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The Middle Way

Blog humanitário e reivindicativo da liberdade e felicidade de todos, até do próprio planeta.

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06
Nov17

Pequenas ideias para mudar o mundo #5 - pratos e panelas

JR

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Já não é a primeira vez que falo num detergente caseiro feito à base de sabão de castela. Este fim-de-semana tive de reabastecer o nosso stock, pelo que aproveito para partilhar a receita com vocês.

 

Já há algum tempo que não compro detergente da loiça. Tenho lavado os pratos com este detergente que eu própria faço - em 5 minutos!

Uma vez que é feito com sabão de castela, tenho a certeza que não estou a utilizar nenhum ingrediente nocivo para o meio ambiente. Utilizo os óleos essenciais que quiser para lhe dar o aroma perfeito! As únicas embalagens de plástico (reciclado) que utilizo são as do sabão de castela do Dr. Bronner´s - cada embalagem dura-me imenso tempo (e também as utilizo para fazer o detergente para o chão...!).

 

Este detergente, sendo uma versão diluída, faz menos espuma que os detergentes de compra. Considero que, a diluição que eu uso, funciona perfeitamente para nós. Basta pôr um bocado do detergente na esponja da loiça e lavar logo, sem passar a esponja previamente por água. De qualquer forma, podem utilizar o sabão de castela puro, sem adicionar água (aí terão muuuuita espuma), mas penso que será um desperdício de recursos e dinheiro. 

Não tenho problemas a desengordurar a loiça. Pratos e embalagens de silicone e de plástico podem necessitar de mais do que uma passagem de detergente, mas isso já me acontecia com os detergentes de compra também. O meu truque para loiça mais difícil de desengordurar já é antigo. Aprendi-o nos tempos da faculdade com um rapaz meio italiano: colocar o detergente directamente na mão e lavar assim, sem esponja! Fica perfeito em apenas uma lavagem! 

 

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Ingredientes:

- 200mL de sabão de castela líquido - utilizei o da Dr.Bronners, sem cheiro (comprei aqui);

- 650mL de água;

- 5 gotas de óleo essencial de tea tree - devido às suas aparentes propriedades antibacterianas;

- 10 gotas de óleo essencial de laranja - porque cheira muito bem.

 

Juntei, numa garrafa antiga de água do Luso, todos os ingredientes e abanei bem! Feito!;) 

Depois foi só encher o dispensador mais pequeno que tenho junto ao lava-loiça.

 

Experimentem! Depois digam-me como correu 

18
Out17

Pequenas ideias para mudar o mundo #4 - o chão

JR

Cada vez me sinto mais convicta das mudanças que tenho feito. Em mim. Em casa. Na família. Tenho certeza que temos de cuidar melhor do nosso planeta, da Natureza, do nosso país. De certa forma, este gap year involuntário tem estado a seguir um rumo interessante e imprevisível. Tenho conhecido pessoas diferentes, invulgares e inspiradoras. Tenho prestado atenção a outras formas de levar a vida. Tenho aprendido sobre temas impensáveis. Tenho-me desafiado.

 

Já há algum tempo que ando a experimentar fazer alguns dos produtos de limpeza cá de casa. Antes de ter sido convencida, tive de procurar alguma coisa que fosse fácil de fazer. Depois, tive de testá-la. Sinto-me, neste momento, confiante para partilhar a receita do lava-tudo que tenho usado para o chão.

O ingrediente principal é o sabão de castela, um sabão totalmente natural à base de azeite. O mais famoso é o sabão da marca Dr.Bronner´s - o que eu uso. Aparentemente é um sabão multifacetado, que pode ser utilizado de diversas formas: para o banho, para a loiça, para o chão, para os dentes, para o cabelo, etc etc etc... Ainda não me aventurei assim tanto, mas estou feliz a usá-lo na loiça e no chão.

 

Vejo várias vantagens em fazer o meu próprio lava-tudo:

- sei exactamente aquilo que leva.

- é completamente eco-friendly.

- diminuí bastante o número de embalagens de plástico - cada embalagem do Dr.Bronners dura e dura e dura e dura...

- posso ir variando o cheirinho (óleo essencial).

- poupo dinheiro.

 

Ora, aqui está ele! (dentro de uma embalagem antiga de Sanytol)!

 

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Os ingredientes são simples!

Cada embalagem leva, aproximadamente, 1L de água.

 

Ingredientes:

- +/- 1L de água

- 1-2 colheres de chá de sabão de castela (comprei na Green Goji) - eu usei o suave, de bebé, por não ter cheiro...mas podem escolher outro

- 5 gotas de óleo essencial tea tree (com aparentes propriedades antibacterianas...)

- 10 gotas de óleo essencial de pinho (ou outro, conforme o cheiro que pretendam)

 

Já está!

Esta receita foi baseada no blog Homesong.

Podem, também, preparar directamente no balde, em menos de 5 minutos.

 

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Tem funcionado! :) Toca a experimentar!

25
Set17

Pequenas ideias para mudar o mundo #3

JR

Ou: como matar saudades da cirurgia.

 

 

Sempre usei muito aqueles discos de algodão para limpar a cara. A cada mês era novo carregamento cá para casa. Na verdade não são caros e nunca pensei no somatório das contas a longo prazo. 

Mas essa nem foi a razão para aquilo que será o desenrolar desta história...

 

...tornei-me mais sustentável. 

E comecei a fazer os meus próprios discos de algodão! 

 

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Tudo começou com a descoberta do estilo de vida zero waste e com as pesquisas que fui fazendo desde então. A ideia retirei-a daqui. Nunca mais gastei um tostão em discos de algodão descartáveis, provenientes de plantações extremamente insustentáveis para o nosso planeta, envoltos em embalagens de plástico que iam quase directamente para o lixo.

 

Para tal, escolhi uma t-shirt velha e pus mãos à obra.

Utilizei um copo como molde e recortei vários círculos.

 

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Depois, juntei dois círculos e cosi-os juntos para dar mais consistência.

 

Como não tenho máquina de costura, cosi tudo à mão. Ponto cruzado sem rigor nas distâncias. Serviu para desenferrujar os dedos e acalmar alguma nostalgia que a saudade do bloco operatório me traz.

 

À falta de pipocas, ainda tenho uns discos de reserva para serem cosidos quando tiver um bom filme para ver.

18
Set17

Setembro Sustentável - zero desperdício alimentar

JR

Tenho estado um bocado ausente. Admito.

Aindei às voltas pela Europa em pequenas reuniões sobre Fibrose Quística. Deixei o meu cérebro dedicar-se a esse tema por completo.

 

Estando de volta, retomo o meu cantinho cibernáutico, com toda a satisfação e aconchego de quem chega a casa.

Desde o início de Setembro que está a decorrer um evento no Instagram, organizado pela She is awake, uma instagrammer portuguesa dedicada à sustentabilidade e lixo zero. Um bocadinho à semelhança do Plastic Free July, de origem australiana, decidimos que durante o mês de Setembro várias instagrammers e bloggers, essencialmente portuguesas, iriam fazer vídeos em directo relacionados com o tema: Sustentabilidade.

 

Assim, na primeira semana foi abordado o estilo de vida lixo zero, através de conversas muito interessantes e interactivas, recheadas de histórias pessoais, sugestões e experiências de vida. A semana passada foi dedicada ao tema: zero desperdício alimentar.

Esta semana arranca a temática da moda sustentável e eco fashionSe tiverem interesse, podem dar um saltinho até ao meu instagram e ficar a conhecer as convidadas desta semana. Acreditem, tem valido a pena!

 

Embalada pelo zero desperdício alimentar, olhei para o meu frigorífico e tirei os alimentos que se estavam a estragar. Com um pouco de imaginação, dei-lhes um outro destino que não o lixo doméstico...

 

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Adiram ao movimento e ao desafio Setembro Sustentável

 

Como é que aproveitam os restos dos alimentos? Ideias, ideias!...

22
Ago17

Pequenas ideias para mudar o mundo #2

JR

Adoramos iogurtes naturais! Raramente temos iogurtes com aroma aqui em casa. Na maioria das vezes, aromatizamos nós. Até a bebé prefere assim.

 

Portanto, era uma das coisas que comprávamos muito. Sim, utilizei o verbo no passado propositadamente. 

Decidi comprar uma iogurteira! Com este pequeno vício que se instala em nós, de tentarmos reduzir ao máximo as embalagens cá de casa, foi uma decisão fácil de tomar. Aliás, já andava a marinar a ideia há algum tempo...

 

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Na verdade, a compra foi rápida e pouco pensada. Estava a fazer as compras no Lidl e vi esta a um preço super acessível. Tenho de dizer que funciona às mil maravilhas. Os iogurtes são...iogurtes. Como os outros. Óptimos.

A própria iogurteira traz a receita: 5 colheres de um iogurte natural misturadas em 1L de leite. Distribuir pelos frascos, deixar incubar 10-12h et voilá.

 

Acho que com apenas 1 iogurte natural vou conseguir fazer 21 iogurtes caseiros  O milagre da multiplicação! E uma redução drástica das embalagens!

 

Depois...ah, depois...dá-nos para estes devaneios:

 

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 Quem também já tem uma iogurteira?  

02
Ago17

Pequenas ideias para mudar o mundo #1

JR

Não é novidade que ando a tentar reduzir a quantidade de lixo (especialmente plástico) cá de casa. São sempre mudanças graduais. Mantenho-me sempre a pesquisar e à procura de novas ideias.

 

A mais recente foi esta:

 

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Levei os meus próprios recipientes para o supermercado e pedi para que o queijo, chourição e fiambre fossem pesados e colocados directamente nos recipientes. Desta forma consegui evitar o papel e o plástico que costumam ser utilizados para acondicionar estes frescos. Trouxe, exactamente, aquilo que queria e foi só colocar no frigorífico assim que cheguei a casa. Sem plásticos desnecessários que iriam directamente para o lixo.

A ideia foi vista com algum espanto pelos funcionários, mas foi bem recebida. Espero que, em breve, se torne habitual.

 

A partir de hoje estamos, oficialmente, em dívida para com o planeta. Este ano, mais cedo do que nunca, a 2 de Agosto, a humanidade esgotou as reservas naturais disponíveis. A partir de hoje, estamos a consumir acima das possibilidades do planeta. Aquilo que gastarmos hoje não vai ser recuperado dentro do próximo ano.

 

Não sejamos um Trump. Olhemos à nossa volta. Façamos a nossa parte.

 

 

 

Mais ideias ecológicas desse lado?

 

17
Jul17

Mudanças a granel

JR

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É aos poucos que se começa.

 

Há pouco mais de uma semana, decidi experimentar as compras a granel. Apesar de várias superfícies comerciais já terem disponível a venda de alguns produtos nesta modalidade, a verdade é que a oferta é sempre limitada.

 

Mas, como toda a mudança exige alguma preparação, tenho andado em procuras cibernáuticas e dei de caras com a Maria Granel, uma loja em Lisboa de venda de produtos a granel. Tinha uma pequena lista de compras (o planeamento é essencial!), juntei frascos vazios e coloquei-os num saco reutilizável. Apanhei o metro e, de livro na mão, lá fui eu até ao bairro de Alvalade - um bairro acolhedor, cheio de vida e de lojinhas e cafés diferentes. A Maria Granel conquistou-me de imediato. O espaço é bonito, amplo e a oferta é...esmagadora. Podemos encontrar de tudo: especiarias, farinhas, sementes, leguminosas, chás, frutos secos e desidratados, granolas, café, mel ... e muito mais. Dei, previamente, todos os meus frasquinhos para serem pesados e, pouco depois, comecei a enchê-los. Claro que trouxe alguns extras...impossível resistir.

 

Apesar de carregada com o peso dos frascos, vim feliz. Zero plástico nestas minhas compras. Aquilo que encontrei disponível foi mais do que estava à espera. Precisamos de mais lojas assim, distribuídas pelas cidades, pelo país. Podemos ver e cheirar aquilo que vamos comprar, sem estar escondido nas suas embalagens. E, também importante, as cozinhas ficam muito mais bonitas...

 

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Procurem nas vossas áreas de residências lojas assim. Façam um planeamento das vossas compras. Guardem os frascos de vidro que vão comprando. Utilizem os sacos reutilizáveis.

 

Simples, mas faz a diferença (até no orçamento familiar!)

 

05
Jul17

Guerra declarada às bactérias #2, mas com balas ecológicas - panos de cozinha de bambu.

JR

Antes de mais, quero agradecer à equipa do Sapo blogs pelo destaque do meu último post da saga: Guerra declarada às bactérias! YEY!

Juro que esta sequela já estava planeada há mais tempo e que não foi, meramente, uma estratégia de marketing.

 

 

Que a cozinha é uma grande fonte de bactérias, não é novidade. O ambiente é húmido, quente, atarefado. Os objectos são manuseados constantemente por várias pessoas. As bancadas, pratos, facas, panos....tudo está em contacto com pele humana, alimentos crus, incluíndo carne e peixe, alimentos com terra...

A diversidade de bactérias (e fungos) é enorme! No meio dessa lista interminável encontram-se dois dos meus principais alvos a abater: o famoso Staphylococcus aureus (às vezes na sua versão Hulk: MRSA - Methicilin Resistant Staphylococcus aureus) e a temível Pseudomonas aeruginosa. São feias, porcas e más.

 

Recentemente, tenho deitado fora, mensalmente, as esponjas e panos de limpar bancadas. Apesar de ficar mais descansada do ponto de vista infeccioso, o facto de estar a poluir mais frequentemente o meio ambiente não me deixa 100% satisfeita. Fui procurar alternativas e encontrei estes panos à base de bambu.

 

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O bambu tem sido considerado uma alternativa bastante ecológica. Tem, inclusivamente, sido utilizado na confecção de roupa, tendo várias vantagens em relação ao algodão. Para além de ser uma das plantas de crescimento mais rápido (depois de colhida, a cana de bambu atinge a sua altura máxima em cerca de 10 semanas), é capaz de sobreviver tanto em climas frios, como tropicais. De facto, a colheita frequente da cana de bambu parece ser benéfica para a própria planta.

 

As plantações de bambu são uma alternativa sustentável, impedindo a deflorestação. Este material é bastante versátil e pode ser utilizado para diversos fins, desde indústria têxtil, alimentar e até civil. Não necessita de grande manutenção e as plantações são bastante densas - várias plantas numa menor área florestal. A sua eficiência de consumo de água parece ser o dobro das restantes árvores, o que faz com que neecessitem de uma menor irrigação.

 

Tal como qualquer tecido à base de celulose, as fibras de bambu são completamente biodregradáveis, através da acção de microorganismo do solo e da luz solar.

 

Aparentemente, contêm uma substância antimicrobiana natural, o bamboo-kun, que o torna mais resistente a pragas e infecções, o que diminui o uso de pesticidas e fungicidas nas plantações. Alguns estudos chegaram mesmo a afirmar que os tecidos à base de bambu mantinham esta propriedade antibacteriana. Contudo, outros estudos refutaram dizendo que, com o processamento da matéria prima, esta substância permanecia apenas em quantidades mínimas nos tecidos.

 

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Tenho estado a experimentar este paninho. À primeira vista, parece mais frágil e fino. Mas já lhe dei muito uso e mantém-se impecável. Laveio-o várias vezes com detergente e deixei a secar ao sol e ficou como novo. Outra coisa que tenho reparado, seca bastante rápido! Basta pousá-lo na torneira e, pouco tempo depois, está seco. Isto não acontece com os panos de microfibras sintéticas ou de algodão. Menos humidade = menos bactérias. Talvez consiga mantê-lo em condições durante mais tempo, o que acaba por compensar em termos monetários.

E, claro, mantém-se a especulação: será que ainda tem algum bamboo-kun?

 

Pelo menos já os posso deitar fora sem peso na consciência.

03
Jul17

Plastic Free July

JR

O Plastic Free July é um movimento de origem australiana. Todos os anos, em Julho, são-nos propostas várias alternativas ao uso do plástico. O objectivo é que, durante o tempo que quisermos, tentemos ao máximo reduzir o plástico nas nossas vidas - principalmente aquele de uso único, como copos de café, palhinhas, papel aderente...etc etc. Se pensarmos um bocadinho, lembramo-nos de imensos objectos de plástico que usamos no dia-a-dia. Usamos apenas uma vez e deitamos fora. Minutinhos da nossa vida que vão ficar eternamente no meio ambiente...triste.

 

Os plásticos apareceram no século XX e, na altura, foi uma descoberta bastante importante! Permitiu a redução da utilização de produtos de origem animal (como chifres e carapaça de tartaruga). Com o passar do tempo, o seu uso tornou-se desregulado. Hoje em dia, a grande maioria dos objectos de utilização única são de plástico, o que é irónico. Claro que a reciclagem é importante e deve ser incentivada, mas está longe de ser a solução para este problema.

 

Para além do hipotético efeito negativo na saúde, pela passagem de aditivos, como BPAFtalatos, para os alimentos que vão ser consumidos, o meio ambiente é a principal vítima. Os oceanos estão cheios de detritos - 80% com origem em terra. Animais marinhos morrem pela sua ingestão ou por ficarem presos neles (funcionam como armadilhas).

 

Se cada pessoa, individualmente, reduzir o seu consumo de plástico o impacto, a nível global, será enorme! Não sou apologista de extremismos e não acho que seja fácil fazer uma redução abrupta. Eu mesma estou a sentir bastante dificuldade. O plástico é ubiquitário. Muitas mentes têm de mudar para que, a nível comercial, nos sejam dadas outras opções. Mas, lá está, tudo começa pelo princípio.

 

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Em Portugal, esta iniciativa está a ser bastante divulgada pela equipa do Maria Granel, uma loja de venda de produtos a granel. Ao longo do próximo mês, vão pôr na sua página de Facebook várias dicas e sugestões para reduzirmos a nossa pegada ecológica. Visitem, também, o site original deste movimento.

 

Mudar exige iniciativa e força de vontade.

Fechar os olhos é mais fácil? É. Mas é muito menos corajoso.

 

 

Julho sem plástico começa...

...AGORA!

 

 

(e pode ser Agosto, Setembro, Outubro (...) 2018, 2019 (...) para sempre)

 

 

Ah...e hoje é Dia Internacional Sem Sacos de Plástico! Feliz dia!

28
Jun17

Encontro de primeiro grau...com o champô seco da Lush

JR

O meu cabelo é muito fininho, liso e sem volume. Não consigo ficar muito tempo sem o lavar sem que fique uma completa desgraça.

Há cerca de 1-2 anos, alguém me falou dos champôs secos e decidi experimentar. Desde então que os tenho em casa. Na verdade, encontro várias vantagens. Nos dias em que não lavo o cabelo, uso champô seco e ele fica impecável, sem oleosidade. Também costumo usar, à noite, quando pretendo ter o cabelo mais volumoso no dia seguinte. Funciona mesmo. Acabo por poupar no tempo do duche e na água. Consigo ficar 48h com o cabelo apresentável se usar este tipo de champô.

 

Nesta minha saga ecológica e ambiental, andei à procura de novas marcas. A Lush foi-me recomendada pela minha cunhada.

A marca tem um conceito muito interessante, que acabei por descobrir num pequeno livro que me foi disponibilizado na loja.

 

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  Em primeiro lugar, explica-nos o que são os conservantes cosméticos e a história da sua evolução. Estes, geralmente químicos, são utilizados para garantir que os produtos não são contaminados e destruídos por bactérias e fungos.

 

Dentro dos conservantes químicos, os parabenos revolucionaram a indústria cosmética. Desde então, os produtos podem ser armazenados e utilizados em segurança durante anos. Por um lado, é vantajoso, uma vez que reduz o desperdício mas, por outro, as marcas deixaram de fazer os produtos "frescos".

 

Na Lush, eles pretendem utilizar, o mais possível, conservantes naturais (caulim, glicerina, sal marinho, mel...) que são melhores para o meio ambiente. Por outro lado, têm desenvolvido cosméticos com menor quantidade relativa de água (sólidos e em pó), que são menos propícios ao crescimento microbiano e, portanto, necessitam de menor quantidade de conservantes. Os produtos acabam por se auto-conservar. Assim, 65% dos produtos da marca Lush não utilizam conservantes químicos.

 

Quanto aos famosos parabenos, em 2004 surgiu um estudo que relacionava este químico com o desenvolvimento de tumores mamários. Contudo, desde então, os parabenos têm sido estudados de forma exaustiva, não se tendo encontrado evidência conclusiva do seu envolvimento na carcinogénese. Por isso, de todos os conservantes químicos, são considerados os mais seguros. A principal desvantagem é a contaminação ambiental (bioacumulação química).

 

O livro descreve, depois, os vários tipos de conservantes naturais utilizados, as suas características e  vantagens. A certo ponto, descreve, também, uma salina portuguesa de Castro Marim. Enfim, é uma leitura interessante.

 

Quanto ao champô em si...a embalagem é grande e tem, no interior, um pó de cheiro discreto mas agradável. Custa à volta de 10 euros e dura imenso tempo. Não deixa o cabelo branco. A embalagem pode ser reciclada, basta entregá-la na loja quando estiver vazia!

 

 

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Entretanto, trouxe para casa uma pequena amostra do desodorizante em pó que eles têm. Fiquei curiosa. Alguém conhece?

 

 

 

 

 

 

 

 

PS - post não patrocinado.

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