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The Middle Way

Blog humanitário e reivindicativo da liberdade e felicidade de todos, até do próprio planeta.

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05
Dez17

Plasticina de Maizena e outras ideias giras para os miúdos

JR

Dias de ida ao hospital são sempre mais atribulados. Por isso, hoje, tivemos de adiar a atividade do nosso calendário do Advento. Desta forma, amanhã vamos cumprir não uma, mas duas actividades! 

 

Tem sido uma experiência maravilhosa! Por um lado, quero que a bebé comece a ver toda esta azáfama boa como rotina de Natal. Quanto a mim, tenho descoberto alguns dotes escondidos e, confesso, tem-me dado prazer criar coisas de raíz, com as minhas próprias mãos. Acima de tudo, temo-nos divertido imenso!

 

Há uns dias atrás fizemos neve de moldar (uma espécie de plasticina). Faz-se, literalmente, em menos de 5 minutos com ingredientes que quase toda a gente tem em casa (ou fáceis de adquirir).

 

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Como fazer?

 

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- Basta misturar partes iguais de amido de mido (farinha Maizena) e loção corporal! Done! Para ficar a parecer neve, convém usar um creme de corpo de cor branca. Nós juntamos, ainda, uns brilhantes comestíveis que eu tinha cá em casa e umas gotinhas de óleo essencial de pinho para lhe dar um toque mais florestal. 

Quando se começa a misturar os ingredientes com a mão, o preparado é, inicialmente, um pouco pegajoso, colando-se aos dedos. Mas, quando bem misturado, parece plasticina! 

Tanto dá para esfarelar como moldar! - Tal e qual a neve! (principalmente após guardar a plasticina no frigorífico umas horas...)

Tem, ainda, a vantagem de deixar as mãos extremamente hidratadas. 

 

Para acompanhar esta tarefa, fizemos uns chips de couve Kale. Crocantes! 

 

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Basta ripar as folhas da couve e dispô-las num tabuleiro, regar com azeite e temperar com sal e pimenta. Vão ao forno pré-aquecido a 150ºC durante uns 5 minutos. 

Fácil. Muito Fácil!

 

Por fim, a manhã de ontem foi passada na apanha da pinha! 

Exactamente...o objectivo era ir apanhar pinhas, folhas, ramos...enfim, o que nos chamasse à atenção, para, depois, decorarmos a nossa casa de forma natural e sem desperdício. Fomos, alegremente, brindadas com um dia lindo de sol.

Eis o resultado...

 

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E por aí? O que andam a fazer com as vossas crianças? (Ou com as crianças que há em vocês...?) 

02
Dez17

Os dois primeiros dias do Advento

JR

Num dos últimos posts partilhei algumas ideias para um Natal mais sustentável. Ideias que me foram surgindo, a mim mesma, quando pensei sobre o assunto. Uma delas era sobre um calendário do Advento com actividades familiares em vez de chocolates ou prendinhas. Isto, no último ano, tornou-se extremamente importante para mim, com o nascimento da nossa pequenina. Estarmos todos juntos.

 

E, portanto, Dezembro já começou! Infelizmente, a montagem da árvore de Natal teve de ser adiada uma vez que o papá tem estado fora. De qualquer forma, eu e a bebé temos cumprido o ritual e as tarefas!

 

No primeiro dia, tínhamos de criar um presépio com materiais que tivessemos cá por casa. Depois de retirar algumas ideias online metemos mãos à obra! Utilizamos rolhas de cortiça, restos de tecido, botões velhos, um colar de madeira estragado, um pauzinho de madeira que apanhamos no parque e um pedaço de algodão que ainda tinha perdido cá por casa. A base do presépio é uma base de copos (que depois vai voltar para a sua função original). A pequena H. adorou espalhar tudo pelo chão! 

E é com orgulho que vos apresento...

 

...o nosso presépio!

 

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No segundo dia tinhamos como tarefa montar a prenda da Salsa, a nossa chihuahua. Todos os anos ofereço uma nova caminha à Salsinha. Isto porque ela acha que a cama é um óptimo objecto para roer ou para "escavar". Ano após ano, temos sempre uma cama em ruínas. Este não foi excepção. Mas, em vez de comprar uma cama igual a todas as outras, decidi comprar um cesto de verga resistente, uma boa mantinha e, depois, utilizar uma almofada velha que aqui tenho e uma fronha tingida. O resultado, esteticamente, foi muuuuito melhor que qualquer uma das caminhas que lhe tenho comprado até agora. E ela adorou!

No futuro, é só ir mudando as almofadas por almofadas nossas que vão ficando velhas. Acredito que o cesto de verga se vá aguentar! É, também, muito mais fácil de limpar.

 

E a Salsa ficou feliz!

 

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E, para aquecer as noites que vão ficando gélidas, tenho feito um latte de camomila e alfazema. Delicioso!

 

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Num fervedor, deita-se a quantidade de leite pretendida (leite de vaca ou vegetal) e um bocado de camomila seca e alfazema (a gosto). Deixa-se aquecer bem, mas sem deixar ferver.

Coa-se o preparado para uma caneca e podem adoçar com uma colher de mel. 

 

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Que venham os próximos dias e as próximas actividades!

I am ready!

 

 

28
Nov17

Bolachas, chuva e alfazema

JR

Finalmente começou a chover.

Confesso que já sentia falta destes dias que se derramam em casa, entre sofá e cama. Mantas quentinhas, gorros e meias tricotadas. Contudo, este ano, estas preguiças são mais agitadas. Só consigo descansar enquanto a bebé dorme. E, mesmo assim, geralmente aproveito esses minutos para ir adiantado qualquer coisinha.

 

A pequenina costuma comer umas bolachinhas ao lanche e, sempre que possível, tento ser eu a fazer essas bolachas. Gosto, também, de experimentar sabores menos usuais, para aumentar a variedade e lhe aprimorar o paladar. 

 

Decidi experimentar estas bolachinhas de Alfazema! Eleitas as preferidas da bebé!

 

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A receita foi inspirada aqui. Mas eu aumentei-lhe o aroma a alfazema. Tornei-as mais intensas. Portanto, se preferirem algo com um sabor mais subtil, aconselho que sigam a receita original.

Mas não deixem de experimentar estas.

Já podem encontrar alfazema a granel (se não tiverem no vosso próprio jardim...). Claro que ainda me sobrou imensa...vou ter de descobrir mais algumas formas de a utilizar!

 

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Ingredientes:

- 130g de manteiga

- 2 ovos

- 120g de açucar amarelo

- raspa de 1 limão

- 270g de farinha com fermento

- 1 + 1/2 colher de chá de alfazema pulverizada

-  2 colheres de chá de alfazema flor

 

Pré-aquecer o forno a 180ºC.

Num robot de cozinha (ou triturador ou varinha mágica) pulverizei o açucar, a raspa de limão e 1 colher e meia (1 + 1/2) de alfazema, de modo a conseguir um preparado quase em pó e obter um sabor mais acentuado.

Numa taça grande, juntei a manteiga amolecida, os ovos e o preparado em pó obtido anteriormente (raspa de limão + açucar + alfazema) e misturei bem. De seguida, adicionei 2 colheres de alfazema em flor e envolvi na massa. Posteriormente, fui acrescentando a farinha, aos poucos, batendo sempre.

Coloquei uma folha de papel vegetal num tabuleiro de ir ao forno e moldei as bolachinhas em pequenas bolas achatadas. Coloquei-as com algum espaço de intervalo entre elas.  Deixei cozer, no forno, durante 10-15 minutos. 

Done!

 

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São óptimas para um lanche aconchegante. Mas acredito que sejam eficazes no ritual do sono, uns minutos antes de dormir. 

 

Receitas interessantes com alfazema por esses lados?

23
Nov17

9 ideias para um Natal mais sustentável

JR

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Nos últimos anos, os Natais passaram a correr. Não conseguia ir muito tempo a casa pois, nesta altura, costumava estar mais sobrecarregada de urgências. As compras de Natal eram feitas no último minuto possível e sem grande propósito. Penso que, por vezes, comprava mais alguns presentinhos para compensar, em parte, a minha ausência. Quase sempre, após a consoada ou no dia seguinte, lá tinha de rumar a Lisboa mais cedo do que aquilo que o meu coração queria partindo, ainda, com as pessoas sentadas à volta da mesa. 

 

Agora, as circunstâncias mudaram e várias coisas deixaram de fazer tanto sentido. Outras, ganharam um sentido redobrado. 

 

A família vem sempre primeiro. 

 

Este Natal, é nisso que me quero focar.

 

Reuni, neste post, alguma ideias que tenho tido para tornar este meu Natal um pouco mais sustentável.

 

1. Dar presentes significativos - isto varia muito de pessoa para pessoa. Para uns pode ser apenas um pequeno cartão ou desenho, para outros um objecto mais valioso (o conceito de valor também é subjectivo). De qualquer forma, se queremos oferecer alguma coisa, que seja algo que a pessoa valorize, utilize e disfrute. Mas, também, que seja um presente que nós próprios valorizamos e que se enquadre naquilo que acreditamos. Para isso, há que perder algum tempo a pensar naquilo que queremos oferecer e fugir, sempre que possível, das compras fúteis e precipitadas de última hora.

 

2. Prolongar o Natal e envolver as crianças no processo - que o Natal não seja apenas a noite de abrir as prendas. Este ano, tendo-me sido dada a possibilidade, quero que a bebé participe comigo e em família no processo de criar o Natal. E, para isso, queremos criar alguns rituais. Aqui em casa, quando o nosso amigo Rato Rudolfo sai da sua toca, o Natal começa a raiar lentamente.

 

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3. Usar um calendário do advento duradouro e com actividades em vez de presentes - Em vez de estar a comprar, anualmente, calendários de papel e plástico, cheios de chocolates (que como até ao fim...), decidi comprar um calendário de madeira que nos dure muitos anos. Em cada dia coloquei uma actividade familiar! Acho que vai ser muito mais divertido para a pequenina (e para nós!) e que nos vai permitir passar mais tempo juntos (ou aproveitar esse tempo melhor).

 

4. Reutilizar os enfeites que já temos ou ir buscar beleza à natureza - costumava comprar enfeites novos todos os anos. Este ano vou apenas utilizar o que já tenho. À medida que os enfeites se forem estragando, vou substituindo por coisas feitas por nós, em conjunto, privilegiando materiais sustentáveis. Também não devemos subestimar a beleza que a Natureza nos pode trazer à casa: nada melhor que um passeio para apanhar pinhas, ramos, folhas...Com crianças é muito mais divertido que uma visita rápida ao centro comercial para comprar umas bolas vermelhas cintilantes.  

 

5. Cozinhar aquilo que se gosta e que, efectivamente, se come - para quê fazer aquela comida que ninguém gosta só porque é tradição? Para quê fazer uma mesa cheia de sobremesas se, depois, metade acaba no lixo? O melhor é tentar conciliar tradição e gosto. Fazer pratos típicos que agradem a toda a gente e nas quantidades necessárias. De preferência, comprando os ingredientes a granel.

 

6. Preferir brinquedos de madeira ou de pano - que são, na verdade, bem mais bonitos e duradouros!

 

7. Oferecer experiências e actividades - concertos? viagens? estadias em hotéis? um sky diving? Há para todos os gostos!

 

8. Iniciar alguém no desperdício zero - podemos sempre oferecer um copo reutilizável ao nosso amigo fanático pela Starbucks, por exemplo.

 

9. Doar aquilo que já não nos faz falta - aquilo que nós temos no fundo de uma gaveta ou nos armários a ocupar espaço pode vir a ser um presente maravilhoso para alguém. Que tal incentivar as crianças a escolher alguns brinquedos antigos para doar a instituições?

 

Quem me ajuda? Mais ideias por esses lados?

 

 

 

16
Nov17

Pequenas ideias para mudar o mundo #6 - my veggie stock!

JR

Mais um pequeno passo no caminho certo.

 

Ando numa de experimentar pratos novos, testar-me na cozinha, experimentar novos sabores. Passo, portanto, algum do meu tempo livre a ler receitas. É muito frequente ver na lista  de ingredientes: caldo de vegetais, caldo de carne, caldo de peixe, caldo de marisco...

 

Até há bem pouco tempo, para mim, na minha preguiça mental culinária (...isto existe?) caldo era sinónimo de pequenos cubinhos da Knorr. Acontece que, no último ano, descobri três paixões novas na minha vida. A primeira, logicamente, o meu anjinho papudo, mais conhecida por bebé H. A segunda, a sustentabilidade no geral. A terceira, a culinária! E quando falo de culinária falo, em grande parte, do Masterchef Australia. Claro que vejo, uma ou outra vez, outros programas que envolvem comida, mas há pouca gente comparável ao Matt, George e Gary.

 

O engraçado é que, em certos momentos, reparo que estas três novas paixões se fundem perfeitamente. A bebé H. motiva-me a cozinhar tudo de raiz, a querer saber de nutrientes, de alimentos, de sabores, de qualidade. A saga contínua de diminuir embalagens e reduzir o desperdício alimentar também dá a sua mãozinha e, por fim, os australianos ensinam muitas técnicas culinárias interessantes.

 

E todas estas paixões se fundem, mesclam, embrenham numa coisa tão simples, mas tão saborosa como...

 

 

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...um caldo de restos de vegetais caseiros!

 

- Como é que isto funciona?

 

Ora bem, todos nós (que cozinhamos), ao preparar vegetais, vamos deixando de parte caules, toros, folhas menos viçosas, ramas e outras extremidades de vários vegetais. Isto, para quem tem uma alimentação equilibrada, acontece todos os santos dias. Verdade?

 

Nas últimas semanas, tenho guardado todos esses legumes desajeitados e enjeitados num saco dentro do congelador. Quando o saco está cheio, retiro-o do congelador e fervo o seu conteúdo numa grande panela, durante um bom bocado até reduzir a àgua e tempero, a gosto. No final, é só coar o caldinho e, aí sim, dizer adeus definitivamente a esses legumes.

 

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O que fica é um delicioso caldo de legumes, aromático e nutritivo. Sem conservantes. Tanto posso usar de imediato como congelar para usar mais tarde. Este tipo de caldo pode ser usado de diversas formas: molhos, risottos, sopas ...

 

Desta forma, usamos os vegetais na sua totalidade. Damos-lhes valor. Rectifico, damo-nos valor. Valorizamos aquilo que comemos. Segundo a União Europeia, 88 milhões de toneladas de comida vão parar a aterros sanitários, anualmente. Este desperdício alimentar não é só um problema ético e económico, é também uma forma de esgotar os recursos limitados do nosso planeta.

E, claro, reduzimos nas embalagens de Knorr. E poupamos dinheiro...

 

Há que ser criativo, também, na alimentação! Há que comprar apenas a quantidade de alimentos que necessitamos (um dos principais benefícios da venda a granel!). Saber a origem dos alimentos e comprar alimentos provenientes de produções sustentáveis é extremamente importante. Estas produções são aquelas que respeitam os solos, que permitem o seu repouso, que apostam na variedade de produtos em vez de apostarem num cultivo excessivo em larga escala de um único alimento. Ao escolhermos um produto estamos a dar força ao seu produtor. A dizer, indirectamente, que é assim que queremos ver o mundo.

Como querem ver o mundo?

 

 

 

 

 

 

 

Nota1: escusado será dizer que o mesmo se pode fazer com restos de carne (ossos), peixe (espinhas) e marisco (conchas, cascas...)!

Nota2: tenho reutilizado o saco de plástico onde ponho os vegetais e vou reutilizá-lo até se estragar. Depois penso numa alternativa...

 

 

 

14
Nov17

Família, sustos e um bolo de toranja.

JR

Estes últimos dias foram uma montanha-russa de sentimentos.

O fim-de-semana foi perfeito. Conseguimos juntar a família toda à volta de uma mesa incrível, com pratos deliciosos. Nos dias de hoje, é difícil reunir as pessoas de quem gostamos. A vida é apressada, as viagens de carro são dolorosas e sonolentas, os horários são incompatíveis e as pessoas estão dispersas.

E assim, num fim-de-semana frio mas solarengo, lá nos juntamos. A bebé brincou com os primos, feliz. Disse, pela primeira vez, avô (para alegria dos sortudos contemplados). Correu e dançou.

 

E foi no rescaldo de tanta alegria, que a segunda-feira chegou com outros propósitos. A pequenina terminou o dia com febre alta. Mantivemos a calma, esperamos para ver a evolução. Não conseguimos perceber bem qual o foco da febre. Foi nesse momento que eu percebi que o fantasma da Fibrose Quística está sempre aqui. Auscultei mais que uma vez, por vezes achava ouvir qualquer coisinha anormal, outras parecia-me tudo limpo. Mas a febre manteve-se até hoje. Travei uma pequena luta interior: levá-la ao hospital significava fazer uma mão cheia de exames invasivos, mas esperar podia significar o arrastar de uma infecção respiratória que podia deixar sequelas. Lá fomos, relutantemente.

Após um longo e penoso dia no hospital, regressamos a casa exaustos. Principalmente a nossa pequenina que, heroicamente, suportou tudo. Felizmente, estamos mais tranquilos. Parece ser apenas uma das viroses habituais nesta altura do ano e que, portanto, há-de passar natural e progressivamente.

É incrível o medo que habita em nós, disfarçado e latente, mas que explode ao mais pequeno estímulo. É algo que se entranha em nós, a par com o amor crescente, no momento em que nos tornamos mães.

 

 

Agora que a calma se instala sento-me, enfim, ao computador.

Aproveito para partilhar um bolo de toranja que experimentei recentemente. É um fruto que raramente compro. Mas, na tentativa de utilizar mais produtos da época e havendo tantas toranjas disponíveis por aí, decidi trazer para casa. Mais uma boa forma de introduzir um extra de vitamina C na dieta.

A receita foi adaptada daqui.

 

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Bolo de toranja e sementes de papoila

 

Ingredientes:

- 200g de farinha

- 2 colheres de chá de fermento

- pitada de sal

- 250g de iogurte grego natural

- 2 colheres de chá de raspa de toranja

- 230g de açúcar

- 3 ovos

- 1/2 colher de chá de essência de baunilha

- 200g de azeite 

- 1 colher de sopa de sementes de papoila

 

Para a cobertura:

- sumo de 2 toranjas

- 1 colher de sopa de açúcar

 

Para decorar:

- rodelas finas de toranja

- rodelas de laranja desidratada

 

Pré-aquecer o forno a 180ºC. Untar uma forma de bolo inglês.

Misturar a farinha, o fermento e o sal numa taça grande. Numa taça média, juntar o iogurte, o açúcar, os ovos, a raspa de toranja e a essência de baunilha e misturar bem. Aos poucos, juntar os ingredientes secos à massa já formada. Incorporar, depois, o azeite e bater até criar uma mistura homogénea. Por fim, adicionar as sementes de papoila, mexendo até ficarem distribuídas por todo o preparado.

Verter a massa na forma escolhida e decorar com as rodelas de toranja (as minhas rodelas foram parcialmente engolidas pelo próprio bolo!). Deixar cozer durante cerca de 50 minutos, ou até passar no teste do palito.

Depois de cozido na perfeição, remover e deixar arrefecer antes de desenformar. Neste momento, preparar a calda juntando, numa panela pequena, o sumo de toranja e a colher de açúcar. Deixar levantar fervura, em lume médio, mexendo sempre. Remover quando o açúcar estiver totalmente dissolvido. Verter sobre o bolo enquanto este ainda estiver morno (absorve melhor a calda).

Eu decorei, também, com laranja desidratada que tinha comprado a granel e reservei alguma calda para os mais gulosos (eu) acrescentarem na altura de comer.

 

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 Este bolo não é tão doce quanto os típicos bolos de laranja. A toranja confere-lhe um toquezinho amargo que eu, pessoalmente, adoro. Mas, se preferirem, basta substituir a toranja pela laranja na receita e o resultado deve ser, igualmente, maravilhoso.

 

Quem mais usa toranja na cozinha? Que receitas têm para partilhar?

 

08
Nov17

Halloween e as crianças: qual o limite?

JR

Há poucos dias atrás, deparei-me com uma fotografia colocada no Facebook por uma mãe exibindo, orgulhosa, os disfarces de Halloween dos seus três filhos - estimo as idades em 1 ano, 5 anos, 8 anos. Fiquei, completamente, incomodada. Ora bem, estas crianças estavam vestidas de qualquer coisa parecida com bonecos assassinos, com feridas faciais desenhadas e t-shirts cobertas em sangue artificial. Incluíndo o bebé. Tal foi o esmero que pareciam ter saído de um filme gore.

 

A minha primeira reacção foi a de um espanto assombroso. Como é que uma mãe, mesmo que na brincadeira, veste os filhos desta maneira? De que forma, mascarar os filhos de crianças zombie mutiladas, pode ser divertido? Como é que ver os filhos assim não causa incómodo, mas sim júbilo?

Logo de seguida, pensei nas crianças. Como é que se explica este disfarce? Como é que se banaliza a violência, a mutilação em tão tenra idade? Deveremos querer que as nossas crianças vejam os irmãos cobertos de sangue hipotético e achem giro, só porque é Halloween? E mesmo que, dentro da família tal não seja problemático, qual será a reacção dos colegas da escola mais sensíveis? Na verdade, deparei-me recentemente com um artigo que dizia que, segundo um estudo promovido pelo Child Study Center da Universidade Virgina Tech, 1 em cada 100 crianças tem medo do Halloween, resultando em desvios comportamentais que necessitam de psicoterapia durante vários anos. Se os filmes de terror, que também não são realidade, estão desaconselhados antes dos 16 anos, como é que tudo isto pode ser aceitável?

 

As origens do Halloween são já muito remotas. Há cerca de 2000 anos atrás, os Celtas celebravam, a 1 de Novembro, o Samhain, um festival que celebrava o fim do Verão e das colheitas e o início do Inverno que, na altura, correspondia a uma época escura e de doença. Eles acreditavam que, na noite de 31 de Outubro, os fantasmas dos mortos conseguiam regressar à Terra. Como tal, colocavam comida e outras oferendas à porta das suas casas, na tentativa de os manter felizes e afastados do interior das mesmas. Se, por alguma razão, algum dos vivos tivesse de sair à rua, usava uma máscara para que pudesse passar despercebido entre os fantasmas. Muito anos mais tarde, com a influência do Cristianismo, o dia passou a ser chamado de Dia de Todos os Santos, um dia para honrar os mortos. Efectivamente, nessa altura, os pobres iam, de porta em porta, pedir pão em troca de orações pelos antepassados das famílias.

 

Contudo, nos EUA é que o Halloween se tornou popular, muito pela influência dos imigrantes irlandeses que, no séc. XIX, chegaram à América. Aí, crianças e adultos, mascaram-se e vão, de porta em porta, pedir os famosos doces (ou travessuras). É, actualmente, um festival muito virado para as crianças, com o intuito de juntar a comunidade em celebração dos seus antepassados, jogos e brincadeiras. Houve, mesmo, um esforço conjunto de banir o grotesco e o assustador desta celebração.

 

Nos dias que correm, em que a violência real parece estar cada vez mais presente, é este tipo de infância e brincadeiras que queremos dar aos nossos filhos?

 

 

06
Nov17

Pequenas ideias para mudar o mundo #5 - pratos e panelas

JR

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Já não é a primeira vez que falo num detergente caseiro feito à base de sabão de castela. Este fim-de-semana tive de reabastecer o nosso stock, pelo que aproveito para partilhar a receita com vocês.

 

Já há algum tempo que não compro detergente da loiça. Tenho lavado os pratos com este detergente que eu própria faço - em 5 minutos!

Uma vez que é feito com sabão de castela, tenho a certeza que não estou a utilizar nenhum ingrediente nocivo para o meio ambiente. Utilizo os óleos essenciais que quiser para lhe dar o aroma perfeito! As únicas embalagens de plástico (reciclado) que utilizo são as do sabão de castela do Dr. Bronner´s - cada embalagem dura-me imenso tempo (e também as utilizo para fazer o detergente para o chão...!).

 

Este detergente, sendo uma versão diluída, faz menos espuma que os detergentes de compra. Considero que, a diluição que eu uso, funciona perfeitamente para nós. Basta pôr um bocado do detergente na esponja da loiça e lavar logo, sem passar a esponja previamente por água. De qualquer forma, podem utilizar o sabão de castela puro, sem adicionar água (aí terão muuuuita espuma), mas penso que será um desperdício de recursos e dinheiro. 

Não tenho problemas a desengordurar a loiça. Pratos e embalagens de silicone e de plástico podem necessitar de mais do que uma passagem de detergente, mas isso já me acontecia com os detergentes de compra também. O meu truque para loiça mais difícil de desengordurar já é antigo. Aprendi-o nos tempos da faculdade com um rapaz meio italiano: colocar o detergente directamente na mão e lavar assim, sem esponja! Fica perfeito em apenas uma lavagem! 

 

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Ingredientes:

- 200mL de sabão de castela líquido - utilizei o da Dr.Bronners, sem cheiro (comprei aqui);

- 650mL de água;

- 5 gotas de óleo essencial de tea tree - devido às suas aparentes propriedades antibacterianas;

- 10 gotas de óleo essencial de laranja - porque cheira muito bem.

 

Juntei, numa garrafa antiga de água do Luso, todos os ingredientes e abanei bem! Feito!;) 

Depois foi só encher o dispensador mais pequeno que tenho junto ao lava-loiça.

 

Experimentem! Depois digam-me como correu 

26
Out17

Bolachas com sabor a Japão

JR

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Tenho um fascínio por tudo que é japonês. Uma admiração que vai da literatura à culinária (sou fã irremediável de Murakami...). Gosto tanto que, a nossa lua-de-mel, foi passada no Japão. É incrível como em Tóquio, uma cidade com uma enormíssima densidade populacional, o caos não se sente e não se instala nas ruas - tirando, claro está, o metro em hora de ponta - mas, à superfície, tudo é calmo, pacífico, ordenado. Existe um respeito palpável pelos outros. Uma fusão harmoniosa entre o tradicional e o moderno. 

 

Quanto à gastronomia...sou um pouco viciada em sushi. Adoro gelado de chá verde e sésamo preto. Matcha, matcha, matcha.

O que é o matcha? 

Bom, é uma mistura de chá verde em pó ou moída. Chá de elevada qualidade! 

Antes da colheita das folhas de chá, as plantas são cobertas para que não sofram uma incidência solar directa. Tal facto vai levar a um aumento dos seu níveis de clorofila (as folhas são de um verde mais escuro e intenso) e a uma maior produção de aminoácidos (proteína). As folhas de maior qualidade são, posteriormente, colhidas à mão.

O acto de beber chá, no Japão, é tão sagrado que existem, inclusivamente, escolas de cerimónia do chá!

O sabor é característico: forte, profundo, intenso com um final amargo na língua.

É, também, considerado um dos maiores antioxidantes existentes no mundo!

 

 

Matcha Cookies com sementes de sésamo (as minhas favoritas do momento):

 

Ingredientes:

- 120g de manteiga derretida

- 200g de açúcar moreno

- 150g de farinha de trigo fina

- 2 ovos

- 1 ou 2 colheres de sopa de matcha (dependendo da intensidade que pretendem)

- 1 colher de chá de fermento

- pitada de sal

- sementes de sésamo brancas 

 

Pré-aqueçam o forno a 180ºC.

Numa taça grande, batam a manteiga e o açúcar até obterem um creme arejado. Um a um, incorporem suavemente os ovos. Numa taça à parte, misturem todos os ingredientes secos até ficarem distribuídos de forma homogénea. Depois, juntem os ingredientes secos à massa preparada anteriormente, pouco a pouco, misturando bem. No final, devem obter uma massa de uma cor verde forte!

Untem as mãos com um pouco de manteiga e moldem a massa em pequenas bolinhas, do tamanho de bolas de ping pong. Numa folha de papel vegetal ou numa película anti-aderente para bolos, coloquem as bolinhas verdes (espaçadas, para que possam crescer) e polvilhem-nas com as sementes de sésamo.

Levem ao forno durante 10-15 minutos ou até as suas bases começaram a ficar levemente douradas. Retirem e deixem arrefecer para que o exterior se torne crocante.

Enjoy! 

 

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Arigato! 

 

 

 

 

 

 

 

24
Out17

O meu pai

JR

Os fins-de-semana começavam lentos, nessa altura. Sorrateiramente, eu e a minha irmã mais velha, acabavamos por invadir a cama dos meus pais. Primeiro, saía a minha mãe e, depois o meu pai, vencidos pelo nosso arrastão. Ligavamos a televisão, um quadrado pequenino escondido dentro do roupeiro das toalhas, e ficavamos na preguiça a seguir os desenhos animados. O pequeno-almoço chegava-nos, às vezes, à cama. Comiamos, sem pressas. Mais tarde, de televisão já desligada e ainda de portadas fechadas, eu e a minha irmã por lá ficavamos a brincar.

Subitamente, a luz que se apaga! Um silêncio perturbador apenas cortado pelos nossos gritinhos nervosos. Gritos expectantes de quem já conhece a brincadeira de cor e sabe o seu desfecho. Calamo-nos e abraçamo-nos com medo divertido. Um crepitar ao fundo do quarto, uma espécie de brisa ao fundo da cama. Uma sombra aqui ao lado, será?

-"MÃÃÃEEE, O PAI VAI FAZER...".

-...UM ATAQUE DE CÓCEGAS! - e lá salta o meu pai de surpresa!

Rimos, rimos, rimos.

A minha mãe entra também, para nos salvar daquele ataque-brincadeira. 

 

 

 

O meu pai foi um pai-brincadeiras. Sempre atento às suas meninas. Protegendo-nos, mas dando-nos asas. Cultivando o nosso gosto por livros e histórias. Um fiel impulsionador da minha escrita. Comedidamente exigente, tornou-nos fortes e lutadoras. Visionárias e sem medo do mundo. Com vontade de ir pelo mundo.

 

Pai teimoso. Humilde. Impulsivo. Humano. Estudante eterno e coleccionador de livros. O melhor conselheiro de desgostos amorosos que, a pedido da mãe, lá subia os degraus até aos nossos quartos-torre e nos consolava as lágrimas fazendo-nos ver, sempre, que tinhamos valor. 

 

Este meu pai, agora avô-brincadeiras, faz hoje anos! 

Estas palavras-homenagem são tuas! Parabéns, PAI! 

 

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- AO ATAQUE MEUS PIRATAS!!

 

 

 

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