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The Middle Way

Blog humanitário e reivindicativo da liberdade e felicidade de todos, até do próprio planeta.

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05
Dez17

Plasticina de Maizena e outras ideias giras para os miúdos

JR

Dias de ida ao hospital são sempre mais atribulados. Por isso, hoje, tivemos de adiar a atividade do nosso calendário do Advento. Desta forma, amanhã vamos cumprir não uma, mas duas actividades! 

 

Tem sido uma experiência maravilhosa! Por um lado, quero que a bebé comece a ver toda esta azáfama boa como rotina de Natal. Quanto a mim, tenho descoberto alguns dotes escondidos e, confesso, tem-me dado prazer criar coisas de raíz, com as minhas próprias mãos. Acima de tudo, temo-nos divertido imenso!

 

Há uns dias atrás fizemos neve de moldar (uma espécie de plasticina). Faz-se, literalmente, em menos de 5 minutos com ingredientes que quase toda a gente tem em casa (ou fáceis de adquirir).

 

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Como fazer?

 

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- Basta misturar partes iguais de amido de mido (farinha Maizena) e loção corporal! Done! Para ficar a parecer neve, convém usar um creme de corpo de cor branca. Nós juntamos, ainda, uns brilhantes comestíveis que eu tinha cá em casa e umas gotinhas de óleo essencial de pinho para lhe dar um toque mais florestal. 

Quando se começa a misturar os ingredientes com a mão, o preparado é, inicialmente, um pouco pegajoso, colando-se aos dedos. Mas, quando bem misturado, parece plasticina! 

Tanto dá para esfarelar como moldar! - Tal e qual a neve! (principalmente após guardar a plasticina no frigorífico umas horas...)

Tem, ainda, a vantagem de deixar as mãos extremamente hidratadas. 

 

Para acompanhar esta tarefa, fizemos uns chips de couve Kale. Crocantes! 

 

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Basta ripar as folhas da couve e dispô-las num tabuleiro, regar com azeite e temperar com sal e pimenta. Vão ao forno pré-aquecido a 150ºC durante uns 5 minutos. 

Fácil. Muito Fácil!

 

Por fim, a manhã de ontem foi passada na apanha da pinha! 

Exactamente...o objectivo era ir apanhar pinhas, folhas, ramos...enfim, o que nos chamasse à atenção, para, depois, decorarmos a nossa casa de forma natural e sem desperdício. Fomos, alegremente, brindadas com um dia lindo de sol.

Eis o resultado...

 

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E por aí? O que andam a fazer com as vossas crianças? (Ou com as crianças que há em vocês...?) 

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24
Out17

Mini-look of the day #2 - a cortiça portuguesa

JR

E que tal substituirmos artigos de pele por cortiça portuguesa? Para além de ser um produto nacional, a cortiça tem muitas das vantagens do couro: impermeabilidade, respirabilidade, resistência, baixa densidade e condutividade térmica. Mas, o seu fabrico é muito mais sustentável e amigo do ambiente!

 

E fica tudo tão lindo!

 

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Estes sapatinhos da bebé são amorosos e muito confortáveis. Estes foram comprados na Rutz. Vale a pena dar uma espreitadela.

 

 

 

Este post NÃO foi patrocinado.

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17
Out17

A medalha dela

JR

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Sem grandes palavras elaboradas. Completamente exausta: pela prova e pela destruição avassaladora da minha cidade e do meu país.

 

 

Minha filha, esta é a tua batalha, mas eu vou estar sempre a correr ao teu lado.

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13
Out17

Porque vou correr a Meia Maratona pela Fibrose Quística?

JR

Estou a pouco mais de 24 horas de correr 21,1 Km pela equipa da Associação Nacional de Fibrose Quística (ANFQ). Gosto de correr, é verdade. Mas não sou corredora assídua, vou correndo aqui e ali. Até decidir embarcar nesta aventura, eram mais as vezes que o sofá ganhava às sapatilhas e correr 5 Km eram uma tortura. Mesmo assim, mal soube que a ANFQ ia formar uma equipa, decidi em segundos. 

Como mãe de uma linda menina com Fibrose Quística, eu mesma me perguntei: porque vou eu fazer isto? Que mensagens posso eu tirar deste ímpeto?

 

É por ela. Quero fazê-lo por ela. Quero que, no futuro, ela o perceba como um exemplo. Quero que ela entenda que conseguimos fazer aquilo a que nos propomos. Que, mais do que o corpo, a mente domina. A força encontra-se, se a procurarmos. Assim que decidimos ir, ganhamos força para nos levantarmos, dia após dia, e correr, correr, correr. Que a persistência compensa, que a inércia e a dor podem ser contornadas. Que, mais do que chegar à meta, é o caminho que nos dá satisfação. O percurso que temos de percorrer para chegar lá. E, não chegando, retirarmos paz de uma tentativa sincera. Percebermos a liberdade que isso nos dá.

 

Por outro lado, preciso de provar a mim própria que tenho força. Não tanto física, mas emocional. Principalmente emocional. Quero que ela saiba que, nos dias em que a doença lhe for mais pesada, eu estou preparada para correr ao lado dela, os-quilómetros-que-forem-necessários. Quando o cansaço dela for grande, quero saber motivá-la, erguê-la. Para isso, tenho de saber motivar-me e erguer-me primeiro. É, precisamente isso, que tenho treinado nestes dois últimos meses.

 

Quero que ela sinta que, a forma como ela encara a vida, a determina. Que as coisas podem ser vistas de diversos ângulos. As coisas são assim mesmo, aleatórias e imprevisíveis. A segurança de um dia pode tornar-se instável no dia seguinte. No minuto seguinte. E há, apenas, que continuar. Ter coragem e calçar as sapatilhas.

 

Quero também, com a corrida, divulgar, alertar, dar a conhecer a doença. Existem várias doenças crónicas invisíveis. A FQ é uma delas. Protejam os vossos espirros, protejam a vossa tosse. Lavem as vossas mãos. Uma gripe banal pode ser, para alguns, sinónimo de internamentos e suporte ventilatório. Protejam o vosso cigarro, principalmente ao pé de crianças. O cigarro deve ser uma escolha individual e não partilhada. Olhem à vossa volta.

 

Quero agradecer a todos os que, com o seu conhecimento e persistência, procuram a cura de doenças aparentemente incuráveis. São, também eles, maratonistas encobertos, desconhecidos, mas que sustentam as suas ideias e as levam para a frente. Até ao fim. Por favor, não desistam.

 

No fundo, quero entender e transmitir que todos nós temos corridas a correr, umas mais curtas, outras mais longas. Umas literais, outras em sentido mais figurativo. A estrada está lá, cabe-nos a nós dar o impulso.

 

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01
Ago17

Fomos de férias!

JR

Três semanas se passaram. Estivemos ausentes e soube tão bem!

Os dias lentos, preguiçosos e salgados da praia, longe do bulício da cidade, do ar poluído de carros acelerados. Só nós a vê-la crescer vertiginosamente.

 

E como cresceu! Começa a querer balbuciar mais algumas palavras e o "mamã" e o "papá" sáo ditos de forma mais firme e categórica. Tem mais intenção.

Manda beijinhos a toda a gente que passa, na sua doçura habitual. E aquele olhar que fala, que se transforma em amêndoa a cada sorriso.

 

Adorou a praia. Primeiro a medo, desconfiada, estranhando  a areia. Depois...ah, depois...em correrias rumo ao rebentar das ondas. Sim, já corre! Destruidora de castelos de areia (que já não fazia há tanto tempo!), mas encantada pela forma como eles se constroem.

 

Sem medo algum do frio, entrou tremendo na piscina. Contente por navegar na sua bóia navio, olhando em frente como quem segura o leme.

Reviu a família, já sem estranhar as barbas e os chapéus. Observou as traquinices do primo mais velho, contente e sempre a aprender.

 

E aquele cabelinho que se multiplicou tornou-se mais dourado!...

 

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Mas voltar a casa teve, também, o seu encanto. Soube bem redescobrir o nosso espaço!

Fora do nosso canto, na imprevisibilidade dos dias e dos apetites, fomos esbarrando em plástico indesejado. Mas mantemo-nos firmes no nosso esforço!

Aproveitei o meu isolamento cibernáutico para fazer algumas pesquisas. Tenho mais algumas mudanças que pretendo implementar cá em casa, que espero partilhar aqui nesteu meu recanto.

 

Amanhã, começo um novo desafio!

Qual será?

 

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14
Jul17

Mini-look of the day #1 - the countryside

JR

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Não sei se é universal...mas acordo todos os dias entusiasmada a pensar na roupinha que vou vestir à bebé. Por mais que tente fazer compras para mim, ela sai sempre a ganhar. Existe uma força qualquer, invisível, que me empurra para as lojas de crianças e, depois....depois, as opções são muitas. Tanta roupinha linda...!

 

Chapéu - Primark

Vestido e meias - Zara kids

Sabrinas - Pisamonas

 

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06
Jul17

Vai, colhe as tuas flores

JR

Ainda há tão pouco tempo cabias no meu colo, pequenina e frágil. Movimentos soluçados, hesitantes. Olhos inquietos. Eu, cansada e medrosa, também hesitava contigo, sem saber bem como te segurar o pescoço mole. Mas feliz, feliz por te ter.

 

É maravilhoso ver-te crescer. Um privilégio poder conhecer alguém desde o seu início. Perceber o modo como te impões perante o mundo, gritando pelo teu lugar, mostrando que não és apenas mais um bebé, mais uma criança...mas que és tu. Que queres, que tentas, que falhas, que não desistes. Ver-te, em silêncio orgulhoso, ganhares força na tua corrida. Pisares o chão com um passo cada vez mais firme. Sorrir, discretamente, pelo modo como já sentes o ritmo da música no corpo e o tentas soltar em danças descoordenadas, mas tão doces. És um doce.

 

Mas ainda, há pouco, eras tão pequenina!

 

Agora, já te perco por minutos, quando foges pela porta e segues caminho, à procura dos teus brinquedos. Autónoma na procura, autónoma na descoberta. Mas, depois, ao longo do corredor já soltas o teu "mamã! mamã!" tão intencional, procurando regressar ao nosso aconchego. E ris, ris com tantos dentes!

 

Tão, tão pequenina...

 

Já brincas sozinha, no teu canto das caixas brancas. Tudo te maravilha! Exclamas a tua surpresa ao reencontrares, a cada dia, os mesmos brinquedos. Olhas para eles com o mesmo espanto da primeira vez. Abraças todos os bonecos com uma ternura desmedida. E já brincamos juntas, soltando gargalhadas, enquanto foges de mim. Um medo fingido mas expectante, ansioso pela brincadeira. Quando, já sem fôlego de tanto rir, olhas para mim, olhas mesmo...um olhar que já me vê e que já me transmite o que pensas. O teu olhar já fala e é tão bom.

 

Por isso vai, filha, colhe as tuas flores no jardim. Cresce. Continua a achar beleza nos pormenores e nas coisas simples. Essas, as mais importantes. Mantém-te assim, terna e forte. Segura, mas procurando o meu abrigo.

 

 

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