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The Middle Way

Blog humanitário e reivindicativo da liberdade e felicidade de todos, até do próprio planeta.

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28
Jun17

Encontro de primeiro grau...com o champô seco da Lush

JR

O meu cabelo é muito fininho, liso e sem volume. Não consigo ficar muito tempo sem o lavar sem que fique uma completa desgraça.

Há cerca de 1-2 anos, alguém me falou dos champôs secos e decidi experimentar. Desde então que os tenho em casa. Na verdade, encontro várias vantagens. Nos dias em que não lavo o cabelo, uso champô seco e ele fica impecável, sem oleosidade. Também costumo usar, à noite, quando pretendo ter o cabelo mais volumoso no dia seguinte. Funciona mesmo. Acabo por poupar no tempo do duche e na água. Consigo ficar 48h com o cabelo apresentável se usar este tipo de champô.

 

Nesta minha saga ecológica e ambiental, andei à procura de novas marcas. A Lush foi-me recomendada pela minha cunhada.

A marca tem um conceito muito interessante, que acabei por descobrir num pequeno livro que me foi disponibilizado na loja.

 

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  Em primeiro lugar, explica-nos o que são os conservantes cosméticos e a história da sua evolução. Estes, geralmente químicos, são utilizados para garantir que os produtos não são contaminados e destruídos por bactérias e fungos.

 

Dentro dos conservantes químicos, os parabenos revolucionaram a indústria cosmética. Desde então, os produtos podem ser armazenados e utilizados em segurança durante anos. Por um lado, é vantajoso, uma vez que reduz o desperdício mas, por outro, as marcas deixaram de fazer os produtos "frescos".

 

Na Lush, eles pretendem utilizar, o mais possível, conservantes naturais (caulim, glicerina, sal marinho, mel...) que são melhores para o meio ambiente. Por outro lado, têm desenvolvido cosméticos com menor quantidade relativa de água (sólidos e em pó), que são menos propícios ao crescimento microbiano e, portanto, necessitam de menor quantidade de conservantes. Os produtos acabam por se auto-conservar. Assim, 65% dos produtos da marca Lush não utilizam conservantes químicos.

 

Quanto aos famosos parabenos, em 2004 surgiu um estudo que relacionava este químico com o desenvolvimento de tumores mamários. Contudo, desde então, os parabenos têm sido estudados de forma exaustiva, não se tendo encontrado evidência conclusiva do seu envolvimento na carcinogénese. Por isso, de todos os conservantes químicos, são considerados os mais seguros. A principal desvantagem é a contaminação ambiental (bioacumulação química).

 

O livro descreve, depois, os vários tipos de conservantes naturais utilizados, as suas características e  vantagens. A certo ponto, descreve, também, uma salina portuguesa de Castro Marim. Enfim, é uma leitura interessante.

 

Quanto ao champô em si...a embalagem é grande e tem, no interior, um pó de cheiro discreto mas agradável. Custa à volta de 10 euros e dura imenso tempo. Não deixa o cabelo branco. A embalagem pode ser reciclada, basta entregá-la na loja quando estiver vazia!

 

 

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Entretanto, trouxe para casa uma pequena amostra do desodorizante em pó que eles têm. Fiquei curiosa. Alguém conhece?

 

 

 

 

 

 

 

 

PS - post não patrocinado.

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26
Jun17

O exército de terracota - visitas inesperadas em família...

JR

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...quando os planos saem furados.

 

O plano original era outro, completamente diferente. Saímos por volta das 10 da manhã em direcção a Montemor-o-novo. Já estava nublado mas, quando chegamos ao nosso destino, já chovia e levantava-se um vento frio. Era suposto almoçarmos e, depois, passarmos uma amena tarde no Monte Selvagem, uma reserva animal perto de Montemor. Claro que tiramos o nosso cavalinho da chuva (quase literalmente). Almoçamos e regressamos a Lisboa.

 

Mas apetecia-nos pouco passar a tarde em casa. Os fins-de-semana com a família toda junta não abundam e queríamos aproveitar para fazer alguma coisa diferente, em conjunto. Decidimos, portanto, conduzir pela marginal na expectativa que nos surgisse uma ideia maravilhosa. Ao passar pela Cordoaria Nacional, demos de caras com a exposição do Exército de Terracota de Xi´an. Fantástico! Era mesmo isso: plano ideal para dias de chuva.

 

E lá fomos nós. A bebé foi no seu carrinho e confesso que ainda a tentei adormecer (estava na hora da sua sestinha e ela estava com aqueles olhos de sono gigantesco...). Mas nada feito. Ela já adora ver tudo o que está à sua volta. Claro que apenas consegui fazer uma leitura rápida da contextualização histórica da exposição e, logicamente, não conseguimos ficar mais de 30 segundos na sala do documentário - alguém, de chupeta, decidiu começar a conversar. Não sei quem...juro...

 

Mas gostei muito! Na impossibilidade de ir, num futuro próximo, a Xi´an, esta foi uma boa alternativa. A exposição apresenta réplicas, à escala, da obra original.

Este exército, com mais de 8000 figuras já desenterradas, foi descoberto em 1974 por agricultores chineses que escavavam um poço de água. As posteriores escavações arqueológicas trouxeram para a luz do dia o famoso exército de terracota do mausoléu do primeiro Imperador da China, Qin Shi Huang. Este exército tinha o propósito de proteger o Imperador na sua afterlife - não sei o que ele esperava encontrar lá, mas que se preparou bem, preparou!

 

 

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Os bilhetes para adultos custam 11€ e as crianças até aos 11 anos pagam 8€. A exposição, situada na Cordoaria Nacional, teve início a 10 de Junho e está disponível até 30 de Setembro.

Horário: Seg. a Sex. das 10h às 18h.

              Fins-de-semana e feriados das 10h às 20h.

 

 

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Um programa para pequenos, muito pequenos e graúdos.

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24
Jun17

Arigato, América!

JR

Eram 6:50 quando a pequena bebé começou a choramingar no quarto ao lado. Resisti, esperei uns minutos, mas não sabia bem que horas eram e ela não parava de palrar. "Bom, já deve estar na hora de levantar" - pensei, sem compreender o peso desmedido que o meu corpo tinha. Quando cheguei ao quarto, ela continuava deitadinha, a dar voltas na tentativa de adormecer novamente. Descobri a chupeta perdida nos lençóis, dei-lha e ela sossegou de imediato.

Cheguei ao meu quarto, atirei-me para a cama e suspirei de alívio por ter mais uns minutinhos para descansar. Ok, posição confortável. Ajeito a cabeça na almofada. Estico a perna. Afinal é melhor de costas. Não, não...de lado é que estou bem... Não consigo dormir!!!!

Levanto-me resignada e vou ver as horas.

 

Ao aperceber-me da quantidade de tempo disponível que ainda tinha em mãos (uma raridade) decidi procurar uma receita de panquecas americanas para surpreender o maridão e a bebé ao pequeno-almoço. Aguentei a fome e fui para a cozinha.

Tirei a receita daqui. Substituí a manteiga por óleo de côco (que lhes deu um aroma óptimo) e reguei com mel em vez de mapel syrup. Usei, pela primeira vez, a espátula que comprei no continente que tem a conversão de cups para tbsp e mL, que dá um jeitão.

Até a bebé teve direito a provar e aprovar!

 

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E, à tarde, lá fomos à festa do Japão! Que emoção!!

Confesso que tenho uma atracção desmedida por este país (comprovada pela minha quase obsessão por Murakami). Mas, admito, o Japão é melhor no Japão. A feirinha estava engraçada, com muita gente simpática e divertida. Mas, no momento que lá estive, estava pouco dinamizada. Consegui ver uma aula de sumo, uns bonsais, poucas geishas e muito pop japonês.

 

 

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Mas o melhor mesmo, foi ver a alegria e emoção da pequenina ao conhecer o Gil.  Valeu a pena por isso.

 

 

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22
Jun17

Guerra declarada às bactérias #1 - um estendal fofinho

JR

As bactérias são omnipresentes. E há de tudo um pouco. Bactérias boas. Bactérias más. Bactérias mais ou menos. Bactérias circunstancialmente más...

 

Sempre contactei, de forma próxima, com estes seres. Muitos dos casos cirúrgicos estão, de alguma forma, relacionados com infecções. A hipótese de infecção paira sempre, que nem nuvem negra, na cabeça de qualquer cirurgião. Portanto, eu e as bactérias somos velhas conhecidas. E é exactamente por isso que as respeito.

Mas nunca fui nenhuma maníaca das limpezas, nem especialmente preocupada com essas questões fora do hospital.

 

A partir do momento que fui mãe de uma menina com Fibrose Quística (FQ), parece que as consigo ver, macroscopicamente, à minha frente. Em todas as superfícies. Parece que, tal como o tempo passa, também consigo sentir o crescimento das suas colónias e o movimento delas nas minhas mãos. Irracional, claro. O que acontece é que, perto do momento em que o diagnóstico é feito, surge esta obsessão por tentar exterminar os bichos. Passamos por uma fase inicial de exagero absoluto e descontrolado até que, lentamente, chegamos a um patamar lógico, equilibrado e sem histerismos. Mas nunca, nunca, regressamos ao estado despreocupado de antigamente. E é assim mesmo que tem de ser.

 

Entretanto, esbarrei num artigo online acerca das bactérias em peluches. Tem toda a lógica que estes brinquedos estejam cheios delas: porosos, quentinhos, cheios de baba de criança, pêlos de animais, terra e...sabe-se lá o quê mais. A verdadeira curiosidade é que uma criança de 12 anos levou a cabo um estudo simples: fez cultura de amostras de peluches lavados e não lavados e comparou os resultados. Chegou à conclusão que, uma simples lavagem na máquina, seguida de um ciclo de secagem, foi suficiente para reduzir, significativamente, o número de bactérias, fazendo com que os peluches fossem considerados "esterilizados".

Este estudo foi publicado no Journal of Pediatric Orthopedics com o título "Stuffed Animals in the Operating Room: A Reservoir of Bacteria With a Simple Solution".

 

 

Aproveitando este calor e bom tempo, decidi lavar todos os peluches da bebé.

Ciclo curto de lavagem, a 30ºC, centrifugação mínima. Juntei uma tampinha do desinfectante de roupa da Sanytol ao amaciador e estendi tudo ao sol.

 

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Se isto vai ter alguma influência de relevo? Não sei.

Mas sossega a mente.

 

Aceito sugestões de limpeza e desinfecção de roupa, peluches e brinquedos. Não conheço muitos produtos.

 

 

 

PS - post não patrocinado.

 

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21
Jun17

Namastê, little baby.

JR

Hoje é dia mundial do Yoga!

 

Gosto IMENSO, apesar de já não praticar há algum tempo e de nunca ter praticado de forma séria ou regular. Tinha a espantosa capacidade de me deixar calma e motivada, mesmo naquela fase do meu internato cirúrgico em que a falta de confiança e o stress me deitaram um pouco abaixo. Fazia-me bem.

Agora, se me pusesse naquelas posições o mais provável era já não me conseguir levantar.

 

Em forma de homenagem, estamos a formar uma pequena profissional da coisa aqui em casa.

 

 

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Baby Nazaré, no seu downward-facing dog (Adho Mukha Svanasana) - assim até parece que percebo alguma coisa.

 

E, como a aprendizagem parte muito do exemplo, vamos ver se me activo e volto a praticar outra vez. Agora com ela. Mãe e filha. Tão bom.

 

Feliz últimos minutos do dia e muito Yoga nas vossas vidas!

 

 

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20
Jun17

Deitei fora o salmão fumado!

JR

- Já repararam que a maioria do salmão que nos é vendido é de aquacultura? Terá isto alguma consequência? O que é que andamos a comer, afinal?

 

Em criança não gostava de peixe. Na verdade, não gostava de comer aquilo que era considerado saudável. Era uma criança normal, portanto. Mas isso mudou. Hoje em dia, feliz ou infelizmente, gosto de comer. Ao logo dos anos, tenho preferido o consumo de peixe ao consumo de carne, seguindo as directrizes de uma alimentação saudável. O salmão é, sem dúvida, dos peixes que mais gosto. Era frequente ter em casa salmão fumado para as saladinhas, postas de salmão para grelhar ou lombinhos de salmão para levar ao forno. Uma delícia!

 

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Recentemente, dei de caras com um documentário sobre peixes de aquacultura. Até então, nunca me tinha preocupado com a origem dos peixes que comprava. Mas isso mudou, radicalmente! - Quem quiser perder cerca de 1 hora a ver o documentário em inglês (o que recomendo!) pode fazê-lo aqui.

 

A reportagem incide, primariamente, sobre dois peixes de aquacultura e dois países diferentes.

 

1. Panga - Vietnam.

São dos peixes mais baratos hoje em dia, vendidos frescos ou em filetes congelados. Por serem tão baratos, são muito frequetemente servidos em cantinas escolares. O Vietnam é dos principais exportadores e, a maioria, provém de aquacultura. Na reportagem, é feita uma visita à cultura do Mr. Min também conhecido, localmente, por Panga King . Na sua fish farm ele tem cerca de 350 lagos com 300.000 pangas por lago (!) - mais peixes do que pessoas em todo o Vietnam!..

 

Tamanha concentração de peixe promove a rápida propagação de doenças, gerando verdadeiras pandemias. Como consequência, altas doses de antibióticos são deitadas nos lagos mais vezes do que seria recomendável, o que leva a que as bactérias desenvolvam resistências. Torna-se um ciclo vicioso: doses cada vez maiores de antibióticos que apenas fazem cócegas aos bichinhos. Adicionalmente, para controlo de pragas, também são despejados pesticidas nas águas dos lagos. Não contentes, essas águas provêm, muitas vezes, do próprio rio Mekong, um rio poluidíssimo...

 

Na sua fábrica, milhares de trabalhadores mal pagos cortam um filete a cada 10 segundos e, posteriormente, mergulham-nos em água com polifosfatos para que sejam congelados mais rapidamente. O resultado final: um peixinho sem cheiro e sem sabor o que, segundo o Mr. Min, é uma vantagem - "adquire o sabor das especiarias que lhe são adicionadas".

 

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Vai um filetinho? Hm...acho que não.

 

 

2. Salmão - Noruega.

Este, sim, é o principal alvo da reportagem. Apelidado de alimento mais tóxico do mundo por Kurt Oddekalv, membro dos Green Warriors of Norway, um grupo ambientalista que pretende desmascarar este grave problema de saúde pública europeu. Nenhuma fish farm norueguesa abriu as portas aos jornalistas, mas vários anos de investigação por estes "guerreiros" culminaram em descobertas dantescas. Também aqui, quantidades astronómicas de antibióticos e pesticidas são lançadas nas águas. Os salmões "cultivados" têm vindo a acumular diversas mutações genéticas ao longo do anos. São também peixes com muito mais gordura devido à alimentação que lhes é dada e é, precisamente, nesta gordura que a grande maioria das toxinas se acumula. Quanto mais gordo o peixe, maior quantidade de toxinas e resíduos químicos.

 

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Um estudo de uma Universidade Norueguesa analisou diversos alimentos e descobriu que o salmão de cultura é o mais tóxico (5 vezes mais, precisamente) e que os ratos alimentados com este salmão apresentaram depósitos corporais de gordura consideravelmente maiores, tornando-os obesos e diabéticos. A surpresa final: o que torna o salmão da noruega mais tóxico não são os antibióticos e pesticidas mas sim .... (suspense) ...a ração seca que é dada aos peixes!

 

Lá vai o jornalista, que nem detective, até à Dinamarca visitar uma das maiores fábricas de ração para peixe. Aqui descobre várias coisas.

 

A ração é feita a partir de peixe gordo fresco (enguias, para ser mais específica) pescado no Mar Báltico - um dos mares mais poluídos do mundo! Aqui, fábricas despejam, diariamente, os seus resíduos químicos contaminando o ecossistema. As águas do Mar Báltico só são renovadas a cada 30 anos. Pobres peixes...

 

Enfim, este peixe é totalmente impróprio para consumo e é, portanto, desviado para a produção de ração seca que vai alimentar os salmões que, por sua vez, vão...ser consumidos por nós. Não vai dar ao mesmo?

Para além disso, resolveram adicionar um pesticida à ração, a etoxiquina, desenvolvida pela famosa multinacional Monsanto.

 

A etoxiquina é utilizada na preservação de frutas e vegetais, onde a sua quantidade máxima é regulamentada. Contudo, na indústria do peixe, não existe qualquer regulamentação e ela aparece em quantidades 10 a 20 vezes superiores ao desejável. Esta é uma substância virtualmente inexistente em peixes selvagens.

 

Uma investigadora norueguesa, que trabalhava na NIFES (National Institute of Nutrition and Seafood Research), na sua tese de doutoramento, estudou os efeitos da etoxiquina no corpo humano. Descobriu que esta substância consegue atravessar a barreira hemato-encefálica (barreira que protege o cérebro de produtos externos ao organismo) sendo, portanto, neurotóxico. Para além disso, tem um efeito carcinogénico provável. Após estas descobertas, admiremo-nos: foi convidada a despedir-se (por vontade própria, oficialmente). Desde então, tendo perdido o seu estatuto de investigadora, nunca conseguiu publicar o seu estudo.

 

O próprio ministério norueguês da pesca, através da Srª Ministra Lisbeth Berg-Hansen, cortou o financiamento para os estudos da etoxiquina. O facto desta senhora ser sócia maioritária da JMJ Invest que, por sua vez, é detentora de 10,93% de uma das maiores fish farms norueguesas deve ser pura coincidência. Tal como os restantes sócios serem membros da sua família.

Isto há coisas na vida...!

 

 

 

 

E foi assim que, ao abrir o frigorífico, olhei o saboroso salmão fumado nos olhos. Não tive outra alternativa...

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17
Jun17

Fui à feira do livro apanhar um escaldão. Ah, e também comprei livros!

JR

Sexta-feira, 16 de Junho. Levanto-me cedo com a bebé a querer o seu pequeno-almoço. Depois de tudo orientado com a babysitter, que chegou entretanto, lá saio eu,toda gaiteira, rumo à Feira do livro de Lisboa. Deviam ser umas 10h e pouco quando lá cheguei, sorriso na cara, entregue à minha liberdade literária quando...."o quê?! Está tudo fechado?! Onde estão os meus inúmeros livros hipotéticos?!". Suspiro. Lá desço eu o parque, ladeada por barracas fechadas e cinzentonas contornando, aqui e ali, algumas carrinhas que descarregavam caixotes.

 

11h30 - Após um café e uma nata, nova tentativa. Começam a ver-se alguns livros expostos. Esfrego as mãos e começo a odisseia. À medida que os minutos passam, mais barracas abertas, novas possibilidades. Vejo tudo e faço a minha primeira ronda. Começo a anotar mentalmente onde quero voltar, o que quero comprar, quais as melhores promoções. Vou sorrindo aos vendedores, às pessoas que passam. Começa a cheirar a comida.

 

 

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13h - Já com alguns livros no saco, derreto-me lentamente pela feira. Está um sol abrasador, claro, claro que faz doer os olhos. Dói-me o sobrolho de tanto o franzir e os óculos de sol escorregam-me pelo nariz. Mas não desisto. Tirei metade do dia para isto. Por que raios não mergulhei no protector solar..?!

 

14h - Completamente desidratada, engulo uma garrafa de água fresca. Sento-me numa mesa à (pouca) sombra que encontro e como um cachorro vadio e bebo uma coca-cola. De sobremesa, peço o meu café e um brigadeiro de chocolate e pimenta rosa. Nova onda de coragem e começo a última peregrinação.

 

15h - Arrasto-me pela estação do metro a caminho de casa. Estou um trapo seco, mas feliz.

 

A feira está gira e animada. Tem muitos livros mas também várias opções de comida e bebida. Quem quiser aproveitar estes dois últimos dias de feira:

 

- Ponha protecção solar 50+

- Leve chapéu!

- Água, muita água.

- Não leve uns sapatos que deixem metade do pé aberto e que tapem a outra metade. Garanto que vai ficar com um bronzeado esquisito.

- Podendo, evite as horas de maior calor.

- Não tapem completamente os carrinhos de bebé! Tapar o sol, claro. Mas deixem circular o ar lá dentro ou aquilo vira estufa e rapidamente desidratam.

- Leia muito e divirta-se!

 

 

Entretanto, reparei neste fenómeno pós-maternidade que julguei que só se aplicava às roupas.

 

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 Por mais que tente fazer compras para mim, a pequenina sai sempre a ganhar...! Sou atraída invisivelmente para tudo que é secção de bebé. Tanto nas roupinhas (maravilhosas) de menina como, aparentemente, até nos livros.

 

Boas leituras :)

 

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05
Jun17

Um acordo no dia do ambiente

JR

Tenho andado a pensar neste abandono do Acordo de Paris pelo Trump. Fico revoltada com estas coisas! Se existe algo cientificamente comprovado e empiricamente evidente é a deterioração do meio ambiente. Não preciso de ir ler estudos científicos para ter a certeza que temos de travar este descontrolo industrial (lê-los só me ia deixar deprimida, na verdade). Mas, enfim, pouco mais seria de esperar desta presidência...

...mas dei por mim a pensar: será que no conforto da minha casa faço tudo que posso para reduzir o nosso desperdício? Será que faço a minha parte? Tenho melhorado muito nos últimos anos mas admito, também, que podia fazer muito mais. Sei que eu, sozinha, nunca vou poder recuperar do estrago que o Trump possa vir a causar. Mas se todos pensarmos assim, nada vai para a frente. Damo-nos muito pouca importância neste aspecto. E mudar dá trabalho.

 

Neste Dia do Ambiente dei por mim a renovar este Acordo Doméstico de sermos uma família mais sustentável. Voltei às minhas pesquisas.

 

Onde podemos melhorar então?

Algumas ideias, simples e económicas, que partilho com vocês.

 

1. Substituir as lâmpadas tradicionais por lâmpadas LED - A energia das lâmpadas LED é convertida em luz e não em calor, portanto existe um menor desperdício energético. Têm, também, uma maior durabilidade. Por outro lado, as lâmpadas LED não têm na sua constituição metais pesados, como chumbo e mercúrio. Benéfico, igualmente, em termos económicos.

 

2. Desligar aparelhos electrónicos mais vezes - a maioria mantém-se em stand by, mantendo o consumo de energia. Desligá-los da tomada, quando passamos o dia fora de casa ou quando vamos passar o fim-de-semana fora, vai permitir poupar energia e poupar na conta da luz.

 

3. Arranjar maneiras alternativas e criativas de aquecer a casa no Inverno - a principal: deixar a luz do sol entrar. Aparentemente, convidar amigos para uma festa caseira ajuda no aquecimento da casa. Cada pessoa consegue emitir a mesma quantidade de calor que um aquecedor de 100 watt. 

 

4. Manter o frigorífico na sombra - Um frigorífico ao sol vai utilizar mais energia para se manter a baixas temperaturas. Pequeno reminder to self: abrir a porta do frigorífico menos vezes. Cada vez que a porta é aberta a temperatura no interior do frigorífico aumenta.

 

5. Forno multitask - utilizar os vários níveis do forno para assar vários alimentos ou re-aquecer comida já feita enquanto cozinha um bolo, por exemplo. Reduzir o número de vezes que abrimos a porta do forno para ver como está o nosso petisco também pode ser uma boa ideia.

 

6. Plantas domésticas - para além de ficarem muito bem na decoração, são uma forma natural de purificar o ar (ex.: planta aranha).

 

7. Fechar a torneira enquanto lavamos os dentes.

 

8. Utilizar, maioritariamente, a descarga curta do autoclismo - se tiver essa opção, claro.

 

9. Abrir as janelas mais vezes - a circulação do ar é óptima para prevenir o crescimento de bactérias e fungos. Especialmente importante nas casas de banho. Desta forma, vamos precisar de usar, menos vezes, produtos químicos tóxicos para remover bolores.

 

10. Preferir o duche ao banho - um duche rápido e eficiente utiliza cerca de 14% da água que se gasta num banho de imersão.

 

11. Utilizar papel higiénico/rolos de cozinha reciclados.

 

12. Lavar a roupa a 30ºC - aparentemente, existe uma redução energética de cerca de 40% quando comparado com temperaturas mais elevadas.

 

13. Utilizar detergentes concentrados - estes têm uma menor embalagem e uma pegada ecológica menor devido aos custos de transporte mais reduzidos.

 

14. Utilizar, mesmo, os sacos de compras reutilizáveis.

 

15. RECICLAR!

 

16. Usar mais vezes as escadas - bom, é capaz de reduzir também a conta do ginásio...

 

17. Reduzir o consumo de carne - não sou extremista e não falo em abolir o consumo de carne. Contudo, se reduzirmos a quantidade de carne que ingerimos já vamos estar a contribuir positivamente para a melhoria do nosso ambiente. Imensa água e dinheiro é gasto para alimentar gado. Florestas são destruídas para alojar esse mesmo gado. À medida que a população mundial aumenta, a alimentação à base de carne não é, de todo, sustentável.

 

Na verdade, são ideias bastante simples e lógicas. Mas preciso de as ler e relembrar com frequência para que se tornem intuitivas. Todos podemos fazer melhor. É preciso ACÇÃO!

 

Aceito ideias, claro!!

Feliz dia do Ambiente!

 

 

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