mais bonito.

 

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Para quem tiver mais calor, vários postos com mangueiras podem ser utilizados para épicas guerras de água! 

 

A pequenina adorou andar por ali. Ver, ao vivo, os animais dos seus livros e brincar em todos os recantos, cuidadosamente, criados para os mais novos deixou-a feliz (e cansada!). Será um local a regressar quando ela for mais velha, para que possa interagir ainda mais com o espaço e aprender um pouco mais sobre a Natureza.

 

Já eu...continuo a sonhar mudar-me, um dia, para o Alentejo...

 

 

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